segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Náutico 1 x 1 Santa Cruz




NÁUTICO 1 x 1 SANTA CRUZ

Clóvis Campêlo

Amigos corais:

Mais uma vez o meia Léo Costa apareceu como elemento definidor em um jogo coral. mais uma vez foi dele o gol salvador. O craque, segundo alguns, um dos poucos na atual formação do Santinha, já começa a cair nas graças da torcida mais apaixonada do Brasil.
Se o jogo em si não foi um primor de técnica, valeu para nós pela nossa capacidade de reação. Além do mais, não se poderia esperar mais de duas equipes que ainda estão em formação. Clássico é clássico, como se diz no jargão futebolístico, e se decide nos pequenos detalhes. Foi o que aconteceu ontem, na Arena Pernambuco.
Decepcionante mesmo foi  renda e a torcida. Apenas 4.620 pessoas se arriscaram a ir à campo para ver a peleja. Uma renda fraquíssima de R$ 75.615,00. No final, reclamações de todos os lados. Penso que o nosso certame deve ser melhor planejado.
Na próxima quarta-feira, no Estádio do Arruda, dando sequência ao Estadual 2017, enfrentaremos a equipe do Belo Jardim, que ontem foi derrotada pelo Salgueiro.
Ontem, jogamos e empatamos com Júlio César; Vítor, Bruno Silva, Jaime e Eduardo; Elicarlos, David, Léo Costa, Thiago Primão (Anderson Salles) e Éverton Santos (Thomás); André Luís (William Barbio). Técnico: Vinícius Eutrópio.
No cômputo geral, podemos dizer que vislumbramos uma certa evolução na nossa equipe. No próximo final de semana, teremos outro Clássicos das Emoções, entre a Cobrinha e o Timbu, dessa vez no Arruda e pela Copa do Nordeste.
Vamos em frente que atrás vem gente e 2017 pode ser um outro ano nosso.
Saravá!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Campinense 1 x 1 Santa Cruz


CAMPINENSE 1 x 1 SANTA CRUZ

Clóvis Campêlo

Amigos corais:

Começamos a Copa do Nordeste 2017 por onde terminamos no ano passado: jogando em Campina Grande, contra o Campinense do treinador Sérgio China e empatando por 1 x 1.
Para mim, um resultado ótimo. Ainda mais se levarmos em consideração que ainda somos uma equipe em formação. Técnica e taticamente, ainda deixamos a desejar. Alguns torcedores e jornalistas questionam até mesmo a qualidade técnica dos jogadores contratados. Em arte, têm razão. Por outro lado, sabemos que para fazer futebol profissional hoje é preciso dinheiro, muito dinheiro. Prefiro dar um voto de crédito ao atual elenco. Talvez estejamos fazendo o caminho correto. O tempo, esse senhor implacável, é quem nos dirá.
Quando ao jogo em si, não jogamos bem mas empatamos com uma equipe melhor estruturada e dentro da casa do adversário. Isso sempre é bom. mais uma vez o nosso gol salvador foi marcado por Léo Costa, que vem se firmando como uma das estrelas do novo time coral.
Jogamos e empatamos com Júlio César; Vítor, Jaime, Bruno Silva e Eduardo Brito; Elicalos, David Wéllington Cézar) e Léo Costa; Thiago Primão (Thomás), Everton Santos e André Luís (William Barbio), sob a batuta de Vinícius Eutrópio.
No próximo domingo, na tão falada Arena Pernambuco, enfrentaremos o Náutico, também renovado, estreando no Campeonato Pernambucano 2017. Vamos esperar que tudo dê certo para nós.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Santa Cruz 1 x 0 Payssandu



