segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Londrina 1 x 1 Santa Cruz


LONDRINA 1 x 1 SANTA CRUZ

Mário Fontes

Já fora do Z4, o Santa Cruz tinha um foco bem definido: se afastar de vez dele. A missão quase foi cumprida. O time tricolor ficou no empate por 1x1 sobre o Londrina fora de casa, na noite desta sexta-feira, pode voltar à zona da degola ainda esta rodada.
A partida começou aberta, com o time da casa tendo mais posse de bola. O Santa, por sua vez, buscava o contra-ataque, principalmente do lado esquerdo, com Bruno Paulo.
Os goleiros praticamente não trabalharam até os 35 minutos, quando veio o primeiro grande momento tricolor no jogo. Thiago Primão driblou dois em contra-ataque e arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Cesar a praticar grande defesa.
O armador do Santa era o melhor da equipe em campo. Com bons passes, tentava achar os pontas ou até Grafite, em um momento de descuido da defesa. Entretanto, os esforços pernambucanos não foram suficientes para mexer no marcador. O primeiro tempo terminou sem gols no Estádio do Café. Com o time coral demonstrando um bom futebol, a expectativa era de um resultado positivo no Paraná.
Na segunda etapa, a equipe da casa tentou ir para cima, fazendo duas alterações ofensivas. Com maior posse de bola, o Tubarão era também pouco eficiente no ataque. Melhor para os visitantes, que ainda tentavam um gol no contra-golpe. Aos 11, uma boa chance para os corais. Primão, o melhor do Santa no jogo, fez boa jogada e deixou Grafite na cara do gol. O artilheiro do Arruda errou o tempo de bola e não conseguiu abrir o placar. 

Oito minutos depois, em outra falha da zaga do Londrina, o Santa Cruz aproveitou a chance marcou. Nininho tocou na frente, Quaresma cortou errado e Wellington Cezar, na entrada da área, chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Cesar, sem chances. Foi o primeiro da carreira do volante com a camisa do clube coral.
A resposta dos donos da casa veio na bola parada. Após cobrança de escanteio que passou por toda a zaga do Santa, a bola bateu em Ricardinho, empatando o jogo. Com a entrada de Natan e de Barbio, o ataque ganhou gás e pressionou o Londrina.
Entretanto, os esforços do Tricolor e do Tubarão foram em vão, e a partida terminou em 1x1. Resultado nada bom para as duas equipes.
Na próxima rodada, o Santa Cruz receberá o Ceará, na terça-feira (26) no Estádio do Arruda. Já o Londrina viaja até São Paulo para encarar o Oeste, no mesmo dia, na Arena Barueri.

FICHA DE JOGO

LONDRINA: Cesar; Reginaldo, Dirceu, Edson Silva e Quaresma (Ayrton); Germano, Jardel, Safira e Celsinho (Ricardinho); Artur e Carlos Henrique (Wilian Henrique). Técnico: Claudio Tencati.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Ananias e Thiago Primão (Natan); André Luís (William Barbio), Grafite (Ricardo Bueno) e Bruno Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio do Café, em Londrina/PR. Horário: 21h30. Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP). Assistentes: Herman Brumel Vani e Vitor Carmona Metestaine (ambos de SP). Cartões amarelos: Germano, Ricardinho (Londrina). Cartões vermelhos: Gols: Wellington Cezar (Santa Cruz, 19’ST), Ricardinho (29’ST).


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/9/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A volta de Natan


A VOLTA DE NATAN

Rafael Brasileiro

Natan já viveu de tudo um pouco no Santa Cruz. Foi tricampeão pernambucano e conquistou acessos. Momentos de alegria que ainda fazem o atleta estampar um sorriso no rosto quando ele toca no assunto. Por outro lado já sofreu com eliminações e críticas por não ter durabilidade em campo. O meia retorna ao clube justamente em um momento que é necessário superar um dos piores momentos recentes do Tricolor do Arruda. Pelo discurso, a confiança está alta em uma mudança de cenário. 
O retorno para o clube que o revelou ficou ainda mais fácil porque Natan se sentiu acolhido tanto pela torcida como pelo atual elenco coral, que ele foi só elogios. “Me senti acolhido. Sou muito querido pela torcida e fui muito bem recebido. Temos muitos jogadores vencedores e acredito que ninguém esquece de jogar futebol. Tivemos uma atuação praticamente impecável e acredito que vamos conseguir entrar em uma nova fase.”
Por confiar tanto no que viu nos vestiários, Natan foi questionado se é possível sonhar com algo mais do que apenas a fuga do rebaixamento. O meia foi sincero e afirmou que acredita ser bastante complicado falar em acesso. “Temos que focar em uma coisa de cada vez. O primeiro passo é sair de uma zona desconfortável. Depois, a sequência do campeonato é que dirá. Matematicamente ainda dá, mas sabemos que é difícil”, analisou.
Para voltar ao Arruda nessa fuga do Z4, o meia revelou que teve o incentivo de um velho companheiro. O lateral-esquerdo Renatinho, grande amigo desde a época da base, disse que ele deveria voltar para o clube e foi um dos primeiros a lhe parabenizar pelo retorno ao Arruda. “Renatinho me procurou e meu empresário já tinha entrado em contato com o Santa. Ele deu força. Não sei se ele chegou a ligar para o pessoal daqui, mas falou que eu deveria voltar e ajudar o clube”, comentou.
Quem também queria o seu retorno era o técnico Marcelo Martelotte. Com poucas opções no mercado, Martelotte aprovou o retorno do atleta, mas os dois ainda não tiveram tempo de conversar com mais tranquilidade. “Não conversei com o Martelotte ainda, mas trabalhei com ele 2013. Foi um dos treinadores que mais me dei bem e foi um dos que tive maior sequência de jogos. Gosto muito do trabalho dele.”
 
