domingo, 24 de julho de 2016

Santa Cruz 0 x 1 Coritiba


SANTA CRUZ 0 x 1 CORITIBA

Yuri de Lira

A depender dos resultados deste domingo, o Santa Cruz pode voltar à zona de rebaixamento da Série A após apenas uma rodada fora dela. Diante do Coritiba, um adversário direto na briga contra a queda, o Tricolor teve neste sábado, no Arruda, sua reação interrompida no campeonato e não conseguiu a inédita série de três vitórias seguidas na Série A do Brasileiro. O terceiro resultado positivo seguido na competição, na verdade, esteve longe de vir. Sem poder ofensivo, o time do técnico Milton Mendes saiu derrotado por 1 a 0. Kleber Gladiador fez o seu gol solitário ainda no primeiro tempo e poderia ter feito o segundo não fosse Tiago Cardoso para defender um pênalti no começo da etapa final.
O Santa Cruz não perdeu tempo para ir para cima do Coxa. Frente a um adversário com as linhas recuados no meio-campo e na defesa, o Tricolor não sofreu para ter maior posse de bola e se manter quase sempre presente no campo de defesa paranaense. Mas a criação de jogadas dos corais era defeituosa. Sem ninguém para pensar o jogo, a equipe da casa praticamente restringia as suas ações à individualidade dos três atacantes - Keno, Arthur e Marion, que substituía o suspenso Grafite.
A melhor oportunidade de gol do Santa no primeiro tempo acabou sendo a partir de uma bola parada. Ainda aos cinco minutos, João Paulo achou Danny Morais na grande área, e o zagueiro obrigou o goleiro Wilson a fazer uma defesa de puro reflexo. O Coritiba raramente progredia. Aproveitou, porém, uma das suas raras investidas. Peça mais perigosa do Coxa, Kléber Gladiador iniciou e terminou um lance aos 32, que resultou no gol dos visitantes.
Imediatamente, Milton Mendes mexeu no time. Tirou Marion e colocou Bruno Moraes em campo. Após o gol sofrido, o Santa caiu de produção, descompactou a marcação e permitiu a equipe do técnico Pachequinho avançar no seu campo, como não acontecia no início da partida. Ofensivamente, se tornou ainda mais falho na construção. Começou a rifar bolas da defesa para o ataque. Sempre sem sucesso.
Não houve melhora no Santa depois do intervalo. Bastaram nove minutos para Kléber sofrer um pênalti de Tiago Cardoso. Contudo, o goleiro tricolor defendeu a sua segunda penalidade seguida na Série A (a terceira na temporada) e evitou que o mesmo atacante convertesse a cobrança em gol. A quem achou que os corais se motivariam mais após a defesa, ledo engano.
Para sanar o persistente problema na criação, Mendes acionou Marcinho na sequência. Também pouco adiantou. O time seguia realizando transições longas, e parte da torcida chegou ao ponto de pedir a entrada de Renatinho. Quase sem conseguir colocar a bola no chão, o primeiro chute na etapa final da partida só saiu aos 22 minutos, com Keno, que recebeu cruzamento da direita de Léo Moura. O segundo sequer aconteceu. Felipe Amorim ainda acertou a trave de Cardoso nos acréscimos, e o Coxa conseguiu sua primeira vitória como visitante no campeonato.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Wellington, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo, Marcílio (Marcinho), Arthur (Danilo Pires) e Keno; Marion (Bruno Moraes). Técnico: Milton Mendes.

CORITIBA: Wilson; Ceará, Luccas Claro, Juninho (Nery) e Carlinhos; Edinho, João Paulo e Alan Santos; Raphael Veiga (Felipe Amorim); Kléber (Iago) e Kazim. Técnico: Pachequinho.

Estádio: Arruda (Recife-PE). Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO). Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO). Gol: Kléber (32’ do 1T, Coritiba). Cartões amarelos: João Paulo e Tiago Cardoso (Santa Cruz); Carlinhos (Coritiba). Público: 10.021. Renda: R$ 133.770,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 23/7/2016

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Santa Cruz 2 x 3 Vasco da Gama


SANTA CRUZ 2 x 3 VASCO DA GAMA

Depois de um primeiro tempo sem gols, Andrezinho abriu o placar, Yago Pikachu ampliou a vantagem, e Keno ainda descontou para os pernambucanos. Nos acréscimos, Jorge Henrique fez para os visitantes, e Arthur anotou mais um para os donos da casa.
Com o resultado, os cariocas capturaram sua vaga às oitavas de final da Copa do Brasil e, sob o comando do mestre Jorginho, seguem sua jornada. No duelo de ida, as duas equipes tinham ficado no empate por 1 a 1. Agora, os cruz-maltinos, que não contaram com lesionado Nenê, irão conhecer seu próximo adversário em sorteio.
Antes do duelo, houve uma cena triste e preocupante. Um torcedor do time visitante se desequilibrou, caiu no fosso do Arruda e foi encaminhado ao hospital.
Agora, o Vasco voltará a campo no sábado, quando receberá o Bragantino em São Januário, às 16h30 (de Brasília), pela Série B do Brasileirão. No mesmo dia, o Santa Cruz voltará a atuar em seu estádio, onde enfrentará o Coritiba, às 18h30, pela Série A.