SANTA CRUZ 1 x 0 PAYSSANDU

Clóvis Campêlo

Caros amigos corais, ano novo e novos desafios!
Confesso que começar o ano ganhando (seja lá o que for!) é muito bom.
Ainda desarrumados e sem impressionar ninguém, ganhamos a Taça Asa Branca, diante do Payssandu de Belém do Pará, o famoso Papão do Curuzu. Parabéns!
Com um belo gol de Leo Costa, aos 34 minutos do primeiro tempo, liquidamos a fatura.
A torcida coral, decididamente a mais apaixonada do Brasil, acreditou, confiou e gostou da vitória. Mais de 14 mil pessoas foram ao Arruda para ver o Santinha 2017 em campo.
Ano novo, novas batalhas vitoriosas.
Vencemos com Júlio César; Vítor, Jaime (Anderson Salles), Bruno Silva e Eduardo Brito; Elicarlos, David (Wellington Cézar) e Léo Costa (Marcílio); Thiago Primão (Williams Luz), Éverton Santos (Thomás) e André (Willian Barbio).
Uma equipe quase desconhecida, mas tendo Vítor, Wéllington Cézar e Marcílio como remanescentes do time do ano passado.
Que venha o resto do ano e as novas competições que iremos encarar. Que o treinador Vinícius Eutrópio tenha condições ideais de trabalho e monte a equipe forte que todos nós queremos.
Saravá!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

À deriva!


Cruzeiro 2 x 0 Santa Cruz.
Mesmo com DORIVA, continuamos à DERIVA!

Cruzeiro 2 x 0 Santa Cruz


Fotografia de Edesio Ferreira

CRUZEIRO 2 x 0 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

A Santa Cruz pagou caro o preço por não ter “matado” o jogo no primeiro tempo, quando foi melhor que o Cruzeiro. Logo no início do segundo, o Tricolor falhou duas vezes o permitiu a Raposa fazer os gols que decretaram a derrota coral por 2 a 0 na manhã deste domingo, no Mineirão. Diante de um adversário que, embora em ascensão na Série A, era o pior mandante do campeonato, a equipe pernambucana acumulou a sétima partida sem ganhar no Brasileiro. Segue na sua pior sequência na temporada e o técnico Doriva, há três jogos no comando tricolor, não tem sido capaz de fazer o time reagir e reencontrar as vitórias.
A fim de dar “liga” ao time, Doriva repetiu a mesma escalação pela primeira vez em sua terceira partida no comando do Santa, que, conforme preza o treinador, teve maior posse de bola no primeiro tempo e as melhores chances de abrir o placar. Sem encontrar muito espaço para trocar passes e chegar à barra mineira, a primeira jogada saiu de uma bola em profundidade de João Paulo para Grafite. Dentro da grande área, o camisa 23, no entanto, teve o seu gol impedido pelo goleiro Rafael e completou agora dez partidas seguidas no ano sem balançar as redes, na sua maior “seca” no clube.
O Santa chegou a sofrer uma pressão no começo do confronto contra o Cruzeiro, empurrado, aliás, por mais de 40 mil torcedores no Mineirão. Mas, pouco a pouco, o time pernambucano foi começando a chegar ao campo de ataque com bem mais desenvoltura que nos minutos iniciais. Um cruzamento de Allan Vieira, desviado de cabeça por Grafite, sobrou para Léo Moura, que acertou o travessão cruzeirense.
Os mandantes poderiam ter inaugurado a contagem com Rafael Sóbis, logo na sequência. Oportunidade pontual do Cruzeiro. Descompactada, a Raposa não conseguia furar um sólido sistema defensivo coral, que teve o destaque para o zagueiro Danny Morais na etapa inicial do duelo. Ele, por muitas vezes, ainda era capaz de corrigir falhas pontuais do seu colega de posição, Luan Peres.

Gols no início do segundo tempo
O que o Santa fez nos 47 minutos iniciais não fez nos sete primeiros do segundo tempo. Aos três, o mesmo Luan Peres cortou uma bola errada para o meio e desta vez não teve como Danny consertar. Sobrou nos pés de Robinho. À longa distância, o cruzeirense chutou, a bola bateu na trave e entrou, sem chances para Tiago Cardoso: 1 a 0. Aos sete, enquanto Léo Moura parou para reclamar com a arbitragem, a equipe mineira cobrou um lateral rapidamente e pegou a defesa do Santa desguarnecida. Depois de passe de Arrascaeta, Ábila só teve o trabalho de escorar a bola para dentro da barra. Doriva tentou o que pôde para reverter a situação. Acionou dois atacantes (Wallyson e Marion) no lugar de duas peças do meio-campo (Derley e Pisano), mas as trocas não surtiram o efeito esperado. Wallyson ainda teve chances de fazer um gol de falta e outro de cabeça, ambas defendidas por Rafael.

Ficha do jogo

CRUZEIRO: Rafael; Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Lucas Romero (Denílson), Ariel Cabral e Robinho; Rafael Sóbis, Arrascaeta e Ábila (Willian). Técnico: Mano Menezes.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Allan Vieira; Derley (Wallyson), Uillian Correia (Danilo Pires) e João Paulo; Pisano (Marion) e Keno; Grafite. Técnico: Doriva.

