quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A estreia de Marcílio


A ESTREIA DE MARCÍLIO

Yuri de Lira

Somente 20 anos de idade. Promovido da base só no começo desta semana. Meio-campo de origem. Apesar da inexperiência de Marcílio na carreira e na função de volante, onde nunca atuou, o prata da casa será mesmo escalado na cabeça de área do Santa Cruz - conforme confirmou o técnico Marcelo Martelotte nesta quinta-feira. O treinador coral rasgou elogios ao mais novo integrante do grupo coral. Confia que ele possa se sair bem na partida de sábado, diante do Paraná, em Curitiba. Mas, ao mesmo tempo, faz questão de blindá-lo. Chama a responsabilidade para si caso algo dê errado na estreia do atleta como profissional.
Martelotte observa Marcílio desde a sua primeira passagem pelo Arruda, em 2013, quando subiu do sub-17 para o sub-20. Enxergou nele características de um meio-campo moderno. "Ele não joga nessa função de volante, mas, desde que eu o vi treinando pela primeira vez, percebi um bom passe, um bom porte físico e velocidade. Hoje, a gente procura isso. Achei que ele daria um bom segundo volante. É lógico que ainda precisa adaptação para marcar, mas para isso vai ter todo o apoio de todos, de jogadores experientes do lado dele. Tenho certeza que ele vai conseguir se sair bem", falou o técnico, destemido em promover a estreia do prata da casa.
"Estou tranquilo. Marcílio é um jogador que tem personalidade. Se for analisar os riscos que você tem quando traz um jogador da base para o profissional, nunca vai trazer ninguém. Vai sempre trabalhar em cima de um elenco já definido. É natural essa primeira oportunidade, sabendo que é normal uma evolução na sequência. Ele já mostrou condições de vestir a camisa do Santa Cruz."
Se Marcílio não apresentar um bom desempenho diante do Paraná, Martelotte, de antemão, já faz questão de isentar o atleta de culpa. "Mesmo que ele tenha alguma dificuldade, vamos ter paciência. A responsabilidade não é dele, é minha, que estou escalando", declarou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 27/8/2015

Santa definido contra o Paraná


Fotografia de Peu Ricardo

SANTA DEFINIDO CONTRA O PARANÁ

Sem mistério. O técnico Marcelo Martelotte definiu a equipe titular do Santa Cruz que enfrentará o Paraná, no próximo sábado (29), no estádio Durival de Britto, pela 21° rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A novidade será a estreia do prata da casa Marcílio, de apenas 20 anos. O jovem atleta atuará ao lado do experiente Moradei na cabeça de área coral.
“Trabalhamos o time durante a semana muito em cima das mudanças que tivemos de fazer. Moradei e Danny tem mais experiência e estão prontos para participar. Sobre Marcílio, nós vimos qualidade nos treinos do sub-20. Já tínhamos pedido antes que ele fosse integrado ao grupo e creio que ele pode fazer essa função que o destacamos”, disse Martelotte.
Portanto, o time do Santa Cruz diante do Tricolor paranaense será: Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais e Marlon; Moradei, Marcilio, João Paulo e Lelê, Anderson Aquino; Grafite.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 27/8/2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

50 anos do Estádio do Arruda


50 ANOS DO ESTÁDIO DO ARRUDA

Cassio Zirpoli

O Arruda começou a ser erguido há 50 anos. O Santa já ocupava o terreno na Avenida Beberibe havia duas décadas, mas somente em 1965 o alçapão de madeira deu lugar às primeiras arquibancadas de concreto. Sem pressa, com a ajuda do povão, de tijolo e cimento à mão de obra. E assim continuou até 1971, quando o governador do estado, Eraldo Gueiros, liberou um empréstimo de US$ 850 mil, numa parceria entre Bandepe e Campina Grande S/A, para concluir a obra projetada por Reginaldo Esteves. Pelé testemunhou o financiamento.
O objetivo era colocar o Recife na Copa da Independência de 1972, com a participação de 20 países. Sport e Náutico também tentaram o investimento, mas uma comissão apontou o Arruda, já em andamento, como o projeto mais viável. Lá, ocorreram sete jogos do torneio em homenagem aos 150 anos da independência do Brasil. Antes, a festa de inauguração, em 4 de julho de 1972, com 64 mil pessoas no empate sem gols entre Santa Cruz e Flamengo.
O estádio José do Rêgo Maciel seria ampliado novamente em 1980, através de um novo empréstimo do Bandepe, também feito aos rivais. Com o anel superior, a capacidade subiu para 85 mil pessoas na reabertura em 1982. Na época, se chegou a especular até 110 mil lugares! Só não havia dúvida quanto à magnitude do quarto maior estádio particular do mundo. Daí, o apelido “Colosso do Arruda”.
No post, raras fotos coloridas da construção e ampliação do Mundão. Confira as imagens em uma resolução maior: 1965, 1972, 1980 e 2010.
Quanto ao futuro do estádio, um novo desenho já foi feito, com a Arena Coral.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 24/8/2015