Vasco resolve no segundo tempo e avança


Precisando marcar de qualquer forma, o time carioca criou mais ao longo da primeira etapa e parou em algumas boas defesas de Tiago Cardoso. Aos 31min, o goleiro defendeu cobrança de falta forte de Rodrigo. Sete minutos depois, Andrezinho levantou na área, Bruno Moraes desviou para trás e mandou por cima, quase marcando contra. Aos 40min, Yago Pikachu arriscou de fora da área, e o arqueiro voltou a aparecer bem.
Logo na sequência, Leandrinho tinha a chance pelos donos da casa, mas foi bloqueado por Rodrigo no momento da conclusão.
Apesar deste cenário, o duelo foi para o intervalo sem gols, o que mudaria em pouco tempo na segunda etapa.
Aos 7min, Julio Cesar recebeu de Jorge Henrique e tocou com desvio da zaga. A bola sobrou para Andrezinho, que bateu no ângulo direito, sem chances para o goleiro.
Os cariocas se animaram com o bom momento, seguiram no ataque e ampliaram a vantagem. Aos 19min, Evander fez boa jogada individual e cruzou. Yago Pikachu chutou com desvio e viu a bola entrar.
Os pernambucanos, que iniciaram o jogo com a vaga nas mãos, então passaram a precisar de três gols para seguirem adiante. A equipe até esboçou uma reação aos 23min, quando Keno aproveitou lançamento longo para a área e cabeceou para o alvo.
Porém, o Santa Cruz não conseguiu mais do que isso e ainda viu os vascaínos fazerem mais um. Nos acréscimos, Jorge Henrique foi acionado no ataque, chegou antes de Tiago Cardoso, que saiu mal, driblou o goleiro e mandou para a rede. Nem mesmo o gol de Arthur na sequência serviu para animar os pernambucanos.
Depois do apito final, Diguinho e Derley discutiram, sendo que o primeiro levou o cartão amarelo e o segundo, o vermelho.

FICHA TÉCNICA

Local: Estádio Arruda, em Recife (PE). Data: 20 de julho de 2016 (Quarta-feira). Horário: 21h45 (de Brasília). Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG). Assistentes: Marcus Vinicius Gomes (MG) e Flavio Gomes Barroca (RN). Renda: R$ 132.525,00. Público: 14.264 pagantes. Cartões amarelos: Vitor, Keno, Marcinho e Néris (Santa Cruz); Marcelo Mattos, Rodrigo e Diguinho (Vasco). Cartão vermelho: Derley (Santa Cruz). Gols: SANTA CRUZ: Keno, aos 23min do segundo tempo; Arthur, aos 48min do segundo tempo. VASCO: Andrezinho, aos 7min do segundo tempo; Yago Pikachu, aos 19min do segundo tempo; Jorge Henrique, aos 47min do segundo tempo

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Neris (João Paulo), Danny Morais e Tiago Costa; Wellington Cézar, Derley, Marcílio (Arthur) e Leandrinho (Marcinho); Keno e Bruno Moraes. Técnico: Milton Mendes.

VASCO: Martin Silva; Madson, Jomar, Rodrigo e Júlio César; Marcelo Mattos (Diguinho), Andrezinho, Yago Pikachu (Julio dos Santos) e Evander (William); Jorge Henrique e Thalles. Técnico: Jorginho.

Fonte: ESPN

terça-feira, 19 de julho de 2016

América-MG 0 x 3 Santa Cruz


AMÉRICA-MG 0 x 3 SANTA CRUZ

Somente quatro times perderam pontos para o América-MG em 15 rodadas do Brasileiro: Cruzeiro, Coritiba, Vitória e Figueirense. Brigando diretamente com o Coelho para fugir do Z-4, o Santa Cruz não entrará nessa lista. Com um atuação soberba, a equipe pernambucana jogou melhor, atropelou os donos da casa e venceu por 3 a 0 neste domingo pela manhã, na Arena Independência.
Ficou barato para os mineiros.
Em situação desesperadora no campeonato, eles preparam o anúncio de um pacote nesta segunda-feira: Lucas Mugni (Flamengo), Nixon (ex-Flamengo), Diego Lopes (Kayserispor-TUR), Michael (Estoril-POR) e Loboa (Morelia-MEX).
Na ausência do quinteto, os comandados do português Sérgio Vieira penaram mais uma vez diante de sua torcida.
Logo aos oito minutos, Osman perdeu dividida para Tiago Costa, que invadiu e área e chutou de bico para abrir o placar para o Santa. Foi o seu primeiro nesta Série A.
O América-MG poderia ter dado o troco rapidamente, aos 13, em cobrança de pênalti com Osman. O atacante bateu de forma displicente, no meio do gol, e viu Tiago Cardoso defender com relativa facilidade.
No minuto seguinte, 15, após escanteio, o meia Marcílio aproveitou sobra na entrada da área e fez golaço, sem chance para João Ricardo.
Na volta do intervalo, aos 10, Léo Moura deu linda assistência para Arthur, que avançou sozinho e soltou bomba para assegurar de vez a vitória.
Com o resultado, o Santa Cruz chegou à 14ª colocação, com 17 pontos, enquanto que o América-MG segue na lanterna, com apenas oito.