Local: Mineirão (Belo Horizonte-MG). Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC). Assistentes: Nadine Schramm Câmara Bastos (Fifa-SC) e Hélton Nunes (SC). Gols: Robinho (3’ do 2T, Cruzeiro); Ábila (7’ do 2T, Cruzeiro). Cartões amarelos:Lucas Romero e Ariel Cabral (Cruzeiro); Derley, Uillian Correia e Keno (Santa Cruz). Público: 49.028. Renda: R$ 1.445.435,00.
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 28/8/2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Santa Cruz 0 x 0 Sport



Fotografias de Ricardo Fernandes / DP

SANTA CRUZ 0 x 0 SPORT

João de Andrade Neto

Demorou 100 anos para que Santa Cruz e Sport se enfrentassem pela primeira vez em um torneio internacional. No caso, válido pela Copa Sul-Americana. No entanto, um clássico desse tamanho merecia bem mais. Em todos os fatores. A começar pelo público, que não fez jus a alcunha de “multidões” que o duelo carrega, com apenas 5.517 torcedores presentes. Dentro de campo, as duas equipes também deixaram a desejar. Com um futebol de muita marcação, mas pouca inspiração, tricolores e rubro-negros não saíram do 0 a 0, na estreia do duelo também na Arena de Pernambuco.
Placar que, pelo menos, deixa tudo em aberto para o jogo de volta, quarta-feira que vem, novamente na Arena. Quem vencer avança para enfrentar Independiente de Medellin-COL ou Deportivo Luqueno-PAR. Já um empate com gols favorece aos corais, já que o mando da volta pertence aos leões.
Para a partida, os dois treinadores parecem ter se rendido a importância histórica do primeiro confronto internacional entre tricolores e rubro-negros. Ao contrário do que se especulava, nada de times mistos, com Santa e Sport em campo com todos os seus titulares. O que, no entanto, não impediu o primeiro tempo de ser fraco tecnicamente.
Nos minutos iniciais, coube ao Sport a maior posse de bola. No entanto, faltava ao Leão um maior poder de definição dos lances. Tanto que o primeiro chute com certo perigo à meta de Tiago Cardoso só veio aos 33 minutos, com Rogério arriscando de fora da área e o arqueiro tricolor defendendo em dois lances. Contribuiu para a falta de um maior poderio ofensivo rubro-negro as atuações apagadas de Gabriel Xavier, sumido em campo, e Éverton Felipe, errando quase tudo que tentava.
Pelo lado do Santa, a proposta inicial de apostar apenas na velocidade dos contra-ataques, aos poucos, foi dando espaço também a uma melhor troca de passes e uma postura mais aguda. Tanto que entre os 15 e os 23 minutos foram três finalizações. Com direito também a duas “cheiradas” bisonhas do volante Derley. Na melhor chance de gol, a argentino Pisano chutou por cima, após a bola sobrar livre na entrada da pequena área.
Por sinal, o preenchimento de espaços em frente a área de Magrão foi outro mérito coral, que praticamente ficou com todos os rebotes ofensivos. No entanto, apesar do Santa terminar os primeiros 45 minutos um pouco melhor, as duas equipes desceram para o vestiário com o placar em branco.
Para o segundo tempo, os dois treinadores optaram por voltar com as mesmas formações. Mas não por muito tempo. Ainda no embalo da primeira etapa, o Santa iniciou tomando a iniciativa do jogo. O momento coral fez com que Oswaldo de Oliveira modificasse o Sport logo aos sete minutos (algo que não costuma fazer) ao sacar Edmílson para a entrada do colombiano Ruiz. Dez minutos depois, foi a vez do Santa mudar e reforçar a marcação, com Danilo Pires na vaga de João Paulo. O clássico voltaria a ficar truncado. E equilibrado. Só aos 23, o coral Pisano voltaria a mexer com as torcidas na Arena ao chutar com perigo.
Oswaldo ainda colocariam em campo mais dois estrangeiros, com Lenis e Mark González nas vagas de Everton Felipe e Rodney Wallace. Já pelo lado tricolor, Doriva ainda tentou dar mais velocidade ofensiva com Wallyson na vaga de Grafite. Nada, porém, foi capaz de tirar o zero do placar. O primeiro Clássico das Multidões internacional merecia mais.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Corrêa, Derley, João Paulo (Danilo Pires) e Pisano; Keno (Marion) e Grafite (Wallyson). Técnico: Doriva.