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 21/9/2017
 

Mudar para melhorar





Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE


MUDAR PARA MELHORAR

Daniel Lima

Martelotte chegou ao Arruda cheio de desafios para a terceira passagem como técnico. O mais novo deles é melhorar o aproveitamento do Santa Cruz fora de casa no Campeonato Brasileiro da Série B. Em 24 rodadas disputadas, acumula o quarto pior desempenho como visitante. Só não fica atrás de ABC/RN, Luverdense e Náutico - todos eles concorrentes diretos contra o rebaixamento -, respectivamente. A última vez que a Cobra Coral triunfou longe de seus redutos foi no dia 13 de junho, quando bateu o Ceará/CE por 3x1, na 7ª rodada.
Os números são decepcionantes. Em 12 jogos, duas vitórias, três empates e sete derrotas. Ou seja, um aproveitamento de apenas 25%. Contra o Londrina/PR, amanhã, no estádio do Café, o Santa tentará quebrar um longo jejum fora de casa, que já dura mais de três meses. Além da missão de dar fim à seca, o objetivo é conquistar a segunda vitória consecutiva para se afastar da zona de rebaixamento.
No primeiro turno do Brasileiro, os tricolores foram atropelados pelo Tubarão. Na ocasião, o revés pelo placar de 3x1, no estádio do Arruda, custou o emprego do técnico Vinícius Eutrópio. Com o adversário preso na garganta e em clima de "revanche", o meia Thiago Primão quer dar o troco.
“Estou engasgado pela nossa derrota em casa, mas o Londrina teve méritos naquela vitória. Sei da qualidade do adversário e vamos cientes de que não vai ser um jogo fácil. O nosso objetivo é vencer a partida”, declarou o jogador.
Com o sistema defensivo sem tomar gols há dois jogos, o lateral-direito Nininho ressaltou o quanto é importante não ter as redes balançadas nas partidas. Para ele, é um passo fundamental para alcançar as vitórias. “Se a gente não tomar gols, não perdemos os jogos. Estamos trabalhando para segurar lá trás e também contamos com a ajuda do pessoal que joga na frente para vencermos”, destacou o prata da casa.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 21/9/2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Santa Cruz 3 x 0 Goiás

 Fotografia de Anderson Stevens / Folha de PE
 
SANTA CRUZ 3 x 0 GOIÁS

A agonia tricolor, enfim, acabou. Para completar a festa, em grande estilo. Na noite desta sexta-feira (15), no Arruda, o Santa Cruz mostrou poder de recuperação e fez 3x0 no Goiás, com um gol de João Paulo e dois de Bruno Paulo. O resultado deixou a Cobra Coral com 27 pontos. O que significa que, provisoriamente, a equipe está fora da zona de rebaixamento, na 15ª posição da Série B.
A redenção tricolor começou a se desenhar logo nos primeiros minutos. Após um rápido susto na defesa, graças a um chute de Carlos Eduardo, os corais se reaprumaram e mostraram eficiência na frente. André Luís levantou bola na área adversária e João Paulo, cabeceou de forma precisa. A bola ainda quicou no chão e acabou traindo o goleiro Marcelo Rangel: 1x0.
E não faltaram chances de aumentar o placar. André Luís arrancou pelo meio e quase marca, mas parou no goleiro. Logo depois, Thiago Primão teve grande oportunidade, ao receber na frente. No entanto, a finalização foi para fora. O Goiás não estava morto. Tiago Luís levou perigo em cobrança de falta, para fora. E Andrezinho exigiu grande defesa de Júlio César, em cabeçada.
No início da segunda etapa, dois sustos para os donos da casa. Carlos Eduardo marcou, mas gol foi anulado por impedimento. Pouco depois, Tiago Luís perdeu gol feito. A partir daí, o Goiás partiu para cima, mas acabou se abrindo na defesa. E pagou um alto preço pela mudança de postura no jogo. Melhor para o Tricolor, que passou a criar inúmeros lances claros de gol.
Em uma cobrança de escanteio, Grafite testou a bola com força, mas ela parou no travesão. Em outro escanteio, Wellington Cézar quase marca. Pouco depois, Ricardo Bueno perdeu duas chances incríveis no mesmo lance. Na primeira vez, bateu de primeira, Rangel pegou, mas a bola foi no travessão. No rebote, o centroavante emendou e isolou a bola.
O segundo gol era questão de tempo. Aos 39 minutos, Bruno Paulo recebeu perto da área, mostrou calma e finalizou com força, fazendo o segundo. Três minutos depois, o mesmo Bruno Paulo ficou com a bola rente à linha de fundo, deu uma caneta em Andrezinho, passou por Pedro Bambu e bateu com força, sem ângulo, marcando um golaço e fechando a conta.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; João Ananias, Derley (Wellington Cézar) e Thiago Primão; André Luís (Bruno Paulo), Grafite (Ricardo Bueno) e João Paulo. Técnico: Marcelo Martelotte.

GOIÁS: Marcelo Rangel; Pedro Bambu, Matheus Ferraz, Alex Alves e Carlinhos (Michael); Victor Bolt (Elyeser), Ramires (Aylon), Léo Sena e Andrezinho; Tiago Luís e Carlos Eduardo. Técnico: Sílvio Criciúma.