FICHA TÉCNICA

Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG). Data: 17 de julho de 2016 (domingo). Horário: 11h (de Brasília). Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (CBF-RJ). Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (MAST-RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (asp.FIFA-RJ)
Cartões amarelos: Pablo e Gilson (América-MG); Neris e Grafite (Santa Cruz). Gols: Tiago Costa aos 8 minutos e Marcílio aos 15 minutos do primeiro tempo; Arthur aos 10 minutos do segundo tempo

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Pablo, Adalberto, Roger e Bruno Teles (Bruno Sávio); Leandro Guerreiro (Claudinei), Juninho, Gilson, Alan Mineiro (Danilo) e Osman; Danilo Dias
Técnico: Sérgio Vieira.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia (Derley), Marcílio (Jadson) e João Paulo; Keno, Grafite (Marion) e Arthur
Técnico: Milton Mendes.

Fonte: ESPN

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vasco da Gama 1 x 1 Santa Cruz


VASCO DA GAMA 1 x 1 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

O time misto utilizado pelo Santa Cruz nesta quarta-feira parecia mostrar que a Copa do Brasil não era tão prioritária para o treinador Milton Mendes. Embora a direção assegurasse até preferência no torneio nacional em detrimento da Sul-Americana, o técnico não quis sacrificar os seus titulares e montou a escalação com sete reservas em São Januário, contra o Vasco. Ainda assim, a modificada equipe coral ficou no 1 a 1, sofrendo gol nos últimos minutos do segundo tempo. Pode agora até empatar sem gols no jogo de volta, no Arruda, para se classificar às oitavas cumprir o planejamento estratégico da diretoria. Ao mesmo tempo, vê mais perto a chance de perder a inédita vaga na Sula 2016 - conforme bizarra regra da CBF, que diz que os clubes não podem passar desta terceira fase para terem o direito de disputar a competição continental.
Dos titulares do Santa, apenas Tiago Cardoso, Neris, Marcílio e Tiago Costa iniciaram entre os 11 diante do Vasco. Segundo Mendes, as peças que estavam menos cansadas. Num vídeo institucional do clube, em que também se divulgou a escalação, o técnico avisou que este jogo serviria para experimentações. “É o momento que a gente pode errar”, afirmou o comandante na publicação.
Mesmo atuando com uma equipe mista contra o Vasco (por opção do técnico Milton Mendes, em priorizar a Série A), o Santa Cruz apresentou um futebol organizado
Enquanto parte dos titulares “descansavam” para a próxima partida do Brasileiro (esse, sim, o principal campeonato do ano para os corais), a equipe tricolor parecia não se intimidar com um Vasco completo e que trata a Copa do Brasil como “cereja do bolo” para a temporada. Bastaram dois minutos para Bruno Moraes, artilheiro do Santa no torneio nacional, abrir o placar. Como previa Milton Mendes, numa jogada fruto de um contra-ataque.
Em seguida, os mandantes estiveram mais perto do empate que o Santa do segundo gol no restante do primeiro tempo. Apesar de muitos erros na criação, o Vasco obrigou Tiago Cardoso a salvar os visitantes duas vezes, pelo menos. Ainda viu Wellington Cézar evitar um gol quase em cima da linha. A tática do time pernambucano era esperar o momento certo de mais uma investida rápida.
A tônica dos primeiros 48 minutos foi repetida no segundo tempo. O Tricolor também teve as suas chances de ampliar. Titulares absolutos, Keno, João Paulo e depois Uillian Correia foram acionados. Com a entrada do trio, o Tricolor fez de tudo para segurar o resultado e levar a vantagem mínima ao Arruda, numa mostra clara que anseia mesmo avançar de fase. Contudo, sofreu o golpe aos 43. Luan empatou num lance de azar de Tiago Cardoso e tornou a partida eletrizante até o apito final. O Santa volta agora atenções para o Brasileiro e vai enfrentar o América-MG no domingo, em Belo Horizonte. Na próxima quarta-feira, reencontra o Cruzmaltino no Recife e decide o seu futuro na Copa do Brasil (e Sul-Americana).

FICHA DO JOGO

VASCO DA GAMA: Martín Silva; Madson (Yago Pikachu), Luan, Rodrigo e Júlio César; Marcelo Mattos, Henrique (Caio Monteiro), Andrezinho e Nenê; Leandrão (Thalles) e Jorge Henrique. Técnico: Jorginho.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Wellington e Tiago Costa; Wellington Cézar (Uillian Correia), Derley, Leandrinho (Keno), Marcílio e Lelê (João Paulo); Bruno Moraes. Técnico: Milton Mendes.

Estádio: São Januário (Rio de Janeiro-RJ). Árbitro: Joélson Nazareno Ferreira Cardoso (PA). Assistentes: Hélcio Araújo Neves (PA) e Luiz Antônio Barbosa (MG). Gols: Bruno Moraes (2’ do 1T, Santa) e Luan (43' do 2T, Vasco). Cartões amarelos: Jorge Henrique, Madson, Júlio César (Vasco); Derley e Tiago Costa (Santa Cruz).