SPORT: Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodney Wallace (Mark Gonzalez); Paulo Roberto, Rithely, Éverton Felipe (Lenis), Gabriel Xavier e Rogério; Edmilson (Ruiz). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Local: Arena de Pernambuco. Árbitro: Julian Bascuñan (Chile-Fifa). Assistentes: Marcelo Barraza e Christian Schierman (ambos do Chile). Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Paulo Roberto (S), Derley (SC). Público: 5.517. Renda: R$ 71.085,00.


Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 24/8/2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sul-Americana pode ajudar na Série A


Fotografia de Ricardo Fernandes

SUL-AMERICANA PODE AJUDAR NA SÉRIE A

Yuri de Lira

Reforços, mudança de esquema tático, troca de treinador… Por enquanto, nenhuma dessas tentativas ainda deu certo para o Santa Cruz melhorar na Série A. Segundo Léo Moura, a retomada no Tricolor no Brasileiro pode vir justamente a partir da Copa Sul-Americana, que se inicia para o time com o clássico contra o Sport nesta quarta-feira, na Arena de Pernambuco. O veterano acredita que bons resultados na competição continental são capazes de servir como “combustível” rumo a uma arrancada para fora da zona de rebaixamento no nacional.
“Primeiramente, temos que voltar a vencer. O nosso principal objetivo é retomar as vitórias, independentemente da competição que estamos disputando. Então, contra o nosso maior rival, acho uma vitória vai nos dar confiança para seguirmos no Campeonato Brasileiro”, declarou o lateral direito. “Apareceu Sul-Americana e vamos tentar passar a cada fase porque isso dá mais confiança ao grupo”, emendou.
Apesar de declarar maior importância à Sula em detrimento da Série A, Léo Moura não deixa de destacar a sua ambição pelo torneio continental. “O peso da Sul-Americana é grande. É uma competição internacional. Já disputei algumas vezes, sei da importância que é. Já que apareceu, é o que está na nossa frente e vamos pegar.”

Bem fisicamente para a Sula-Americana
Com dez jogos seguidos entre os titulares e sem ser substituído sequer, o lateral de 37 anos pode ser poupado contra o Sport. Léo Moura, no entanto, se diz bem fisicamente e diz que, embora esteja exercendo uma o que exige bastante fisicamente, está pronto para seguir entre os titulares da equipe tricolor.
“Essa posição já não é mais segredo. Vim com (o técnico) Marcelo Martelotte para jogar no meio-campo, mas depois com Milton voltei à lateral. Estou com uma sequência na posição e tenho me sentido muito bem. Toda a minha carreira foi na lateral, vou procurar fazer o meu melhor para continuar ajudando o Santa Cruz", contou. "O cansaço não bateu de maneira nenhuma. Tenho me preparado para isso. Gosto de jogar os 90 minutos, não gosto de ficar fora", acrescentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 22/8/2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dias ingratos


DIAS INGRATOS

Clóvis Campêlo

Caros amigos corais, os dias atuais nos têm sido ingratos. Principalmente os dias posteriores aos jogos do Santinha. Assim, hoje é mais uma segunda-feira ingrata. Perdemos mais uma e continuamos sem convencer. Acho difícil que Doriva consiga mudar esse panorama em tempo útil. Parece que a coisa (sem nenhum trocadilho) vem de fora do campo.
Ontem, contra o Fluminense, no Arruda, continuamos a demonstrar a nossa ineficiência. Sem ataque, sem esquema tático convincente, com os jogadores visivelmente desanimados desde o começo do jogo. Fomos um time apático e sem forças para a superação. Penso que dificilmente conseguiremos evitar o retorno para a Série B.
Na estreia do novo treinador o plantel não demonstrou motivação suficiente para ganhar o jogo. Continuamos abusando dos passes laterais infrutíferos, da falta de triangulação na entrada da área adversária, com precisão e velocidade, para abris espaços aos atacantes. Fomos um time ruim, desarticulado, jogando em um gramado péssimo. Se a bola já nos atrapalha, imaginem com o gramado esburacado...
Acho que a vaca já está indo para o brejo. E a Cobra Coral também. Mas, o que mais me preocupou foi ver a cara triste e desanimada dos jogadores desde o início da partida. O que poderá estar havendo com o elenco?
Milton Mendes, o desagregador, já se foi. Doriva, o estimulador, já chegou. Vamos ganhar, gente! Colocar o coração no bico da chuteira. Voltar a ser um time de guerreiros. Só assim ainda poderemos ter alguma chance real de nos mantermos na Série A em 2017.

