domingo, 26 de junho de 2016

Poema de William E Henley


POEMA DE WILLIAM E HENLEY

Fonte: Henrique Barreto

Corinthias 2 x 1 Santa Cruz


CORINTHIAS 2 x 1 SANTA CRUZ

Yuri de Lira

O Santa Cruz pode entrar neste domingo pela primeira vez no Z4 da Série A do Brasileiro. O Tricolor ficou nesta iminência ao ser abatido pelo Corinthians na noite deste sábado, no Itaquerão. Perdeu por 2 a 1 e amarga agora a sexta derrota nos últimos sete jogos, configurando-se ainda como o clube com pior sequência até aqui no campeonato. Sem ganhar desde 1981 do Timão em São Paulo, a equipe coral mira a recuperação na próxima quinta-feira, ao receber a Ponte Preta, no Arruda.
Antes dos dez minutos, o Corinthians já levava perigo à barra do Santa três vezes. Duas em investidas pelos lados: uma no direito, outra no esquerdo. A última delas pelo meio, quando Uendel balançou as redes, mas em posição irregular. Sorte do Tricolor, que voltava a ter marcação pouco compactada (um erro recorrente nas duas rodadas anteriores). A equipe coral viu o Timão construir as suas jogadas posteriores principalmente em cima do lateral direito Vitor, por onde saíram os dois gols dos mandantes no primeiro tempo.
Das poucas vezes que atacou, o sistema ofensivo do Santa se apresentou igualmente falho. Com um Corinthians não tão efetivo na recomposição durante os 46 minutos da etapa inicial foram cinco chegadas pontuais ao ataque. Dois chutes sem direção de Daniel Costa e Grafite, uma bola não finalizada por Arthur na cara de Cássio, um arremate à distância de João Paulo e uma cabeçada para fora também de Grafite. Esta última a mais clara de todas e já quando os pernambucanos perdiam por 2 a 0.
O golpe veio aos 26. Em mais uma investida na direita do time pernambucano, Uendel cruzou para Luciano na grande área. Sozinho, fez 1 a 0. Assim que saiu o gol, Milton Mendes chamou o reserva de Vitor, Mário Sérgio, para aquecer. Sinal da insatisfação do técnico com Vitor no setor. A substituição não foi concretizada (só ocorreu após o intervalo) e pelo mesmo lado acabou se originando o segundo do Timão. Romero ampliou ao ganhar dividida com Allan Vieira, aos 36.
As esperanças corais chegaram a se renovar aos sete do segundo tempo. Balbuena recuou para Cássio na pequena área, o goleiro errou o domínio na frente de Arthur, que tocou para Grafite diminuir com o gol escancarado. O jogo ficou favorável aos visitantes. Com mais confiança, o Tricolor melhorou.
A etapa final Santa foi bem melhor que a primeira - a oscilação entre um tempo e outro, aliás, tem sido uma tônica do time recifense na competição. O crescimento técnico, no entanto, foi insuficiente para se chegar ao segundo gol. Quando Wallyson, livre de marcação e frente a frente com o goleiro, teve a chance de empatar, cabeceou para fora. Keno ainda tentou colocar uma bola no canto de Cássio. Faltou-lhe sorte.

FICHA DO JOGO

CORINTHIAS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Willians), Romero (Guilherme), Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto (Lucca); Luciano. Técnico: Cristóvão Borges.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Mário Sérgio), Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo (Lelê), Daniel Costa (Wallyson), Arthur e Keno; Grafite. Técnico: Milton Mendes

Local: Arena Corinthians (São Paulo). Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ). Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thiago Henrique Neto Farinha (RJ). Gols: Luciano (26’ do 1T Corinthians), Romero (36’ do 1T, Corinthians) e Grafite (7’ do 2T, Grafite). Cartões amarelo: Uendel, Romero e Luciano (Corinthians); Lelê (Santa Cruz).Público: 25.760. Renda: R$ 1.384.000,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 25/6/2016

sábado, 25 de junho de 2016

A diferença


A DIFERENÇA

Zeca, o filósofo da Boa Vista

O futebol é um esporte competitivo. Mas no capitalismo selvagem globalizado contemporâneo, tornou-se uma questão de investimento, administração, fluxo de capital, parcerias e visão de futuro.
No último jogo do Santinha contra o Palmeiras, vislumbramos uma disparidade não apenas dentro de campo, mas fora: enquanto a folha do mais querido gira em torno de 950 mil, a do Palmeira gravita em torno de 11,5 milhões. Esse abismo financeiro se soma a questões como escolha correta do elenco e do técnico, diretoria afinada com a equipe técnica, entrosamento do time, apoio da torcida e motivação.
Não que o retorno de Grafite, Keno e Néris não tenham sido bem vindos. Mas essa distância no montante salarial também reflete quando a questão é montar um elenco competitivo e que possa fazer substituições em situações emergenciais."