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 13/7/2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

O que diz a revista Placar


Ramon, artilheiro do Brasileirão de 1976

O QUE DIZ A REVISTA PLACAR

Clóvis Campêlo

No mês de junho próximo passado, a Placar fez uma edição especial da revista enfocando as equipes que estão a disputar, no presente ano, o Campeonato Brasileiro da Série A. O Santa Cruz, por estar de volta à elite do futebol brasileiro depois de dez anos de ausência, foi um dos times enfocados. São quatro páginas dedicadas ao nosso clube, assim como a todos os outros participantes, abordando assuntos que vão desde o momento atual e ao atual elenco, como dados estatísticos sobre as nossas participações em anos anteriores.
Na primeira página, uma abordagem positiva, mostrando a ascensão do time sob o comando de Milton Mendes, até as conquistas da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano de 2016. A revista mostra a vitória sobre o campeãp baiano, na primeira rodada, finaliza o texto afirmando que o “novo Santa Cruz poderá ser a grande surprea do Brasileirão 2016”. Diz ainda que hoje nós temos apenas 10.794 sócios confirmados e contrariando a afirmativa anterior nos coloca na condição de meros figurantes.
Na segunda página, mostra o esquema 4-2-3-1 como o preferido do “estudioso” treinador Milton Mendes, coloca o ataque como o ponto forte da equipe, e, curiosamente, para nós torcedores e admiradores do seu futebol, coloca o arqueiro Tiago Cardoso como o ponto fraco da equipe. Afirma: “é experiente, tem 32 anos, e é titular do santa Cruz desde 2011. Mas ainda não passa total confiança à equipe, principalmente para um campeonato tão exigente”.
Na terceira página, as fichas de alguns jogadores do elenco coral, inclusive de alguns que hoje, depois de algumas rodadas, já não se encontram mais no clube. Na verdade, durante as rodadas iniciais do Brasileirão 2016, houve uma rotatividade muito grande no nosso plantel, modificando substancialmente as características da equipe.
Finalmente, na quarta página, são colocados pela revista dados estatísticos e históricos mostrando ao longo dos anos as nossas participações na Série A, e até mesmo as passagens pelas Séries B, C e D, quando chegamos ao fundo poço do nosso futebol, e iniciamos uma recuperação inesquecível e brilhante.
Na matéria, por exemplo, descubro que Evaristo de Macedo foi o treinador que mais nos comandou e que mais disputou Brasileiros da Série A, com 78 jogos em quatro edições, nos anos de 1972, 1977, 1978 e 1979. Do mesmo modo, nos mesmos períodos, foi o técnico com um maior índice de aproveitamento, com 53,4% dos pontos disputados. Tomo conhecimento, ainda, de que Givanildo foi quem mais jogous na Série A vestindo a nossa camisa, entre 1971 e 1979, com 177 jogos disputados. Fico ainda sabendo, que Gilberto, em 1975, foi o nosso goleiro que ostentou a maior invencibilidade, passando 376 minutos sem tomar gols.
No que tange aos atacantes, Nunes, o Cabelo de Fogo, foi quem mais marcou gols para as nossa cores, com 43 gols marcados entre 1975-1978. Do mesmo modo, em 1973, o jovem Ramon foi o artilheiro do Brasileirão daquele ano, fazendo 21 gols naquela edição. O nosso ataque teve a melhor média em 1981, com 1,87. Ou seja: 28 gols marcados em 15 jogos. Nosso pior desempenho no ataque, aconteceu em 1987, com apenas 10 gols marcados em 15 jogos, estabelecendo a pequena média de 0,67.
Nesse momento de retorno à elite do futebol brasileiro, recordar estes dados e números históricos, além de interessante torna-se necessário para o entendimento e a reinvenção do futebol coral, entendendo que a manutenção do Santa Cruz nesse patamar é uma questão de justiça a um dos maiores clubes de massa do futebol brasileiro.
Que a nossa direção tenha a compreensão disso e a capacidade de optar pelas decisões administrativas e econômicas mais adequadas ao momento que estamos vivendo.

Fonte: Revista Placar nº 1415-A, junho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Santa Cruz 1 x 0 Internacional


SANTA CRUZ 1 x 0 INTERNACIONAL

Brenno Costa
A sequência era muito ruim e precisava de uma resposta urgente. Com cinco derrotas nas últimas rodadas, o Santa Cruz tinha que reagir diante do Internacional, no Arruda, para respirar na dura missão de evitar um rebaixamento. E conseguiu. Em uma partida onde Keno voltou a brilhar, infernizando a defesa rival e marcando um belíssimo gol no último lance do primeiro tempo, a equipe coral venceu o Colorado por 1 a 0. Com o resultado fruto de atuação regular, o Tricolor soma 14 pontos na Série A e está a apenas um de deixar o grupo dos piores colocados.
Para começar a partida, o técnico Milton Mendes decidiu não apostar nos recentes reforços que chegaram ao clube. Apenas Marion foi escalado. Aliás, foi o atleta quem teve a missão ingrata de substituir Grafite, lesionado. Não conseguiu responder à altura mesmo tendo mais mobilidade. Posicionado mais centralizado, teve dificuldade para se desvencilhar da marcação e criar oportunidades. Tecnicamente, também esteve abaixo. Esse papel criativo, mais uma vez, coube a Keno.
O ponta esquerda coral foi quem mais se movimentou em uma etapa inicial marcada pelo jogo truncado no meio-campo. Usando a sua velocidade também aproveitou para se deslocar por outros setores, confundindo a marcação do Internacional. Em uma dessas rápidas subidas ao ataque, conseguiu cruzar para Arthur. O atacante, contudo, furou e não conseguiu empurrar a bola para abrir o placar aos 41.
Cinco minutos depois, Keno conseguiu fazer o melhor momento do Santa Cruz se sobrepor. Após cruzamento, acertou um lindo voleio no último lance do primeiro tempo e abriu o marcador. A essa altura, a equipe coral era quem conseguia se manter mais no campo de ataque enquanto o Inter se limitou a uma chance criada e evitada pela defesa Tiago Cardoso após uma cabeçada de Fabinho.