Local: Arruda. Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS). Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS). Gols: João Paulo, aos 2 minutos do 1ºT; Bruno Paulo, aos 39 e 42 minutos do 2ºT. Cartões amarelos: Tiago Costa, João Paulo e Nininho (SC); Aylon (G).
Renda: R$ 21.840,00. Público: 5.206.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 15/9/2017
 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Mancuso no Santa Cruz



MANCUSO NO SANTA CRUZ

Lucas Liausu

"Como estão aqueles loucos?", perguntou Mancuso. A torcida tricolor foi o que mais marcou o argentino em sua histórica passagem pelo Santa Cruz, 15 anos atrás. No último domingo, o ex-volante recebeu a reportagem do GloboEsporte.com/pe, em Natal, onde disputou um amistoso de masters entre Brasil e Argentina, na Arena das Dunas, e relembrou com saudosismo do período que permaneceu no Recife, em 1999.
Na época com 29 anos, ele desembarcou na capital pernambucana após encerrar o vínculo com o Badajoz, da Espanha. A negociação, intermediada pelo então presidente tricolor, Jonas Alvarenga, tinha como primeiro objetivo aumentar o número de sócios do clube. O dirigente chegou a chamar o projeto de "Barcelona do Nordeste".
Mancuso não esquece da estreia em um jogo oficial com a camisa tricolor: mais de 80 mil torcedores viram Santa Cruz e Sport empatarem em 1 a 1, no Arruda, pelo Campeonato Pernambuco. Desde o trajeto do ônibus até o estádio, a multidão mexeu com quem já não esperava mais surpresas àquela altura da carreira, depois de defender seleção argentina e clubes como Boca Juniors, Flamengo e Palmeiras.
- Quando cheguei no Santa Cruz, vi que era uma loucura. Joguei no Boca Juniors, no Flamengo, no Palmeiras e na seleção argentina, mas a torcida do Santa Cruz é a melhor que eu já tive na minha carreira. Foi incrível. Lembro bem da minha estreia contra o Sport. Eram 80 mil pessoas no Arruda. Quando a gente chegou no estádio eu fiquei impressionado. Depois de passar pelo Boca Juniors e de jogar com o Flamengo no Maracanã, eu achava que não teria outra emoção no futebol. Achei que tinha acabado, mas quando cheguei lá vi aquela loucura. E adorei.
 Além do Santa Cruz, Mancuso tem boas lembranças do Recife. Mesmo sem ter pisado na cidade nenhuma vez desde que saiu do Tricolor, ainda tem na ponta da língua os principais pontos turísticos.
- Fui muito feliz no Recife. Eu morava na beira-mar. Era muito bom. A minha família também gostava muito. Além disso, os torcedores de Sport e Náutico me respeitavam. Sempre que saía na rua eles me pediam para mudar para o time deles. Fui um jogador de muita raça e isso acaba deixando os rivais irritados, mas no Recife não aconteceu. Todo mundo me respeitava.


CONSELHOS DE RIVALDO PARA ACERTAR COM O SANTA

Ao ser procurado por um empresário brasileiro com a proposta do Santa Cruz, o volante precisou recorrer aos amigos para começar a negociar.
- Eu estava jogando na Espanha e quando voltei para Buenos Aires um empresário brasileiro me procurou e falou do Santa Cruz. Confesso que na hora eu não conhecia, mas depois comecei a perguntar a pessoas que eu conhecia e jogadores que eu tinha jogado no Palmeiras e no Flamengo.

 E o principal responsável pela ida de Mancuso para o Arruda acabou sendo o meia Rivaldo. Revelado pelo Santa, ele estava jogando pelo Barcelona em 1999, mas foi companheiro de Mancuso três anos antes no Palmeiras.
- Perguntei ao Rivaldo o que ele achava e as referências foram muito boas. Acabei fechando e fui muito feliz. A primeira coisa que ele me falou foi que o futebol talvez não fosse o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, mas disse que a torcida era muito boa e que eu gostaria. No final deu tudo certo e eu fui muito feliz.


 SAÍDA DE AMIGÁVEL, APESAR DOS SALÁRIOS ATRASADOS

A passagem pelo Arruda, a princípio, deveria durar pelo menos um ano. No entanto, foi abreviada por conta de um problema que, 15 anos depois, continua a tirar o sono dos tricolores. Sem receber salários, o jogador começou a reclamar da situação via imprensa e acabou sendo afastado do elenco. Logo depois, acertou a saída. Mancuso defendeu o Santa Cruz de fevereiro a setembro de 1999. Foi vice-campeão pernambucano, no ano do primeiro tetra do Sport. Chegou a disputar parte da Série B, mas saiu antes da reação que culminou no acesso coral à Primeira Divisão.

- Cheguei a ficar três ou quatro meses sem receber salários. Aguentei até onde podia. Eu jogava com muita vontade de honrar aquela camisa e acabava superando a necessidade de receber o salário. A minha preocupação não era essa. Acho que se o dirigente fala que não está pagando, até podemos resolver, mas quando ninguém fala, você continua treinando, a pressão de jogar num time de massa aumenta e aí fica muito complicado.