Diogo Campos, o novo reforço


DIOGO CAMPOS, O NOVO REFORÇO

Apresentado oficialmente nesta segunda (24), o atacante Diogo Campos, de 24 anos, é o mais novo reforço do Santa Cruz para a sequência do segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro. Indicação direta do técnico Marcelo Martelotte, o jogador elogiou o grupo coral e destacou que espera ficar apto fisicamente em breve para lutar por uma posição no ataque.
“Eu já tinha trabalho com o professor Marcelo no Atlético/GO e joguei o Paulista pelo Botafogo/SP, para depois voltar ao Atlético. Quando recebi a proposta do Santa Cruz eu não pensei duas vezes. Já tinha jogado contra e sabia da força da torcida e do clube”, afirmou o atacante.
A concorrência no ataque do Santa é forte. Além do artilheiro da Segundona, Anderson Aquino, o time conta com o experiente Grafite. Diogo, contudo, preferiu lembrar também outros atletas do setor que também merecem destaque. “Tem o Lelê, o Luisinho que está bem…mas eu venho pra ajudar. Independente se vou começar jogando ou não, quero fazer o meu melhor para ajudar a equipe do Santa”.
Com várias opções de jogadores que podem atuar pelo centro (Luisinho, Aquino, Grafite), Diogo espera ganhar um espaço por conta de outra característica. “Tenho muita velocidade e jogo pelos lados. O professor Martelotte me conhece bem. A competição é longa e todos terão oportunidades. Quando chegar a minha estarei preparado. Estava treinando em separado e estou a no máximo uma semana de atuar”, pontuou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 24/8/2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Um pouco de Jacozinho


UM POUCO DE JACOZINHO

Rogério Micheletti

Quem se lembra de Jacozinho? Um jogador desconhecido do público do sul e sudeste e que jogou, misteriosamente, no jogo festivo do Flamengo contra um combinado formado por amigos de Zico, na volta do Galinho ao Rubro-Negro, em 1985.
Nascido na cidade de Gararu (SE), Givaldo Santos Vasconcelos, o popular Jacozinho, jamais pensou que um dia fosse ofuscar a festa de Zico, o maior jogador de todos os tempos do time carioca.
"Até hoje eu não sei como eu fui parar lá no Maracanã. Um empresário de nome Ronaldo me ligou para fazer o convite. Eu tive de pagar a passagem do meu bolso e fui para o Rio. Nem sabia que ia jogar", conta Jacozinho, que hoje vive em Vitória (ES) e trabalha em núcleo de futebol, como técnico da equipe juniores do Cachoeiro e como professor de Educação Física da Faculdade Batista.
O ex-atacante do CSA (AL) conta que foi um momento mágico da sua vida ter participado do amistoso, principalmente pelo gol que fez. "Eu recebi o passe do Maradona, driblei o Cantarelle (goleiro do Flamengo) e marquei. Foi um dia de herói, apesar do Zico ter ficado um pouco chateado. Ele disse depois que eu não era amigo dele e havia outros jogadores que poderiam ter participado daquela partida", conta Jacozinho.
A fama meteórica de Jacozinho rendeu até uma homenagem feita por Fernando Collor de Mello, na época governador de Alagoas. "Nunca pensei que aquilo fosse acontecer. Até o Collor, que depois foi eleito presidente, me homenageou. O povo pedia para o Evaristo de Macedo (que era o técnico) me dar uma chance na seleção brasileira. Parecia até o Romário", brinca o ex-atacante, que também defendeu Vasco (SE), Sergipe (SE), Jequié (BA), Galícia (BA), Lêonico (BA), Corinthians de Presidente Prudente (SP) e Santa Cruz. "Cheguei a fazer testes no Santos Futebol Clube em 1983, mas não fiquei na Vila", comenta.