Segundo tempo
Pouco mudou no cenário da partida nos primeiros minutos do segundo tempo. De volta ao futebol do seu melhor momento na Série A, Keno continuou como a válvula de escape do Santa Cruz. Sempre com muita velocidade levou a vantagem em quase todos os lances em cima da defesa do Internacional. Em um desses, conseguiu colocar a bola na cabeça de Arthur, que acertou o travessão logo aos seis minutos.
Com o resultado em mãos, o técnico Milton Mendes decidiu fechar melhorar a recomposição da equipe coral para evitar sustos. Assim, apostou na estreia de Derley no lugar de Arthur. Mais fechado, o Santa Cruz tentou diminuir o ritmo da partida. Mas o Inter tinha que se lançar ao ataque. Aos 35, Eduardo Sasha acertou a trave. A essa altura o Tricolor já se encontrava pressionado e sem Keno, que, desgastado, precisou sair do jogo. Ainda assim, conseguiu segurar o resultado e quebrar a má fase.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Marcílio (Bruno Moraes), Arthur (Derley), João Paulo e Keno (Wellington Silva); Marion. Técnico: Milton Mendes.

INTERNACIONAL: Muriel; William, Paulão, Ernando e Artur (Raphinha); Rodrigo Dourado, Fabinho, Vitinho, Gustavo Ferrareis (Anderson) e Eduardo Sasha; Ariel (Valdívia). Técnico: Argel Fucks.

Local: Arruda. Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC). Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC). Gols: Keno (46min do 1T). Cartões amarelos: Raphinha, Rodrigo Dourado (I). Público: 8.749 pessoas.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 10/7/2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Terror do Nordeste


TERROR DO NORDESTE

A chegada do atacante Grafite foi um divisor de águas na história recente do Santa Cruz. Ao optar por voltar ao clube em que ganhou projeção lá em 2001, Grafite acertou em cheio. O veterano atacante, hoje com 37 anos, foi o grande responsável por levar o tricolor pernambucano de volta à primeira divisão do Brasileiro com o vice da Série B depois de uma longa ausência de dez anos da elite. Já nessa temporada, o centroavante ajudou o time a conquistar a Copa do Nordeste pela primeira vez e o bicampeonato pernambucano sobre o rival Sport. O técnico Milton Mendes, que chegou ao clube em março deste ano, para o lugar de Marcelo Martelotte, é outro que tem seu crédito nesta nova fase do Santinha. Com um time ofensivo, o técnico montou uma equipe que vem sendo a sensação do Nordeste nesse início de temporada. Prova disso foi a estreia da equipe no Brasileirão, com a goleada de 4 a 1 sobre o Vitória, atual campeão baiano. Dessa forma, o tricolor pernambucano chega embalado para fazer um bom Brasileirão – algo que não acontece desde os anos 1970, quando o Santa foi 4º em 1975 e 5º em 1978. Para isso, o time conta com bons valores no elenco, como o habilidoso meia Arthur, o veloz e goleador atacante Keno e o seguro zagueiro Néris, além dos experientes Leonardo Moura, Wallynson, Danny Morais, Vítor e Tiago Cardoso. No meio, Lelê, Fernando Gabriel, Uillian Correia e João Paulo também são peças importantes desse novo Santa Cruz, que poderá ser a grande surpresa do Brasileirão de 2016.

Fonte: Revista Placar nº 1415-A, junho 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Botafogo RJ 2 x 1 Santa Cruz