QUEDA PARA A SÉRIE D NÃO TEM EXPLICAÇÃO

Depois da saída de Mancuso, o Santa Cruz passou seis anos entre a Primeira e a Segunda Divisão, até que em 2007, o Tricolor despencou em queda livre até parar na Série D. O histórico negativo impressionou o jogador, que não consegue entender os motivos para um declínio tão brusco.
- É difícil de acreditar. Eu sempre procuro saber sobre o Santa Cruz e falo para os meus colegas que para mim é um time que deve estar na Primeira Divisão. Com a torcida que tem e aquele estádio lindo, basta montar um time com pegada firme e um bom pé que chega. O Santa Cruz tem que estar numa posição tipo o Sport. Por que o Sport é muito mais do que o Santa? O que tem a mais? Apenas se organizou.


Fonte: Globo Esporte, em 25/11/2014

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Nem é bom lembrar...


NEM É BOM LEMBRAR...

Após perder a emocionante final do Campeonato Pernambucano de 2006 para o Sport, o Santa Cruz começou a experimentar uma crise que parecia não ter volta. Após uma desastrosa campanha no Campeonato Brasileiro 2006, sendo último colocado na maioria das rodadas, terminou rebaixado para a Série B novamente.
Cansados da série de gestões consideradas como medíocres para o clube, os tricolores votaram em massa no então vice-presidente licenciado do clube, Edson Nogueira, garantindo a primeira vitória de uma chapa de oposição na história do clube. Entretanto, a situação só piorou. Em 2007 as coisas pioraram mais ainda. O time foi mal no Campeonato Pernambucano de 2007 com uma fraca 6ª colocação e foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para o Ulbra-RO, perdendo inclusive no Estádio do Arruda. Na Série B de 2007, o clube realizou uma campanha também fraca que o tragou para o segundo rebaixamento seguido, dessa vez para a Terceira Divisão do Brasileiro de 2008, descenso que foi sacramentado com uma derrota de 2 a 0 para o Criciúma, em Santa Catarina.
Em 2008, o clube ainda tentou se reorganizar para voltar a brilhar, mas ainda não alcançou um bom planejamento. Novamente foi vítima de vários reveses, como a eliminação da Copa do Brasil de novo na primeira fase, a disputa do denominado "Hexagonal da Morte" do Campeonato Pernambucano, que teve que disputar para se livrar do rebaixamento estadual e a perda de seus melhores jogadores, como Carlinhos Paraíba e Thiago Capixaba.
Teve uma campanha abaixo da média na Série C, classificando-se quase que por sorte para a segunda fase. Em 24 de agosto, empatou com o Campinense quando poderia ter vencido e amargou estar "pendurado no precipício", precisando de uma combinação difícil de resultados para escapar do terceiro rebaixamento nacional consecutivo. Porém as chances extremamente remotas de não-rebaixamento foram enterradas com a vitória de 5 a 1 do Caxias sobre o Brasil, que preencheu a última vaga dos times desclassificados da segunda fase da Série C e matematicamente rebaixou o Tricolor.
O Santa Cruz conseguiu, portanto, um feito inédito na história do futebol brasileiro: ser rebaixado por três anos consecutivos. O time pernambucano, que estava na Primeira Divisão em 2006, jogou a Segundona em 2007 e a Terceirona em 2008. Com uma campanha ruim, não conseguiu ficar entre os 20 que disputaram a Série C de 2009.
Algumas semanas depois do último jogo do time na Série C, um consenso entre as maiores autoridades do clube levou à nomeação de Fernando Bezerra Coelho como candidato único à presidência do biênio 2009-2010. Nos dias subsequentes à sua eleição, várias empresas manifestaram disposição de patrocinar a reestruturação do Santa Cruz. Dentre as medidas estão: Criação de um fundo de Investimento (Santa Cruz S.A) onde a previsão é de 1,5 Milhões mensais; Reestruturação do Arruda, onde todo o gramado foi trocado através da Green Life (Empresa que colocou o gramado no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), além de todos os banheiros (Pamesa) e instalações elétricas (Philips) que foram reformados. Outra mudança foi o novo visual do estádio com nova pintura que lembra as escamas de uma cobra. Foi adquirido, também, o "Expresso Coral" (apelido escolhido pelos torcedores para o ônibus de luxo incorporado ao patrimônio do clube).
Com a intenção de aproximar mais do seu clube o torcedor coral, foi realizada uma votação através de SMS, para o Torcedor Coral escolher o novo padrão de jogo. Como também, será criada uma nova campanha de sócios, que antes mesmo de ser lançada, atingiu a marca histórica de quase 300% em um único mês, em relação à gestão anterior.
O Santa Cruz disputou em 2009 a recém-criada Série D e foi eliminado na 1ª fase. O clube classificou-se novamente para a Série D pela sua colocação no Campeonato Pernambucano de 2010.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O dia em que conheci Grafite, o homem da camisa 23