Santa Cruz 0 x 1 Fluminense


Fotografia de Rafael Martins

SANTA CRUZ 0 x 1 FLUMINENSE

Yuri de Lira

A estreia de Doriva pelo Santa Cruz foi completamente diferente do que ele planejava. A mudança de comando e o técnico como “fato novo” no grupo não foram suficientes para fazer o Santa Cruz voltar a vencer na Série A. Neste domingo, o Fluminense gannhou 1 a 0 em uma partida que tudo saiu como o treinador estreante não queria. O Tricolor Pernambucano não conseguiu propor o jogo quando deveria, não teve poder de reação e não tomou o Arruda como aliado. A equipe coral agora acumula seis rodadas sem vitórias, sete derrotas em casa em 11 jogos e continua imerso na zona de rebaixamento.
No esquema 4-2-3-1, Doriva confirmou a mudança que havia sinalizado durante a semana ao escalar Pisano no time no lugar de Arthur. O argentino cumpriu uma função mais centralizada no meio-campo, enquanto o volante Derley foi encarregado de ocupou a ponta direita. Com essa formação, o Santa conseguiu até algumas boas triangulações no ataque. O time, no entanto, não foi capaz de adotar a postura que o novo técnico disse que gostaria de ver, a de manutenção de posse de bola e de proposição das ações quando o placar estava zerado.
O gol dos visitantes poderia ter sido evitado. Aos 29 da etapa inicial, Tiago Cardoso saiu errado após escanteio e trombou com Luan Peres. A bola sobrou para Henrique Dourado, que teve somente o trabalho de encostá-la para o fundo das redes: 1 a 0. Keno, que seguiu sendo o principal peça da equipe para escapatória ao ataque, não conseguiu que o seu individualismo se sobressaísse. Insistiu, então, em chutes à longa e média distância. Todos sem sucesso. Com os cariocas fechados desde o começo a partida, Uillian Correia e Derley tentaram também fazer gols dessa forma nos primeiros 48 minutos do duelo.
Doriva pareceu que ia deixar o Santa mais agressivo ofensivamente com as entradas de Lelê e Arthur no lugar de Derley e Grafite, respectivamente. Mas o time recifense não apresentou o poder de reação mostrado na rodada passada, no 2 a 2 que conseguiu contra o Vitória, no Barradão - ainda sob o comando do interino Adriano Teixeira. O meio-campo era lento nas transições.
Pisano, atleta de melhor rendimento do setor, cansou, ficou mais recuado em campo e o desgaste dele refletiu diretamente na atuação do resto dos seus colegas. Os mandantes, apesar de terem um ilusório domínio no segundo tempo, tinham dificuldades para criar qualquer tipo de jogada. A torcida foi perdendo a paciência. Muitos torcedores voltaram-se contra a equipe, inclusive. O apito final deu a sensação que, mesmo depois da troca de Milton Mendes por Doriva, o Santa Cruz continua o mesmo.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Tiago Costa (Allan Vieira); Derley (Lelê), Uillian Correia, João Paulo, Pisano e Keno; Grafite (Arthur). Técnico: Doriva.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wellington Silva (Igor Julião), Gum, Henrique e William Matheus; Douglas, Edson (Pierre) e Gustavo Scarpa; Danilinho, Wellington e Henrique Dourado (Samuel). Técnico: Levir Culpi.