Fonte: Esequias Pierre

Presença marcante


PRESENÇA MARCANTE

Caio Wallerstein

Pelo São Paulo, em 2004 e 2005, Grafite disputou clássicos contra os maiores clubes da capital paulista. Contra dois deles, porém, nunca havia marcado um gol: Palmeiras e Corinthians. Apesar da derrota contra o Verdão, semana passada, ele marcou e encerrou a seca. Agora, contra o Alvinegro, ele acredita que chegou a hora de quebrar mais um jejum na carreira. Ainda por cima, de se redimir após os gols perdidos contra o Flamengo. Desta vez, porém, ele espera que o gol venha com uma vitória coral.
"Coincidentemente, nos dois anos em que estive no São Paulo, não consegui marcar gols no Corinthians. Mas é sempre gratificante estar jogando um Campeonato Brasileiro e jogar contra o Corinthians lá na Arena nova. Vai ser um jogo bom, legal de se jogar e importante. Espero voltar a marcar, não para mim mesmo, mas para ajudar a nossa equipe, pois precisamos de um bom resultado em São Paulo", avaliou o atacante, artilheiro da competição, com sete gols, ao lado de Bruno Rangel, da Chapecoense.
Para conseguir marcar o primeiro gol sobre o Corinthians, Grafite precisará superar a má pontaria que o afligiu contra o Flamengo. Na partida, ele teve duas chances flagrantes, mas desperdiçou. "Contra o Palmeiras eu também não havia marcado com a camisa do São Paulo, e na semana passada, mesmo sem a gente conseguir vencer, eu marquei. Vamos ver se contra o Corinthians agora eu consigo estar em uma noite melhor do que quarta-feira nas finalizações e marcar os gols para ajudar a nossa equipe", acrescentou.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 23/6/2016

Obstáculos no caminho tricolor


OBSTÁCULOS NO CAMINHO TRICOLOR

William Tavares

Para evitar o sobe e desce na tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro e fazer com que a trajetória na competição seja apenas ascendente daqui por diante, o Santa Cruz precisa quebrar alguns tabus. Primeiro, o Tricolor necessita de um triunfo fora de casa. Nos quatro jogos que fez como visitante até o momento, a equipe empatou duas vezes e perdeu outras duas. Não bastasse essa dificuldade, os pernambucanos ainda terão que ultrapassar outro obstáculo: o jejum de 35 anos sem vencer o Timão fora de casa.
A última vitória do Santa diante do Corinthians, atuando em São Paulo, aconteceu no dia 12 de março de 1981, no Pacaembu, em jogo válido pela segunda fase do Brasileirão da época. Dadá Maravilha, Hamilton Rocha, Baiano e Carlos Roberto marcaram para o Tricolor. Zenon fez o único gol dos paulistas.
De lá para cá, foram mais sete jogos, com seis vitórias do Corinthians e um empate. O último jogo entre as equipes, em São Paulo, foi na Série A de 2006. O Timão derrotou o Santa Cruz por 1x0, gol do volante Marcelo Mattos. O jogador, inclusive, foi expulso no final. Outro que deixou o gramado mais cedo foi o zagueiro coral Sidrailson.
Para o confronto de amanhã, o técnico Milton Mendes terá o retorno de dois jogadores importantes que ficaram fora da partida passada, contra o Flamengo. O zagueiro Neris e o meia Uilian voltam ao time titular após cumprirem suspensão automática - o primeiro ficou fora por conta do terceiro cartão amarelo recebido no jogo contra o Palmeiras, enquanto o segundo foi expulso na partida diante do Verdão. Em contrapartida, o Santa não poderá contar com o lateral-esquerdo Tiago Costa, que sentiu dores na coxa após a derrota por 1x0 diante do Flamengo e não viajou com a delegação para São Paulo.
Milton Mendes comemora a volta dos dois titulares. Neris firmou-se no time desde sua chegada, tornando-se um dos principais jogadores do sistema defensivo, enquanto Uillian chegou a dois meses, vestiu a camisa de titular e não saiu mais da equipe, constituindo-se numa peça que forma a base do meio de campo, tanto na marcação quanto na saída de bola com rapidez para o ataque. Com ele, o desempenho da equipe cresce em velocidade de jogo e precisão nos passes.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 24/6/2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Santa Cruz 0 x 1 Flamengo RJ