BOTAFOGO RJ 2 x 1 SANTA CRUZ

Gustavo Lucchesi

Segue o calvário do Santa Cruz na elite nacional. Com mais uma atuação tecnicamente fraca, a Cobra Coral foi derrotada pelo Botafogo por 2x1 neste domingo, no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Com o novo revés, o time completou oito derrotas nas últimas nove rodadas do Brasileirão, conquistando apenas três pontos dos 27 possíveis, um aproveitamento pífio. Como consequência desta fase tenebrosa que vive, o Tricolor permanece na vice-lanterna, com 11 pontos ganhos, à frente apenas do América/MG, deixando a situação do treinador Milton Mendes praticamente insustentável nas Repúblicas Independentes do Arruda. A chance de reabilitação será neste domingo, diante do Internacional, no Arruda.
Se a situação na tábua de classificação já era complicada, a coisa ficou ainda pior por conta dos problemas para escalar a equipe, sendo seis desfalques: Neris, Allan Vieira e Wallyson (lesionados), Tiago Costa (transição), Lelê (suspenso) e Luan Peres (problema pessoal). Baseado de que em time que está perdendo se mexe sim, Milton Mendes ainda resolveu deixar Keno e Arthur como opções no banco de reservas, escalando o volante Marcílio, adiantando João Paulo para atuar como armador ao lado de Fernando Gabriel e Léo Moura, com Vitor fazendo a lateral direita. E esse esquema não demorou para começar a desmoronar: Com apenas um minuto de bola rolando, Sassá foi lançado e tocou na saída de Tiago Cardoso, abrindo o placar com um gol relâmpago.
Sem forças para reagir, os pernambucanos também não conseguiam se defender. E aos 17, os cariocas ampliaram. Após toque de Camilo, Neílton driblou Roberto com facilidade e bateu para fazer 2x0. Em ritmo de treino, o Botafogo quase ampliou aos 32, mas Bruno Silva parou no goleiro coral. E aos 37, Milton sacou Vitor e acionou Arthur. Aos poucos os tricolores foram retomando o rumo. Na volta para o segundo tempo, Keno também entrou em campo, na vaga de Grafite. E as mudanças fizeram efeito logo aos três minutos da segunda etapa, quando o próprio Keno fez boa jogada individual e cruzou rasteiro para João Paulo se antecipar e descontar. Melhor em campo, a Cobra Coral quase chegou ao empate aos 20 minutos, mas Diogo salvo na linha o que seria o gol de Arthur. Aos 40, foi a vez de Keno, que chutou com perigo. Mas, ficou apenas nisso, com o Santa somando mais uma derrota neste Brasileirão, afundando ainda mais na zona de rebaixamento da competição.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO: Sidão, Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Santos e Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Rodrigo Pimpão (Gervásio Nuñes), Camilo (Fernandes) e Neilton; Sassá (Luis Henrique). Técnico: Ricardo Gomes.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Arthur), Walter Guimarães, Danny Morais e Roberto; Uillian Correia, Marcílio, Léo Moura, João Paulo e Fernando Gabriel (Keno); Grafite (Leandrinho). Técnico: Milton Mendes.

Local: Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG). Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC). Assistentes: Rodrigo F Henrique Correa (RJ) e Clovis Amaral da Silva (PE). Gol: Sassá (1 do 1ºT) e Neílton (aos 17 do 1ºT). João Paulo (aos 3 do 2ºT). Cartões amarelos: Vitor, Leandrinho e Marcílio (Santa Cruz). Bruno Silva (Botafogo). Público: 5.423. Renda: R$ 126.920,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 03/7/2016

sábado, 2 de julho de 2016

Bruno Moraes culpa Milton Mendes


BRUNO MORAES CULPA MILTON MENDES

Diego Borges

A derrota para a Ponte Preta, quarta em casa na Série A, foi um baque para o elenco tricolor. Mais que isso, o resultado serviu para evidenciar um clima de insatisfação para o atacante Bruno Moraes, descontente por não receber mais oportunidades entre os titulares.
Após o final do jogo, Bruno Moraes foi perguntado a respeito do motivo que causou a queda do time na tabela de classificação. Na resposta, o atacante foi enfático ao sugerir uma direção diferente para a pergunta. "Pergunta para o Milton, que é mais fácil."
Perguntado em coletiva sobre a declaração de Bruno Moraes, o técnico Milton Mendes evitou alongar-se no assunto e absorveu a crítica, colocando-se à frente da situação. "Mais vale ele passar a responsabilidade para mim", disse o treinador, ao comentar sobre o jogador. "Bruno foi vencedor conosco na Ferroviária e também aqui no Santa Cruz. É um jogador que tem na frente dele o Grafite. Vem de uma lesão, foram dois jogos fora, com uma tendinite, voltou agora e já jogou."
Milton Mendes seguiu tecendo elogios ao atacante. "Como treinador e como gestor, tenho que procurar ver as coisas sempre do meu ângulo. Tenho certeza que o Bruno é um garoto bom. Eu o respeito, tenho como um dos garotos que gosto muito, assim como todos os outros tenho uma relação boa. Os jogadores vão entrar em campo quando estiverem preparados e os que estão aqui é porque são considerados importantes dentro das condições do orçamento do clube", disse o técnico.
Referência na equipe no ataque e também uma das lideranças no grupo, Grafite evitou tecer uma crítica sobre a reação do companheiro. "Cada um tem a sua opinião. Sabemos que o momento é difícil e complicado e sempre aparecem algumas situações que vêm de dentro e de fora. Como capitão da equipe, não posso julgar ninguém, nem nada", disse o atacante, antes de colocar panos quentes para finalizar o assunto. "Vamos continuar fazendo o nosso trabalho. O Bruno tem as razões dele e é vida que segue."

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 30/6/2016

Daniel Costa se despede


Fotografia de Antônio Melcop

DANIEL COSTA SE DESPEDE

William Tavares

Por meio do site oficial do Santa Cruz, o meia Daniel Costa se despediu do clube e dos torcedores após negociar sua saída do Tricolor nesta sexta (1º). O jogador aceitou uma proposta do futebol do exterior e não continuará na equipe para a sequência da temporada 2016.
"Quando surgiu a oportunidade, não pensei duas vezes em vir porque sabia da vitrine, do peso da camisa do Santa Cruz e da força da torcida. Foi uma passagem que marcou minha carreira e minha vida, sem sombra de dúvidas", afirma o meia. "Agradeço muito a todos. Junto com meus companheiros, acredito que fiz história aqui. Deixo meu agradecimento, também aos torcedores. Nunca fui unanimidade, mas sei que a maioria me apoiou. Onde eu estiver, vou ser mais um tricolor", completou, sem revelar o nome de seu novo clube.
Pelo Santa Cruz, o meia foi um dos destaques na campanha do acesso coral à Série A, em 2015. Além de Daniel, o Tricolor confirmou as saídas do lateral-direito Lucas Ramon, do zagueiro Alemão e do volante Alex Bolaño.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/7/2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Santa Cruz 0 x 3 Ponte Preta