O DIA EM QUE CONHECI GRAFITE, O HOMEM DA CAMISA 23


Pedro Costa



Amigos e amigas corais,
O Santa Cruz tinha acabado de ser campeão do Nordeste e se preparava para a Série A de 2016, quando dei de cara com Grafite. Imediatamente, minha cabeça de zagueiro de pelada caiu em pane ao tentar imaginar uma disputa de bola, mano a mano, com o homem da camisa 23. Forte, alto e com a elegância de um Corcel Negro, Edinaldo Batista Libânio parece indomável à primeira vista.
A sensação logo vai embora quando o sorriso branco e a fala mansa aparecem. Sua humildade tem a grandeza proporcional ao que conquistou na carreira. Título mundial pelo São Paulo, convocação para a Copa do Mundo, campeão da Bundelisga... Currículo de sobra para ser lembrado como um grande jogador. No entanto, Grafite acaba de subir ao panteão que excede o que é feito nos gramados. Território de poucos. Principalmente nos dias de hoje.
Mesmo rejeitando o rótulo de salvador da pátria, ao assinar o contrato com salário de principiante e perdoando as dívidas, Grafite livrou o Santa Cruz do pior. Com o clube quebrado financeiramente, invadido pela torcida organizada e na beira da zona de rebaixamento, só se falava em uma crise que parecia sem fim. O fantasma da Série C estava à espreita. Só esperando o vacilo para atacar novamente.
Graças ao efeito Grafa, o ambiente mudou. O Arruda certamente estará cheio para ver seu ídolo santificado. Qual outro jogador do clube teria cacife para vender tantas camisas com seu número e dar uma noite de autógrafos? Que outro atleta no elenco seria capaz de trazer patrocínios vinculados ao peso do seu nome? Fora, é claro, o ganho em qualidade técnica que está em falta no time e anda tirando o sono de todo tricolor. Tchau e bença para Jaime. Até nunca mais, Alex Travassos.
Acabou o caô!
Sem pinta de repórter, nem microfone de emissora famosa, pedi para gravar um vídeo do celular na saída do treino físico. Grafite me atendeu como se eu fora um Tino Marcos. Trocamos uma ideia sobre os planos do Santinha para a Série A. Alírio, empolgado com os títulos, havia prometido brigar pela Libertadores. Grafite experiente e sereno, falou que ficaria muito feliz em apenas manter o clube na Primeira Divisão. Que precisávamos nos estruturar primeiro antes de mirar vôos mais altos. O tempo provou que ele estava certo.
Mostrei uma camisa tricolor de 2001, com o número 7 às costas, o mesmo que Grafite usava antes de ser consagrado pelo mundo com a 23. O Negão se emocionou e lembrou do início no Recife, ainda garoto. Das dificuldades e de como venceu na vida. Assinou com a mensagem: "Ao amigo Pedro, um abraço do Grafite 7/23". E agradeceu.
Eu que agradeço, Grafa. A nação tricolor que agradece demais. Obrigado por voltar para casa e acreditar sempre nesse clube.
A torcida está junta novamente.
Que venham dias melhores e muitos gols com beijo na aliança e o dedo apontando para os céus.
Grafite voltou por amor e para ser eternizado. 


Fonte: Arrudiando, 16/8/2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Bita no Santa Cruz


BITA NO SANTA CRUZ

Clóvis Campêlo

Engana-se quem pensa que o lateral direito Gena foi onze vezes seguida campeão pernambucano de futebol profissional atuando pelo Náutico e pelo Santa Cruz, nos anos 60 e 70. Recentemente, em uma rede de televisão do Recife, o própria Gena desmentiu essa história, esclarecendo que, nesse ínterim, durante dois anos atuou fora do futebol pernambucano.
No entanto, quem quase atingiu esse patamar foi o atacante Bita, conforme verificamos no texto abaixo transcrito, obtido no site do programa Terceiro Tempo. Segundo a informação abaixo, Bita foi campeão pernambucano ininterrupto durante dez anos, ajudando o Santinha na campanha do penta e só não conquistando esse título junto conosco por conta dos problemas graves de contusão nos dois joelhos. Naquela época em que ainda não havia a artroscopia, operar os joelhos, para um jogador profissional de futebol,  era como antecipar o final da carreira.
Na fotografia acima, vemos Bita formando no ataque coral em 1972, entre os craques Fernando Santana e Luciano Veloso.

"Sílvio Lasso Lassalvia, o Bita, ex-centroavante do Náutico de Recife, Santa Cruz-PE e do Nacional (URU), faleceu em 27 de outubro de 1992, em Recife - onde nasceu em 11 de agosto de 1942. Tinha portanto, apenas 50 anos.
Conhecido como "Garoto de Ouro" e "Homem do Rifle", Bita foi um artilheiro técnico e raçudo, fazendo história no futebol pernambucano.
Foi campeão de Pernambuco com o Náutico em 63, 64, 65, 66, 67 e 68. Pelo rival Santa, conquistou os estaduais de 69, 70, 71 e 72.
Sagrou-se artilheiro máximo dos campeonatos de 64 (24 gols), 65 (22) e 66 (20).
Com lesões nos dois joelhos, com apenas dez anos de carreira profissional, Bita teve de abandonar o futebol, quando já atuava pelo rival Santa Cruz.
Sem nenhuma expulsão ao longo do período em que jogou futebol, Bita recebeu o Troféu Belfort Duarte, honraria destinada aos jogadores disciplinados.

Após deixar os gramados, Bita trabalhou como vendedor de medicamentos e assessor de uma empresa no Recife".

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Henágio, o craque boêmio



HENÁGIO, O CRAQUE BOÊMIO

Marcelo Rozenberg

 
Henágio Figueiredo dos Santos, o ex-meia Henágio, também conhecido como "O Craque Boêmio", nasceu em Aracaju em 10 de dezembro de 1961. Morreu no dia 26 de outubro de 2015, aos 53 anos, de causa não determinada.
Começou nos juniores do Sergipe em 1978, após flertar com o atletismo e ter bom desempenho no revezamento 4 x 100 metros nas competições escolares.
Habilidoso, passou entre outros clubes por Santa Cruz, Sport, Sergipe e Flamengo. Tornou-se um dos maiores jogadores da história do Tricolor do Arruda, fazendo parte do tri-super Campeonato Pernambucano de 1983. Em duas passagens pelo Santa (a primeira de 1983 a 1985, a segunda de 1991 a 1993), o sergipano nascido em Aracaju marcou 34 gols em 195 partidas. Henágio chegou a passar pelo Flamengo, onde chegou com a "simples" tarefa de fazer sombra a Zico. Segundo o Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, disputou 28 jogos pelo Mengão com 15 vitórias, seis empates, sete derrotas e quatro gols marcados. Nos últimos oito anos anteriores à sua morte, o ex-jogador trabalhava nas categorias de base do Santa Cruz. No dia 1° de novembro de 2015, o seguinte texto em homenagem a Henágio foi publicado pela jornalista Fernanda Pereira Neves, na Folha de S.Paulo.