Fotografia de Anderson Stevens / Folha PE

SANTA CRUZ 0 x 1 SANTA CRUZ

Paulo Henrique Tavares

O até então equilibrado histórico de confrontos entre Santa Cruz e Flamengo, em duelos de Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (de sete vitórias para cada lado), teve o seu desempate. Pior para os tricolores, que foram derrotados, nesta quarta-feira (22), no estádio do Arruda, pelo placar de 1x0. Sem seu goleador Grafite inspirado, os corais fizeram um jogo de pouco poder de reação. Com o resultado, os campeões do Nordeste caíram para a 14ª colocação, com 11 pontos. O próximo confronto será contra o Corinthians, às 21h de sábado, em São Paulo.
As alterações especuladas antes do jogo foram confirmadas pelo técnico Milton Mendes. Allan Vieira entrou na zaga, Leandrinho assumiu a cabeça de área e Daniel Costa foi o responsável pela criação de jogadas no meio de campo. De certa forma, a formação defensiva da equipe acabou prejudicada. Além de ter um lateral-esquerdo improvisado na zaga, duas peças do meio de campo não fizeram sua parte no combate aos atletas do Flamengo.
O início de jogo do Santa Cruz foi até animador. Em sequência, ótimas oportunidades surgiram nos pés de Keno e Grafite. A finalização, no entanto, deixou a desejar. Os adversários cariocas criaram poucas chances de gol. Apesar do domínio no meio de campo, não era muito comum vê-los dentro da área tricolor. A carta na manga surgiu em um chute de fora da área. Aos 14 minutos, William Arão foi feliz ao arriscar a jogada e venceu o goleiro Tiago Cardoso.
Após a vantagem no placar, o Flamengo preferiu assumir uma postura de pouca exposição defensiva. Assim, os espaços dados nas laterais de campo, costumeiramente aproveitadas pela velocidade de Keno, ficaram cada vez mais escassas. O jogo, então, ficou muito preso no meio de campo. O resultado de 1x0 foi mantido para o segundo tempo, mas o técnico Milton Mendes não demorou a modificar a sua equipe na volta do intervalo.
Daniel Costa teve apenas mais seis minutos em campo, antes de ser substituído por Lelê, então dono da condição de titular. A mudança contribuiu pouco para uma melhora tricolor no jogo. O Flamengo, por sua vez, pouco assustou a meta de Tiago Cardoso. No geral, o jogo caiu muito no segundo tempo. Ainda houve tempo para Grafite perder uma ótima oportunidade na reta final do segundo tempo, após bom lançamento de Wallyson.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Allan Vieira, Danny Morais e Tiago Costa (Roberto); Leandrinho (Wallyson), João Paulo, Daniel Costa (Lelê), Keno e Arthur; Grafite. Técnico: Milton Mendes.

FLAMENGO: Alex Muralha; Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Alan Patrick (Mancuello) e Everton (Fernandinho); Marcelo Cirino e Felipe Vizeu (Cuellar). Técnico Zé Ricardo.