Local: Arruda (Recife-PE). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP). Assistentes: Tatiane Sacilotti Camargo (Fifa-SP) e Miguel Ribeiro da Costa (SP). Gol: Dourado (29’ do 1T, Fluminense). Cartões amarelos: Igor Julião e Edson (Fluminense).Público: 8.279. Renda: R$ 120.780,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 21/8/2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Lacraia, o poeta do Santa Cruz


Lacraia, no destaque

LACRAIA, O POETA DO SANTA CRUZ

Leonardo Dantas Silva

Cabeleira negra e farta, pele morena escura, altura acima dos seus companheiros, Teófilo Batista de Carvalho logo se destacou, entre os meninos que em 1914 fundaram na Boa Vista o Santa Cruz, como o mais dotado dos rapazes, dentro e fora dos campos daquela época.
Filho de uma família de classe média do bairro da Boa Vista (seu pai era médico), acompanhou os meninos que se reuniam na calçada da Igreja da Santa Cruz nos primeiros momentos daquele início de século. Por motivos outros, não assinou a ata de fundação do seu clube, não se registrando a sua presença na reunião ocorrida na casa do despachante Adolpho Silva, situada no nº 5 da Rua da Mangueira (hoje, Leão Coroado), esquina com a Rua da Alegria, naquela noite de 3 de fevereiro de 1914.
Atendia pelo simpático apelido de Lacraia, ocupava a posição centromédio, logo se transformando em um dos mais renomados artilheiros e, ao mesmo tempo, em capitão e técnico daquele time de iniciantes, que comparecia aos jogos da campina do Derby envergando as cores preta e branca.
Foi o jogador mais popular de sua época, sendo dele o projeto do escudo do Santa Cruz, inspirado na “âncora branca da esperança”, trazendo as cores encarnado, preto e branco, cujo primeiro exemplar fora confeccionado nos Estados Unidos, por encomenda do livreiro Ramiro Costa, e que se mantém, em sua forma primitiva, até os nossos dias.
Segundo o blog do Santa Cruz, “a idéia do escudo nasceu numa ocasião em que um amigo do pai de Lacraia, o livreiro Ramiro Costa, proprietário da secular livraria, que levava seu nome, perguntou ao centromédio, se ele não estava interessado em mandar confeccionar alguns escudos em metal para o Santa Cruz.
Sentindo que o clube precisava de um distintivo que identificasse seus diretores e simpatizantes, não hesitou em responder favoravelmente. Ele mesmo elaborou o desenho, e a encomenda seguiu para os Estados Unidos, pois naquele tempo, tanto no Rio como em São Paulo não haveria facilidades para fazê-los. Pois, no Recife, nem se fala”.
Quando algum tempo depois, Lacraia foi informado da chegada dos escudos, a notícia estava acompanhada da conta, cinco contos de reis. Apenas para tomar o real como parâmetro, digamos, cinco mil reais. Àquela altura, o presidente era Álvaro Ramos Leal, mais tarde médico, pai do também médico e dirigente do clube em meados do século passado, Nilson Ramos Leal. Álvaro seria também avô do ponta-direita Carlinhos (Ramos Leal), de vitoriosa passagem pelo Santa – ainda defendeu o América e o Sport.
Quando foi cientificado do compromisso que teria que ser saldado com Ramiro Costa, Álvaro deixou seu companheiro assustado ao dizer que o assunto seria levado à apreciação da diretoria. Se esta não aprovasse, nada feito. Lacraia que pagasse do seu bolso, uma vez que o clube nada tinha encomendado.
Sem dinheiro para saldar um débito tão alto, o centromédio ficou apreensivo. Porém, para sua tranqüilidade, os demais diretores acharam lindos os escudos, que podiam ser usados no chapéu – um dos costumes da época – com os menores sendo presos à lapela e à gravata. E o Santa pagou a conta.
Mas o nosso Lacraia, com a sua simpatia peculiar, soube brilhar fora de campo, não só como projetista do escudo do Santa Cruz, que os tricolores daquela época usavam, com orgulho, nos chapéus, broches de gravata e lapela, muitos deles confeccionados em ouro cravejado com brilhantes, mas como autor dos versos que apresentavam os jogadores daqueles idos de 1914 a 1917.
Nas ruas a rapaziada já desfilava cantando, atraindo a presença do público feminino, depois de cada conquista no campo do Derby ou no campo do Tramways (na Avenida Malaquias).

Ai meu Deus, que barulho!
Quantas palmas, que horror!
Torcedoras estão contentes,
A vibrar com o tricolor!