"Um sergipano ídolo do futebol pernambucano

Henágio Figueiredo dos Santos não começou nem terminou sua carreira vestindo a camisa do Santa Cruz. Mas foi com o clube pernambucano e sua torcida que criou os laços mais fortes de sua carreira de jogador de futebol.
Nascido em Aracaju (SE), chegou ao Santa Cruz, na capital pernambucana, com 18 anos, permanecendo apenas dois no clube. O pouco tempo, porém, foi suficiente para deixá-lo conhecido, principalmente após o trisupercampeonato do time.
Começou sozinho, buscando as oportunidades. O futebol era tudo pra ele. Acho que é por isso que jogava tão bem", diz a irmã Helenita.
Foram vários clubes depois do Santa Cruz, tendo sido apontado como um possível substituto de Zico na época em que chegou ao Flamengo, nos anos de 1980.
Henágio fez uma nova passagem pelo time do Santa Cruz no início da década de 1990, antes de se transferir para a Europa. Se aposentou pouco depois de voltar ao Brasil, período em que defendia o Vitória, da Bahia.
Sempre descontraído e apaixonado por festas, acabou com a fama de boêmio.
Com a aposentadoria, morou por um tempo em Aracaju, perto da família, mas não conseguiu ficar muito tempo longe do futebol. Nos últimos anos, voltou para Recife e para o time do Santa Cruz, onde treinava equipes de base.
Morreu no dia 26, aos 52 anos, em decorrência de um infarto do miocárdio. Deixa dois filhos, um neto, cinco irmãos e vários sobrinhos
."


Fonte: Terceiro Tempo

quinta-feira, 22 de junho de 2017

América-MG 1 x 0 Santa Cruz


AMÉRICA-MG 1 x 0 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O Santa Cruz tentou segurar o ímpeto ofensivo do adversário por praticamente todo o jogo. O empate era um resultado que servia, afinal a equipe atuava no estádio Independência, diante do América/MG, que não vive grande fase na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas na reta final do segundo tempo, o gol do Coelho aconteceu, em ótima jogada individual do atacante Matheuzinho. O resultado desta terça-feira fez os corais saírem do G4 da competição e caírem para a sexta colocação, permanecendo com os 13 pontos ganhos.
Houve uma falsa impressão quando o Santa Cruz iniciou o duelo contra o América/MG apresentando maior posse de bola e boa presença ofensiva. Parecia que o fato de jogar fora de casa não seria um peso para os corais. Tal engano foi comprovado com pouco tempo de bola rolando no primeiro tempo. Isso porque o Coelho foi tomando conta da etapa inicial de partida. Ao final dos primeiros 45 minutos, os mandantes mineiros eram levemente superiores no domínio da bola. Mas no quesito finalizações, o Tricolor saiu perdendo de goleada: oito (sendo três a gol) contra apenas um chute para fora dos pernambucanos.
Os principais lances de perigo do jogo contaram com a decisiva participação de Júlio César. Aos 24 minutos, Renan Oliveira chutou da entrada da área e o goleiro Tricolor salvou o Santa Cruz em bela defesa. Um minuto depois, Luan arriscou de muito longe, sem tanta força e a bola passa perto. Júlio ainda precisou dar um pequeno toque na bola para afastar o perigo. Apesar da pressão do Coelho, o primeiro tempo terminou no 0x0. Após o intervalo, o Santa Cruz apostou em uma postura mais agressiva.
Apagado no jogo, Halef Pitbull foi substituído por Augusto. Com maior mobilidade ofensiva, que ainda contava com Bruno Paulo e André Luís, o Santa Cruz passou a ser perigoso no contra-ataque. A melhora Tricolor inibiu mais a pressão adversária na partida. Mesmo assim, o América/MG chegou ao seu tão tentado gol. Aos 33 minutos, Matheuzinho, que acabará de entrar no jogo, em seu primeiro lance individual, deixou três para trás e chutou muito forte para fazer 1x0 e dar a vitória ao Coelho.

FICHA DE JOGO

AMÉRICA-MG: Ricardo, Christian, Rafael Lima, Messias e Pará (Willian); Ernandes, Zé Ricardo e Renan Oliveira (Matheuzinho); Hugo Cabral, Luan (Mike) e Bill. Técnico: Enderson Moreira.