Local: Estádio do Arruda, no Recife. Horário: 21h. Árbitro: Wágner Reway (MT). Assistentes:Eduardo Gonçalves da Cruz (Fifa-MS) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT). Gols: Willian Arão (aos 14 do 1ºT). Cartões amarelos: Lelê (Santa Cruz). Público e renda: Não divulgados.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/6/2016

domingo, 19 de junho de 2016

Palmeira 3 x 1 Santa Cruz


Fotografia de César Greco / Ag. Palmeiras

PALMEIRAS 3 x 1 SANTA CRUZ

Thiago Wagner

Mesmo contando com o time ideal à disposição, o Santa Cruz não conseguiu segurar o poder ofensivo do Palmeiras, neste sábado, na Allianz Parque, pela nona rodada do Brasileirão. O Tricolor ficou muito atrás no primeiro tempo e, mesmo tentando uma reação no segundo, não conseguiu impedir a derrota por 3×1. Dudu, duas vezes, e Jean marcaram para os alviverdes, enquanto os corais marcaram com Grafite, artilheiro do Brasileirão com sete gols ao lado de Bruno Rangel, da Chapecoense.
Com a derrota, o Santa Cruz permanece com 11 pontos. Só que os pernambucanos podem sair da décima posição a depender dos outros resultados do fim de semana. Já o Palmeiras assume a liderança provisória com 19 e seca o Internacional, que encara o Figueirense, fora de casa, neste domingo. Na próxima rodada, o Tricolor recebe o Flamengo, no Arruda, enquanto o Palmeiras encara o América-MG, também em casa.

Tricolor pagou por ficar atrás

O resultado negativo dos corais pode ser explicado pelo primeiro tempo que a equipe fez em São Paulo. Com uma postura que priorizou basicamente a defesa, o Santa Cruz foi bastante pressionado na primeira etapa pelo Palmeiras, que não deu brechas para o Tricolor. É verdade que os corais tiveram alguns contra-ataques, mas foram oportunidades raras para uma equipe que encontrou muitas dificuldades para superar a forte marcação palmeirense, que obrigava os tricolores a ficarem com todos os seus jogadores na defesa em muitos momentos.
Sendo assim, não foi surpresa que o placar dos primeiros 45 minutos tenha sido de 2×0 para os paulistas. A equipe alviverde teve muito mais posse de bola e mereceu até sair com uma vantagem maior.
O gol de Grafite logo no início do segundo tempo até deu uma esperança para o Santa Cruz. Não só pela diminuição da vantagem do Palmeiras, mas pela postura mais ofensiva dos visitantes. Mesmo sem mexer nas peças do time, o técnico Milton Mendes conseguiu fazer sua equipe agredir e equilibrar mais a partida, provando que o Tricolor poderia ter adotado essa estratégia já no começo do jogo.
Mas o Palmeiras não está disputando a liderança do Brasileirão por acaso. Mesmo encarando mais dificuldades no gramado, conseguiu chegar ao terceiro gol, com Dudu. Ainda sofreu com a pressão coral nos minutos finais da partida, mas aí entrou o goleiro Fernando Prass, que salvou o clube paulista em duas oportunidades. Pior para os tricolores, que saíram com a derrota.

FICHA DO JOGO

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio; Tchê Tchê, Moisés (Thiago Santos) e Cleiton Xavier (Cristaldo); Roger Guedes, Gabriel Jesus e Dudu (Fabrício). Técnico: Cuca.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Mário Sérgio), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo (Wallyson) e Lelê (Daniel Costa); Arthur, Grafite e Keno. Técnico: Milton Mendes.

Local: Allianz Parques, em São Paulo (SP). Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO). Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO). Gols: Dudu (P) aos 28 e Jean (P) aos 47 minutos do primeiro tempo; Grafite (SC) aos 5 e Dudu (P) aos 19 do segundo. Amarelos: Roger Guedes (P), Néris (P) e João Paulo (SC). Vermelho: Uillian Correia (SC) – dois amarelos. Público: 34.162. Renda: R$ 2.167.071,76.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 17/6/2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