Naqueles primeiros anos Teófilo Batista de Carvalho, o nosso Lacraia, descrevia em versos o perfil de cada um dos jogadores do tricolor:

Minha gente não se iluda
Nosso goal-kepper é Ilo Just
Seu apelido é Bicuda.
Atenção Bicuda! Olho na bola!
Cuidado, o inimigo atola!
E não sabeis por onde entrou.
Teu talismã foi perdido,
O teu dente foi partido,
De uma bola que levou

E seguia descrevendo cada um dos jogadores de então, terminando por ele próprio:

Do ingrato Americano
O lugar está ocupando
O rebolo do Tiano [Martiniano Fernandes]
Ai Tiano, center-ford ardiloso
Japonês perigoso,
O primeiro da posição
És um center de primeira
Faz o goal e quantos queira
Assim tenha ocasião

………………………………………….

Eis aqui o tricolor
Que acabo de descrever
Jogador por jogador
Ai que time,
Todos eles desdentados
Uns gorduchos outros cortados
Na metade da altura
Tem também uma Lacraia
Quem pisar em sua raia
A ferrada está segura

E assim o Santa Cruz, que tivera suas cores alvinegras no primeiro ano, transformando-se depois no tricolor com a inclusão do encarnado, passou a ser “o Clube das Multidões dos nossos dias…”
Confessa Givanildo Alves, em seu livro História do Futebol em Pernambuco (1978), que “o Santa continuou sendo amado por pretos e brancos, ricos e pobres, até os dias de hoje. O moreno quase negro Lacraia abrasileirou o futebol pernambucano, até então praticado somente pela elite recifense misturada aos galegos de olhos azuis das companhias inglesas aqui instaladas. O Santa Cruz pôs um ponto final no anglicismo futebolístico reinante e iniciou o estilo de jogo nacional da ginga de corpo, do banho-de-cuia, da bola de efeito, do gol de letra, do drible e da picardia. Um futebol enfim narcisista como o espírito brasileiro. Era a ruptura do velho e a instalação do novo”.
Fonte: Jornal da Besta Fubana

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A boa estreia de Pisano


A BOA ESTREIA DE PISANO

Yuri de Lira

Matías Pisano só não teve uma estreia perfeita pelo Santa Cruz porque o time coral não conseguiu ganhar. O argentino, que foi acionado pelo técnico interino Adriano Teixeira aos 20 minutos do segundo tempo, acabou sendo o autor do gol de empate em 2 a 2 contra o Vitória, no Barradão, e teve um rendimento convincente. O meia, portanto, dá uma boa impressão ao recém-chegado treinador Doriva, que assistiu a tudo das tribunas do estádio.
O meio-campista tem apenas 1,66 metro de altura. Entre os jogadores do elenco tricolor, é mais alto apenas que Renatinho, com sete centímetros a menos. Ainda assim, fez, de cabeça, o gol em sua estreia. Não que essa seja a sua especialidade. Longe disso. Nem ele próprio imaginava que seria dessa maneira que balançaria as redes adversárias pela primeira vez no Santa Cruz No entanto, feliz com o seu desempenho, tal detalhe pouco importou. “De cabeça não (esperava), mas de todo jeito serve”, falou, aos risos.
A atuação do meio-campista não pode ser restrita ao gol. Mesmo em campo por apenas 27 minutos, Matías Pisano foi capaz de melhorar o rendimento do setor de criação da equipe coral na partida e teve chance até de fazer o seu segundo gol para decretar um triunfo histórico no Barradão (já que o Santa nunca venceu o Vitória em Salvador).
Ele entrou no lugar de Arthur. A depender da atuação do concorrente e da dele, Doriva pode ter atestado que a vaga no time titular é mesmo do argentino. Isso se continuar no esquema 4-2-3-1 que Adriano Teixeira adotou neste jogo. Já se o novo técnico retomar o 4-4-2, Pisano disputaria a posição com João Paulo ou Uillian Correia para atuar como um meia mais centralizado.
Após o jogo no Barradão, o jogador avaliou positivamente a sua participação no duelo com o Rubro-negro. “Gostei (da estreia). Fui bem. Viu-se tudo: a luta da gente e a gente competindo para conseguir os objetivos”, afirmou. “Pude fazer um gol importante para nós e para seguirmos na briga (contra o rebaixamento)”, complementou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 14/8/2016