SANTA CRUZ: Julio Cesar; Nininho (Kelvy), Jaime, Bruno Silva e Roberto. Elicarlos, Primão e Léo Lima; André Luís (João Paulo), Bruno Paulo e Pitbull (Augusto). Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Estádio Independência (Belo Horizonte). Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES).
Assistentes: Edson Glicerio dos Santos e Katiuscia Berger Mendonça (Ambos ES). Gols: Matheuzinho (aos 33 do 2°T). Cartões amarelos: Kill, Renato Justi (América/MG). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 20/6/2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Santa Cruz 0 x 0 Internacional - RS


Fotografia de Paullo Almeida / Folhape

SANTA CRUZ 0 x 0 INTERNACIONAL - RS

Daniel Lima

Nada de gols no Arruda, que recebeu mais de 25 mil pessoas. Em duelo com raras oportunidades de gol, Santa Cruz e Internacional ficaram no 0 a 0, na tarde deste sábado (17), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Com o empate, os tricolores seguem no G4 da competição. O próximo compromisso dos corais será contra o América/MG, na terça-feira (20), às 19h15, na Arena Independência.
Primeiro tempo morno e fraco tecnicamente. Com dificuldade para criar as jogadas, Santa e Inter insistiram nas bolas alçadas na área, mas as tentativas não surtiram efeito. O gramado também não ajudava, porém os tricolores tiveram mais volume de jogo, chegaram duas vezes perigosamente, com os atacantes Bruno Paulo e Halef Pitbull, e acabaram parando no goleiro Danilo Fernandes, que salvou os gaúchos. Com poucas chances para ambos os lados, o placar da etapa inicial não saiu do 0 a 0.
O ritmo continuou lento no segundo tempo. Com a ausência do argentino D’Alessandro, o Internacional perdeu a criatividade no meio de campo e a saída foi explorar os contra-ataques. Mesmo atuando dentro de casa, o Santa Cruz não conseguiu pressionar o adversário pela falta de ímpeto ofensivo. A situação ficou mais difícil ainda por conta das condições do campo, que estava pesado e desgastado devido às chuvas. O empate sem gols persistiu até o apito final do árbitro.

Ficha do jogo

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Bruno Silva, Jaime e Roberto; Elicarlos, Thiago Primão e Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo, Halef Pitbull e André Luís (Kelvy). Técnico: Adriano Teixeira (interino).

INTERNACIONAL-RS: Danilo Fernandes; Junio, Danilo Silva, Ernando (Léo Ortiz) e Carlinhos; Rodrigo Dourado, Edenílson, Uendel; Eduardo Sasha (Juan), Marcelo Cirino e Nico López (Diego). Técnico: Guto Ferreira.

Local: Arruda, no Recife (Pernambuco). Árbitro: Rodrigo Alonso Ferreira (SC). Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). Cartões amarelos: Nininho (Santa Cruz); Ernando e Léo Ortiz (Internacional). Público: 25.356.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 17/6/2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bom aproveitamento


Fotografia de Flávio Japa / Folhape

BOM APROVEITAMENTO

Daniel Lima

A vitória do Santa Cruz em plena Arena Castelão, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, surpreendeu por alguns fatores. Um deles foi o time ter conseguido buscar uma virada gigante na casa do Ceará, ao sair perdendo pelo placar de 1 a 0 e o revertendo para 3 a 1 no segundo tempo. O outro ponto é que o técnico interino Adriano Teixeira bateu o experiente Givanildo Oliveira, com quem trabalhou de 2005 a 2006 quando o auxiliar técnico era zagueiro do clube coral. Em 2005, eles foram campeões pernambucanos e conquistaram o acesso à Série A.
Adriano Teixeira tem uma longa história no Arruda. Como zagueiro, jogou no Santa de 2005 a 2007. Nesse último ano, quando o clube acabou sendo rebaixado para a Série C, foi jogador e treinador ao mesmo tempo nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B (derrotas de 2 a 0 para o Criciúma-SC e de 3 a 2 para o Coritiba-PR).
Em 2014, o profissional retornou ao Santa Cruz para ser auxiliar técnico, função que exerce até hoje. Naquele ano, entre a saída de Sérgio Guedes e a chegada de Oliveira Canindé, ficou como técnico interino na partida contra o Icasa-CE (que terminou empatada em 1 a 1), pela Série B.
No ano de 2016, Teixeira comandou o time interinamente duas vezes. Após a demissão de Marcelo Martelotte, foram dois jogos seguidos à beira do campo: no empate em 0 a 0 contra o América, pelo Campeonato Pernambucano, e na vitória por 2 a 1 em cima do Ceará/CE, pela Copa do Nordeste.
Na época de Milton Mendes, Adriano ficou como interino mais duas vezes: no triunfo do Santa sobre o Vitória da Conquista-BA, por 2 a 0, pelo jogo de ida da 2ª fase Copa do Brasil (na ocasião, o treinador coral nem viajou e mandou um time reserva), e na vitória de 2 a 1 sobre o Campinense-PB pela primeira partida da final da Copa do Nordeste (Mendes cumpria suspensão por ter sido expulso).
O auxiliar técnico ainda assumiu interinamente o time na Série A do ano passado. No intermédio da saída de Milton e chegada do novo treinador, conseguiu um empate em 2 a 2 com o Vitória, no Barradão. Depois, com a demissão de Doriva, dirigiu a equipe nas últimas seis rodadas do Brasileiro contra Internacional, América-MG, Coritiba-PR, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo, respectivamente.
Ao todo, como técnico interino, Adriano Teixeira tem 15 jogos no comando. São seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 14/6/2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ceará 1 x 3 Santa Cruz