As devidas explicações


AS DEVIDAS EXPLICAÇÕES

Yuri de Lira

Keno afirmou que não sabia de nada sobre uma renovação que foi oficializada pelo Santa Cruz e chegou a tratar a notícia como um “boato”. Grafite externa em palavras que vai seguir no Tricolor, mas só assinou um pré-contrato até agora. No entanto, o presidente do clube, Alírio Moraes, assegura que a dupla continuará mesmo no Arruda. Para ratificarem a permanência no time coral, ambos só precisam agora assinar os chamados “contratos federativos”, documentos que são homologados na CBF.
Alírio Moraes preferiu não repercutir as declarações de Keno nesta quinta-feira. Só salientou que a extensão do contrato até dezembro de 2018 e compra de 60% dos direitos econômicos do jogador (os outros 40% pertencem ao São José-RS) estão devidamente resolvidas. O que falta “apenas” é a assinatura de documentos que fixam os valores de salários e que são arquivados na CBF. Pendência que, segundo o presidente, será solucionada no início da próxima semana.
“Não posso responder por Keno. O que eu acho que ele quis dizer é que não assinou ainda o contrato federativo, que é o que vai para a CBF. De fato, temos o contrato particular assinado por São José, Santa Cruz e Keno e estamos colhendo na segunda-feira o contrato federativo”, declarou o presidente.
Apesar de o primeiro contrato ter caráter “particular”, sendo inválido pelo rigor da Lei Desportiva, submete Keno automaticamente a estender o seu vínculo com o clube. “O contrato assinado é o contrato definitivo de cessão de 60% para o Santa Cruz pelo São José. Keno assina este documento como anuente e se obriga a renovar oportunamente a relação para 2018”, explicou, juridicamente, o mandatário.
O caso de Grafite é bem semelhante ao de Keno, O camisa 23, que encerraria vínculo no próximo dia 31 de julho, também já teve a sua permanência oficializada pelo Tricolor até dezembro de 2017. Anúncio feito em 1° de junho a partir da assinatura de um pré-contrato. “A diferença é que Grafite já do Santa, enquanto Keno estava emprestado. Ou seja, Grafite assinou um documento direto com o Santa, renovando para o fim de 2017. Falta oficializar junto à CBF”, pontuou o presidente. Essa oficialização, que garantirá definitivamente o centroavante no Arruda até o fim da temporada seguinte, também será feita no começo da próxima semana.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/6/2016

Santa renova com a Penalty


SANTA RENOVA COM A PENALTY

Artur Morais

Após muito suspense e expectativa sobre quem seria o novo fornecedor material esportivo do Santa Cruz, não ocorreu nenhuma novidade. A equipe do Arruda renovou com a Penalty até o final de 2018. A empresa já tem contrato com clube pernambucano desde 2010.
Em abril, o Tricolor fechou um pré-acordo com a empresa canadense Dry Word. Houve empolgação porque prometeram injetar R$ 7 milhões em três anos de contrato no clube e a contratação de três jogadores midiáticos para a Série A. Além disso, cogitou romper o contrato com a Penalty, onde fornece ao clube desde 2010. Mas a diretoria percebeu a dificuldade de fornecimento de materiais para outras equipes brasileiras e dois meses depois rompeu com os canadenses.
O clube também conversou com a Topper e a Umbro, mas não fechou porque as propostas eram pouco vantajosas. Com isso, sobrou a renovação com a Penalty.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 16/6/2016

Keno renovou ou não?


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

KENO RENOVOU OU NÃO?

Diego Toscano
O Santa Cruz anunciou a compra dos direitos federativos de Keno, mas o atacante nega a renovação. Nesta quinta (16), no embarque da equipe para São Paulo, onde enfrenta o Palmeiras, no próximo sábado (18), pela oitava rodada da Série A, o jogador negou que tenha fechado com o Tricolor do Arruda até o final de 2018, e afirmou que ficou chateado com o vazamento da suposta extensão de vínculo.
"Vazou na imprensa, mas eu não renovei ainda. Fico chateado porque as coisas acontecem e a gente não sabe de nada. Deixo isso para os meus empresários e os diretores do Santa Cruz. Se estou aqui, é porque eles abriram a porta para mim. Mas não vou falar de uma coisa que não fiz. Eu não renovei até 2018", explicou o atacante.
O atacante, porém, não fechou as portas para uma possível renovação com o clube. "Vamos deixar para frente e ver as coisas que vão acontecer. Tenho que focar no trabalho no Santa Cruz. Tenho contrato até o final do ano e as coisas vão acontecer naturalmente", ressaltou Keno, que negou que tenha recebido propostas de outros clube. "Esse negócio de proposta é boato. Não apareceu nada. Tenho que focar no Santa."