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

SANTA CRUZ 0 x 3 PONTE PRETA

Paulo Henrique Tavares
A partida que gerou expectativas para a reabilitação coral na Série A do Campeonato Brasileiro, acabou afundando ainda mais o Santa Cruz em sua atual má fase. Com a derrota por 3x0 para a equipe da Ponte Preta, no estádio do Arruda, os tricolores chegaram a sua sétima derrota em oito jogos. Das arquibancadas, os torcedores ensaiaram o coro: “Adeus, Milton!” Com o resultado, a equipe caiu para a 19ª colocação da competição, permanecendo com 11 pontos.
Erros individuais decidiram a partida. E na medida que os gols da Ponte Preta foram sendo convertidos, os parafusos da engrenagem coral iam se afrouxando. Pareceu até um presságio. Em dois minutos de bola rolando, um erro de Uillian Correia, no meio de campo, fez a bola sobrar para Felipe Azevedo que, frente a frente com o goleiro Tiago Cardoso, tocou para fora.
O lance serviu como um start para a equipe do Santa Cruz. Pelo menos, essa foi a impressão que se teve em um intervalo de tempo de 21 minutos. Houve mais posse de bola, chegando a atingir picos de 67%, e maior presença no setor defensivo da Macaca. O domínio não foi convertido em chances de gol. Por outro lado, quando a Macaca teve a chance, o placar acabou alterado.
Em jogada despretensiosa, no meio de campo, João Victor fez um lançamento para o campo de defesa do Santa Cruz. Quis o destino que Danny Morais escorregasse e a bola sobrou para Pottker. Livre, o atacante tocou na saída de Tiago Cardoso. A desvantagem fez a torcida tricolor perder a paciência, apesar de um cronômetro folgado para o final do jogo. As reclamações das arquibancadas foram ainda piores aos 38 minutos.
O meia Lelê deu um passe equivocado, e a bola sobrou para Pottker. O jogador partiu da intermediária e conduziu a bola até a saída de Tiago Cardoso, que nada pode fazer. As vaias, então, se tornaram direcionadas para o jogador – substituído no segundo tempo.
Além de Lelê, outro que deixou o campo foi Léo Moura. Milton Mendes mandou a campo, Wallyson e Mário Sérgio, respectivamente. O treinador tricolor, inclusive, merece que sua história seja contada. Ao contrário dos últimos jogos, quando apresentava uma postura mais aguerrida à beira do gramado, o comandante passou praticamente o jogo todo apático. Quase que como um reflexo da equipe em campo.
Na etapa final, bastante desorganizada em campo, a equipe tricolor só conseguiu ser outra vez vazada pela Ponte Preta. Aos 28 minutos, Felipe Azevedo foi o responsável por decretar a goleada no Arruda. A partir deste momento, a partida se tornou uma agonia para o torcedor tricolor. Enquanto os atletas da Ponte Preta iam perdendo chances e mais chances diante da meta coral, os tricolores pouco atacavam. Com tamanha desvantagem, a torcida estava direcionada para que o cronometro andasse cada vez mais rápido.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Mario Sérgio), Danny Morais (Bruno Moraes), Allan Vieira e Roberto; Uillian Correia, João Paulo e Lelê (Wallyson); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

PONTE PRETA: João Carlos; Jefferson, Fábio Ferreira, Kadu (Douglas Grolli) e Reinaldo; João Victor (Ravanelli), Clayson, Renê Júnior e Matheus Jesus; Pottker e Felipe Azevedo (Nino Paraíba). Técnico: Eduardo Baptista.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Arbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL). Assistentes: Estras Mariano de Lima e Pedro Jorge Santos de Araújo (Ambos do AL). Gols: Pottker (aos 21 e 38 do 1ºT); Felipe Azevedo (aos 24 minutos). Cartões amarelos: Lelê, Mario Sérgio (Santa Cruz); Jefferson (Ponte Preta). Público: 8.517. Renda: R$ 112.320,00.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 30/6/2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Rápida adaptação


Fotografia de Antônio Melcop

RÁPIDA ADAPTAÇÃO

William Tavares

Após dois anos atuando no futebol mexicano, o volante Derley voltou ao Brasil. Mais especificamente para Pernambuco, estado que conhece muito bem. Foi aqui que o jogador ganhou mais visibilidade na carreira, atuando pelo Náutico de 2008 a 2010, em 2011 e 2013. Desta vez, porém, o atleta vestirá a camisa do Santa Cruz, para a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. E nesse retorno ao País, o marcador está confiante de que não terá problema de readaptação.
"Estou muito feliz de estar no Santa. Um clube que já conheço e tenho boa relação com todos. Conheço a força da torcida. É um prazer de vestir camisa. Espero estar em campo logo para ajudar", afirmou. “A readaptação vai ser rápida, tenho certeza. Sei o que preciso fazer aqui", destacou o jogador, em entrevista ao site oficial do Santa.
Além de ajudar o Tricolor na marcação, Derley espera ser importante também no setor ofensivo. "Buscarei fazer o melhor sempre. Quero fazer a torcida do Santa Cruz feliz e, se for com gols, melhor ainda", cravou.
Além de Derley, o Santa Cruz reforçou a cabeça de área com a contratação de Jadson, ex-Atlético/PR. O atleta, inclusive, deve chegar ao Recife nesta terça (28).