CEARÁ 1 x 3 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

Era o primeiro jogo Coral já sem o comando do técnico Vinícius Eutrópio. O adversário era difícil, o Ceará; e fora de casa, na Arena Castelão, em Fortaleza. Mas a vitória foi conquistada, nesta terça-feira. De virada, com gols de Léo Lima, Bruno Paulo e Ricardo Bueno, o Santa Cruz passou pelo Vovô, pelo placar de 3x1. O resultado deixou o Tricolor no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos. O próximo confronto será contra o Internacional, sábado, no Arruda.
Demorou para o Santa Cruz entrar no jogo. Em praticamente meia-hora de partida, apenas o Ceará dava as cartas na Arena Castelão. A posse de bola, vez ou outra, atingia picos de 70% em favor do Vovô. Tamanha pressão resultou em gol aos 27 minutos. Romário bateu escanteio, Valdo escora para o meio da área e Pedro Ken empurrou para o gol. A partir deste momento, a presença coral no campo ofensivo foi maior. Mais precavido, o Ceará passou a apostar em contra-ataques. E levou perigo a meta do goleiro Júlio César, autor de boas defesas durante todo o jogo.
A tônica do final do primeiro tempo foi mantida após o intervalo da partida. De tanto insistir, o gol coral aconteceu. Aos 16 minutos, André Luís fez jogada individual e a bola sobra para Léo Lima. Com categoria, o meia deu um toquezinho por cima de Éverson e deixou tudo igual. Aos 25 minutos, o gol da vitória. Thiago Primão achou Bruno Paulo, e o atacante chutou forte. Virada. Antes do final, ainda houve tempo para a confirmação do resultado positivo. Aos 35, Augusto cruzou e Ricardo Bueno só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

FICHA DE JOGO

CEARÁ: Everson; Tiago Cametá, Rafael Pereira, Valdo e Romário; Raul, Richardson (Felipe Menezes), Pedro Ken (Pio) e Rafael Carioca (Arthur); Roberto e Magno Alves. Técnico: Givanildo Oliveira.

SANTA CRUZ: Júlio César; Nininho, Eduardo Brito, Jaime e Roberto; Gino (Thiago Primão), Elicarlos, Léo Lima (Augusto); Bruno Paulo (Wellington Cézar), André Luís e Ricardo Bueno. Técnico: Adriano Teixeira.

Local: Arena Castelão (Fortaleza). Horário: 21h30. Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (MG). Assistentes: Sidmar dos Santos Meurer e Felipe Alan Costa de Oliveira (Ambos de MG). Gols: Pedro Ken (aos 27 do 1°T); Léo Lima (aos 16 do 2°T); Bruno Paulo (aos 25 do 2°T); Ricardo Bueno (aos 35 do 2°T). Cartões amarelos: Raul (Ceará); Bruno Paulo, Elicarlos (Santa Cruz)
Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 13/6/2017

terça-feira, 13 de junho de 2017

Obras no Centro de Treinamento avançam


OBRAS NO CENTRO DE TREINAMENTO AVANÇAM

Daniel Lima

Um sonho que está perto de virar realidade. As obras do Centro de Treinamento do Santa Cruz estão avançado. O primeiro campo segue sendo construído e 75% da drenagem já foi concluída. De acordo com a Comissão Patrimonial do clube, a previsão para a inauguração de um dos três campos é até o mês de agosto deste ano.
Ainda no ano passado, no mês de dezembro, os trabalhos foram iniciados no CT. Em fevereiro de 2017, foi concluída a primeira obra no terreno - processo de limpeza e de terraplanagem -, com custo de R$ 55 mil, segundo o ex-presidente e conselheiro João Caixero. A construtora J. Carvalho esteve à frente do projeto. O passo seguinte foi o organizar os materiais (tijolos, postes e marcadores) para a construção do primeiro campo.
Em março de 2012, na gestão do presidente Antônio Luiz Neto, o Santa Cruz adquiriu um terreno de 10 hectares com parte da verba da venda do atacante Gilberto ao Internacional. O projeto, de 6000m² de área construída, do CT é um dos mais modernos do Brasil e prevê a construção de três campos oficiais, vestiários, academia, sala de imprensa, um hotel, 23 suítes para atletas profissionais, 32 para atletas da base, além de estrutura completa de serviços e lazer para a comissão técnica e atletas. O Ninho das Cobras fica localizado na Estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 12/6/2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A queda de Vinícius Eutrópio


Fotografia de Arthur Mota

A QUEDA DE VINÍCIUS EUTRÓPIO

Daniel Lima

Vinícius Eutrópio não é mais o técnico do Santa Cruz para a sequência do Brasileiro da Série B. O treinador não resistiu à pressão da torcida após a derrota para o Londrina-PR por 3 a 1, no Arruda, na última sexta-feira, e sua saída foi oficializada pela direção do clube no fim da tarde deste sábado. Agora, após o desligamento, a diretoria coral corre contra o tempo para anunciar um novo comandante
A passagem de Eutrópio no Arruda durou quase seis meses. Deixou o comando com um aproveitamento de 57,29%. Ao todo, obteve 16 vitórias, sete empates e nove derrotas em 32 partidas oficiais disputadas na temporada. Apesar dos números positivos, o Santa vinha apresentando atuações abaixo do esperado e o futebol do time estava longe de convencer. Por conta desses fatores, o técnico era o principal alvo de críticas da torcida coral, que chegou a fazer uma campanha nas redes sociais pedindo a demissão do profissional.
Além das duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Vinícius Eutrópio acumulou três eliminações, sendo duas delas nas semifinais da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, respectivamente. Ainda por cima, caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, única fase disputada pelo Santa Cruz.
Mesmo aceitando os questionamentos dos torcedores, Eutrópio sempre defendeu o seu trabalho à frente do time. Chegou a dizer que o clube era um “case de sucesso”, mas só fracassou na temporada. Ele foi o grande responsável pelo processo de remontagem do elenco coral, que passou por uma grande reformulação este ano.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 10/6/2017