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 16/6/2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jornada 1969 já começou no Arruda


JORNADA 1969 JÁ COMEÇOU NO ARRUDA

Os profissionais do Santa Cruz reiniciaram os treinamentos, após o período de férias, com um rápido bate-bola, esta manhã no Arruda. O técnico Gradim fez rápida preleção aos atletas, dando-lhes boas vindas e conclamando a todos para que este ano sejam renovados o espírito de união e força de vontade, demonstrados em 1968.
Dona Armênia, esposa do técnico, por outro lado, seguiu esta manhã para a Guanabara, de retorno da rápida visita à nossa capital. Gradim enviou, por intermédio da mesma, instruções para que seu filho entre em entendimentos com o Fluminense, procurando saber as possibilidades da vinda do goleiro Vitório para o Santa Cruz.
Gradim estabeleceu seu plano de trabalho para o presente ano, ficando com o dia totalmente tomado. Pela manhã estará cuidando dos profissionais e aspirantes, enquanto que à tarde será dedicada à preparação dos juvenis. Sem se descuidar do quadro principal, o técnico está incumbido de dedicar uma atenção especial aos juvenis, para que deles continuem a surgir os craques indispensáveis ao sustentáculo do clube.
Dentro dos seus planos, pretende também solicitar da diretoria eleita uma melhor atenção à torcida do tricolor. O técnico ficou entusiasmado com o euforismo da massa que invadiu o Estádio da Ilha do Retiro por ocasião de uma vitória do Santa, parecendo mais a comemoração do título.
- Debaixo de um temporal a torcida esteve sempre ao nosso lado e depois de invadir o gramado, no final do jogo, tive uma pequena amostra do que acontecerá se o Santa Cruz chegar à conquista do campeonato. Acredito que com a diretoria sempre ao lado da torcida, explicando e mostrando o que está sendo feito, maior ainda será o apoio da mesma.
Frisa ainda que os torcedores corais, logo no início do seu trabalho, no ano passado, andaram exigindo a substituição desse ou daquele jogador, sem serem atendidos. Aos poucos – continua – foram compreendendo as reais condições do clube e eu passei a ser cumprimentado por todos, tornando-se comum ouvir: “Seu Gradim, nós estamos gostando do seu trabalho. Assim é que se faz”. Com motivações mais ativas o Santa Cruz vai ter em suas mãos o maior poder; representado na força total da sua torcida.
O técnico irá, gradativamente, intensificando a duração dos treinamentos da equipe, tendo em vista a aproximação do Torneio Início e, consequentemente o início do campeonato. É favorável, se possível, à realização de um amistoso antes do dia vinte e seis, para testar melhor as condições dos seus atletas.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 09/01/1969

Santa Cruz 1 x 0 Figueirense


Fotografia de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ 1 x 0 FIGUEIRENSE

Davi Saboya

Uma vitória que valeu pelos três pontos. O Santa Cruz não mostrou um bom futebol, mas consegui vencer por 1×0 o Figueirense, nesta quarta-feira (15), no Arruda, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. O gol da vitória foi marcado pelo meia Lelê. O goleiro Gatito Fernández foi expulso ainda na metade do primeiro tempo. O que não mudou a vida do Tricolor.
Mesmo com um jogador a mais, o Santa Cruz teve bastante dificuldade para ampliar o placar e ainda viu o adversário ter chances perigosas de empatar a partida. Os três pontos foram fundamentais para a equipe coral que conseguiu quebrar a sequência negativa de quatro jogos sem vencer na competição. O próximo jogo do Tricolor é contra o Palmeiras, sábado, às 16h, em São Paulo.