Vitória-BA 2 x 2 Santa Cruz


Fotografia de Raul Spinassé

VITÓRIA-BA 2 x 2 SANTA CRUZ

Yuri de Lira
O técnico Doriva vai ter ainda trabalho para corrigir os defeitos do time do Santa Cruz e tornar possível a fuga da zona de rebaixamento da Série A. Mas, das tribunas do Barradão, teve uma boa impressão neste domingo da atuação time coral, comandado pelo interino Adriano Teixeira. O 2 a 2 contra o Vitória mantém a escrita de o Tricolor nunca ter vencido o adversário em Salvador, em contrapartida dá esperança de tempos melhores para o clube na competição. Ainda mais depois da estreia de Pisano, que entrou no segundo tempo, melhorou a equipe e fez o gol de empate.
Antes do jogo, Adriano disse que o seu método de trabalho era diferente ao do ex-técnico coral Milton Mendes e que, consequentemente, faria “algumas mudanças” na escalação. Não se furtou em tirar Danilo Pires, promovendo o retorno do titular Uillian Correia. Derley, porém, continuou na equipe. O auxiliar também devolveu o atacante Arthur ao time ao sacar o volante Jadson. Dessa maneira, o Santa voltou a jogar no 4-3-2-1 após ter sido formado no 4-4-2 nas duas rodadas passadas. A última alteração foi circunstancial: Neris, machucado por um mês na coxa direita, cedeu vaga a Luan Peres.
A mudança tática pouco adiantou. A equipe não jogou na etapa inicial com “alegria” que Adriano disse que gostaria ao ser questionado sobre a estratégia coral para a partida em Salvador. Com o Santa descompactado na marcação, o Vitória não demorou para criar as suas jogadas. Aos cinco minutos, depois de trocar passes na intermediária coral, o Rubro-negro abriu o placar com Diego Renan, ao infiltrar pelo lado esquerdo e chutar sem chances para Tiago Cardoso.
O sistema defensivo pernambucano era falho individualmente. Luan Peres quase “dá” um gol para Kieza ao recuar uma bola de cabeça. Coletivamente, seguiu permitindo o adversário ter mais posse de bola e o controle total do jogo. O Rubro-negro ainda acertaria uma bola no travessão. O setor ofensivo do Santa também não funcionava. Rifar a bola para frente parecia ser a única solução para construir uma jogada.
O gol de empate acabou saindo de um lance mais fortuito que elaborado. Tiago Costa resolveu chutar de longe, a tentativa deu certo e o lateral conseguiu igualar a contagem no Barradão com um golaço. A última vez que o Santa havia buscado um empate, por sinal, foi ainda na segunda rodada do Brasileiro, contra o Fluminense. Poder de reação que se estendeu para a etapa final.

Doriva nos vestiários
Doriva desceu das cabines do estádio e falou com Adriano Teixeira na hora do intervalo para que os erros mostrados fosse corrigidos. Mal deu tempo para os jogadores tricolores colocarem em prática e que foi conversado no vestiários. Já aos dois minutos, o Vitória voltou à vantagem no placar. Foi a vez de Willian Farias fazer um gol tão bonito quanto o de Tiago Costa.
O Santa começou a ser mais agressivo aos 20 do segundo tempo, quando o Matías Pisano estreou ao entrar no lugar de Arthur. O meia argentino logo fez com que a criação do Santa crescesse de produção. Mostrando velocidade e visão de jogo apurada, também foi participativo e chegou mais à frente para ajudar os colegas de ataque. Numa dessas investidas, com seus 1,66 metro, recebeu cruzamento de Wallyson (também acionado do banco de reservas) e fez um gol de cabeça, aos 37. O estrangeiro ainda teve a chance da virada.

Ficha do jogo
VITÓRIA-BA: Fernando Miguel; Diogo Mateus (José Welison), Ramon, Kanu e Diego Renan; Willian Farias, Flávio (Marcelo) e Sherman Cárdenas; Marinho, Kieza e Vander (Dagoberto). Técnico: Vágner Mancini.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Tiago Costa; Derley (Danilo Pires), Uillian Correia, João Paulo (Wallyson), Arthur (Pisano) e Keno; Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

Estádio: Barradão (Salvador-BA). Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG). Assistentes: Luiz Antônio Barbosa (MG) e Marconi Helbert Vieira (MG). Gols: Diego Renan (Vitória, 5’ do 1T); Tiago Costa (Santa, 37’ do 1T), Willian Farias (Vitória, 2’ do 2T) e Pisano (Santa, 38’ do 2T). Cartões amarelos: Kieza (Vitória); Luan Peres, Danny Morais (Santa Cruz).Público: 6.797. Renda: R$ 91.803,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 14/8/2016