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 28/6/2016

domingo, 26 de junho de 2016

Poema de William E Henley


POEMA DE WILLIAM E HENLEY

Fonte: Henrique Barreto

Corinthias 2 x 1 Santa Cruz


CORINTHIAS 2 x 1 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

O Santa Cruz pode entrar neste domingo pela primeira vez no Z4 da Série A do Brasileiro. O Tricolor ficou nesta iminência ao ser abatido pelo Corinthians na noite deste sábado, no Itaquerão. Perdeu por 2 a 1 e amarga agora a sexta derrota nos últimos sete jogos, configurando-se ainda como o clube com pior sequência até aqui no campeonato. Sem ganhar desde 1981 do Timão em São Paulo, a equipe coral mira a recuperação na próxima quinta-feira, ao receber a Ponte Preta, no Arruda.
Antes dos dez minutos, o Corinthians já levava perigo à barra do Santa três vezes. Duas em investidas pelos lados: uma no direito, outra no esquerdo. A última delas pelo meio, quando Uendel balançou as redes, mas em posição irregular. Sorte do Tricolor, que voltava a ter marcação pouco compactada (um erro recorrente nas duas rodadas anteriores). A equipe coral viu o Timão construir as suas jogadas posteriores principalmente em cima do lateral direito Vitor, por onde saíram os dois gols dos mandantes no primeiro tempo.
Das poucas vezes que atacou, o sistema ofensivo do Santa se apresentou igualmente falho. Com um Corinthians não tão efetivo na recomposição durante os 46 minutos da etapa inicial foram cinco chegadas pontuais ao ataque. Dois chutes sem direção de Daniel Costa e Grafite, uma bola não finalizada por Arthur na cara de Cássio, um arremate à distância de João Paulo e uma cabeçada para fora também de Grafite. Esta última a mais clara de todas e já quando os pernambucanos perdiam por 2 a 0.
O golpe veio aos 26. Em mais uma investida na direita do time pernambucano, Uendel cruzou para Luciano na grande área. Sozinho, fez 1 a 0. Assim que saiu o gol, Milton Mendes chamou o reserva de Vitor, Mário Sérgio, para aquecer. Sinal da insatisfação do técnico com Vitor no setor. A substituição não foi concretizada (só ocorreu após o intervalo) e pelo mesmo lado acabou se originando o segundo do Timão. Romero ampliou ao ganhar dividida com Allan Vieira, aos 36.
As esperanças corais chegaram a se renovar aos sete do segundo tempo. Balbuena recuou para Cássio na pequena área, o goleiro errou o domínio na frente de Arthur, que tocou para Grafite diminuir com o gol escancarado. O jogo ficou favorável aos visitantes. Com mais confiança, o Tricolor melhorou.
A etapa final Santa foi bem melhor que a primeira - a oscilação entre um tempo e outro, aliás, tem sido uma tônica do time recifense na competição. O crescimento técnico, no entanto, foi insuficiente para se chegar ao segundo gol. Quando Wallyson, livre de marcação e frente a frente com o goleiro, teve a chance de empatar, cabeceou para fora. Keno ainda tentou colocar uma bola no canto de Cássio. Faltou-lhe sorte.

FICHA DO JOGO

CORINTHIAS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Willians), Romero (Guilherme), Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto (Lucca); Luciano. Técnico: Cristóvão Borges.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Mário Sérgio), Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo (Lelê), Daniel Costa (Wallyson), Arthur e Keno; Grafite. Técnico: Milton Mendes

Local: Arena Corinthians (São Paulo). Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ). Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thiago Henrique Neto Farinha (RJ). Gols: Luciano (26’ do 1T Corinthians), Romero (36’ do 1T, Corinthians) e Grafite (7’ do 2T, Grafite). Cartões amarelo: Uendel, Romero e Luciano (Corinthians); Lelê (Santa Cruz).Público: 25.760. Renda: R$ 1.384.000,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 25/6/2016

sábado, 25 de junho de 2016

A diferença


A DIFERENÇA

Zeca, o filósofo da Boa Vista

O futebol é um esporte competitivo. Mas no capitalismo selvagem globalizado contemporâneo, tornou-se uma questão de investimento, administração, fluxo de capital, parcerias e visão de futuro.
No último jogo do Santinha contra o Palmeiras, vislumbramos uma disparidade não apenas dentro de campo, mas fora: enquanto a folha do mais querido gira em torno de 950 mil, a do Palmeira gravita em torno de 11,5 milhões. Esse abismo financeiro se soma a questões como escolha correta do elenco e do técnico, diretoria afinada com a equipe técnica, entrosamento do time, apoio da torcida e motivação.
Não que o retorno de Grafite, Keno e Néris não tenham sido bem vindos. Mas essa distância no montante salarial também reflete quando a questão é montar um elenco competitivo e que possa fazer substituições em situações emergenciais."

Fonte: Esequias Pierre