O JOGO

Santa Cruz e Figueirense começaram a partida com muita marcação e pouca criação dos dois lados. O Tricolor até tentou a pressão inicial, mas não teve sucesso. A primeira chance de perigo foi do adversário. A zaga coral vacilou, se Vitor não intercepta, Bady iria completar o passe de Dudu e abrir o placar.
O ataque do Santa Cruz até mostrava muita vontade, mas faltava qualidade no último passe. Os atacantes conseguiam rondar a grande área de Gatito Fernandes só que não completavam os lances e aparentavam bastante ansiedade na hora da conclusão. Os visitantes apenas assustavam quando a defesa tricolor falhava. Aos 20, Ferrugem roubou a bola de Uillian Correu, passou para Dudu, que dentro da grande área mandou por cima.
Três minutos depois, um milagre. Bady saiu na cara de Tiago Cardoso, tirou do goleiro, mas Neris conseguiu interceptar o lance quando a bola estava em cima da linha. Só que como diria o ditado: “Quem não faz, leva”. Aos 25, Uillian Correia passou para Grafite que deixou Lelê livre para invadir a grande área e abrir o placar.
No primeiro ataque que conseguiu encaixar, o Santa Cruz teve sucesso. Já o Figueirense sentiu o golpe após sofrer o gol. Os jogadores catarinenses ficaram bastante nervosos. Tanto que o goleiro Gatito Fernandes foi expulso após levar dois cartões amarelos. Já o Santa Cruz administrou o resultado.
Na etapa final, o Tricolor começou com tranquilidade e esperou o adversário ceder espaços. Enquanto o Figueirense, mesmo com menos um jogador, tentava o empate, o Santa Cruz apostava nos contra-ataques. Logo aos 5, João Paulo apareceu livre na entrada da grande área e bateu no canto para boa defesa do goleiro Thiago Rodrigues. Pouco tempo depois, Vitor chutou cruzado com a canhota e o arqueiro catarinense atrapalhou a equipe coral de ampliar o placar.
Mesmo com um jogador a menos, o Figueirense não estava entregue na partida. Em um vacilo da defesa coral, Werley escorou de cabeça e Guilherme Queiroz, livre na pequena área, quase que empata. O Santa Cruz administrava a partida com uma maior posse de bola, mas com a saída do atacante Grafite faltava objetividade ao ataque que apesar do grande volume não conseguia criar jogadas perigosas.
Durante os últimos minutos, o Santa Cruz até que tentou aumentar a vantagem no placar, mas não teve jeito. O máximo que conseguiu levar perigo ao adversário foi com chutes de fora da área. Restou ao Tricolor se defender para não sofrer o empate do Figueirense que tentou até o final do jogo o empate.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correira, João Paulo, Lelê (Leandrinho); Arthur (Léo Moura), Wallyson e Grafite (Fernando Gabriel). Técnico: Milton Mendes.

FIGUEIRENSE: Gatito Fernández; Jefferson, Werley, Bruno Alves, Marquinhos Pedroso; Elicarlos, Ferrugem, Bady; Dodô (Lins), Dudu (Thiago Rodrigues) e Ermel (Guilherme Queiroz). Técnico: Vinicius Eutrópio.

Local: Arruda, Recife (PE). Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP). Assistentes:Anderson José de Moraes Coelho e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP). Cartões amarelos: Neris, Tiago Costa e Fernando Gabriel (Santa Cruz). Marquinhos Pedroso, Dudu, Gatito Fernández (Figueirense). Cartão vermelho: Gatito Fernanández (Figueirense). Gol: Lelê aos 25′ do 1ºT. Público: 10.019 torcedores. Renda:R$128.510.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 15/6/2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Com mais dificuldade para finalizar e desarmar


COM MAIS DIFICULDADE PARA FINALIZAR E DESARMAR

Wladmir Paulino

O número ainda bom, mas ajuda a dar uma luz sobre os motivos que jogaram o Santa Cruz no atual jejum de gols e vitórias no Brasileirão. A relação finalização/gol, quase dobrou em relação ao índice da quarta rodada. O Tricolor precisava chutar 2,5 vezes para conseguir um gol. Hoje, esse número é de 4,36. Ainda é um bom número, mas é um indicativo de que algo precisa ser melhorado.
Lá atrás, na hora de defender também é preciso observar com cuidado um aspecto fundamental para evitar que os adversários cheguem com perigo próximos de Tiago Cardoso: o desarme. Nos últimos jogos na época das vacas gordas – contra Cruzeiro e Chapecoense – o Santa desarmou corretamente, 22 e 23 vezes, respectivamente.
Contra Sport, Atlético Paranaense e Santos esse número desabou. Diante do rival local foi de apenas cinco. Contra os paranenses, 11. No domingo, aumentou mais um, indo para 12, mas muito abaixo do que já fez.
Esses últimos jogos foram cruciais para o Tricolor despencar no ranking do Brasileiro nesse fundamento. O time é apenas o 18º que melhor desarma na competição, com um total de 101. É óbvio que apenas um índice não explica tudo, mas o Internacional, atual líder da competição é o segundo melhor ‘ladrão’, com 141, apenas três a menos que o Cruzeiro.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 14/6/2016