Fonte: Terceiro Tempo

"Não imaginava esse começo", diz Grafite


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

"NÃO IMAGINAVA ESSE COMEÇO", DIZ GRAFITE

Três gols em quatro jogos. Responsável direto pelas últimas três vitórias do Santa Cruz na Série B do Campeonato Brasileiro. O começo do atacante Grafite é realmente animador no clube. Tanto é que o próprio jogador confessou que não esperava uma readaptação tão direta e com frutos tão rápidos no Tricolor.
“É realmente surpreendente fazer três gols em quatro jogos. Nem o mais otimista dos tricolores e nem eu mesmo imaginava um começo tão produtivo. Agradeço aos meus companheiros. Sem eles não teria marcado esses gols. As coisas estão acontecendo naturalmente. Não estou com aquela pressão de ter que ser o homem gol. Eu, o Lelê e o Aquino dividimos essa responsabilidade”, afirmou o atacante.
Novamente o jogador conseguiu atuar durante os 90 minutos, mas a sinceridade falou mais alto para Grafite e o atleta confirmou que dificilmente conseguirá atuar durante todo um duelo nas próximas rodadas. “Eu me senti melhor nesse jogo e tenho mais uma semana para me condicionar. Setembro será um mês mais longo com jogos terça e sábado e vou precisar de mais superação. Talvez tenham jogos que eu não possa aguentar os 90 minutos”, frisou.
A vitória diante do Macaé aproximou o Santa do G4 da Série B, mas a situação dos tricolores poderia ser bem melhor. Grafite lembra qual o “calo” do clube na Segundona 2015. ”O único detalhe que falta para o Santa estar entre os quatro é ganhar fora. O começo do campeonato foi determinante para não estarmos no G4. Com a chegada do Martelotte houve uma evolução grande e vamos focar nesse detalhe agora”, completou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 22/8/2015

sábado, 22 de agosto de 2015

Martelotte gostou da defesa


Fotografia de Jedson Nobre / Folha PE

MARTELOTTE GOSTOU DA DEFESA

Perder Bileu aos 21 minutos. Ter que mudar a formação ainda na primeira etapa. Um adversário que se fechava bem e não dava tanto espaço. Para vencer o Macaé por 1×0, no Arruda, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o Santa Cruz precisou de paciência, esforço e da qualidade do seu principal atacante. Não foi fácil, mas lá estava Grafite para mudar a história do jogo. De bico, o camisa 23 garantiu a vitória coral e aproximou o time do G4 da Segundona. Na partida, o técnico Marcelo Martelotte elogiou a dupla de ataque coral, mas também destacou o esforço do sistema defensivo do time. Veja os principais trechos da entrevista.

Jogo

A gente teve um início dentro do que tínhamos trabalhado em termos de marcação e posicionamento. Por termos uma proposta mais avançada, o time se expôs mais e tivemos dificuldades. A perda do Bileu também complicou porque tivemos que colocar depois o Bruninho, que nao tinha característica para fazer a mesma função. Tivemos que adiantar o Vítor e o Bruninho ficou mais na marcação do Pipico. Finalizamos menos do que gostaríamos, mas praticamente não demos chance ao adversário. Foi um primeiro tempo truncado. Tivemos espaço pelo lado esquerdo, mas não aproveitamos e fomos para o intervalo no 0×0, sem desespero e nenhuma pressão no sentido de fazer grandes mudanças. No segundo tempo fizemos o gol e ainda tivemos mais contra-ataques, mas não aproveitamos. Vencemos por um placar magro, mas foi importante.

Marlon (Jogador deixou o campo com câimbras)

Fico chateado pela questão dele fazer um bom jogo, uma boa partida. Ele apareceu mais ofensivamente e a gente sabe que existe um componente emocional que precisamos conversar com ele. Vamos falar com o Marlon para que ele consiga equilibrar mais o desgaste e jogar os 90 minutos.

Luisinho e disputa por vaga no ataque

Não existe essa preocupação com relação a definir quem é titular ou reserva. Estamos valorizando o grupo. Lógico que todos querem jogar, mas todos se sentem valorizados no grupo. Quem entra e participa de uma vitoria é valorizado. Independente se vai começar a partida ou entrar no intervalo, tenho ficado satisfeito com o Luisinho. E também estou com o Grafite e o Aquino, que teve bola na trave e gol anulado. Ele estava hoje mais próximo do Grafite e fez com que as chances aparecessem mais.

Defesa e desfalques

Nosso time teve uma boa postura para se defender. Apesar do Alemão e do Neris terem terminado o jogo desgastados, o time teve uma postura boa. Eu perco o Alemão (suspensão), mas tem o Danny Morais voltando. A melhora do nosso aproveitamento defensivo não vem de hoje. Diminuimos muito os gols sofridos. Vi matérias associando isso ao Tiago Cardoso, mas isso é por conta de todo um trabalho defensivo. Nossa média agora é inferior a um gol por jogo. Isso ajuda para conquistar as vitórias.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/8/2015

Santa Cruz 1 x 0 Macaé


Fotografia de Flávio Japa Folha PE

SANTA CRUZ 1 x 0 MACAÉ

Foi desnecessariamente sofrido. Diante de uma adversário modesto, o Macaé/RJ, que não vencia na Série B havia sete jogos, a torcida do Santa Cruz esperava mais facilidade. Nao foi isso que aconteceu, contudo. Em um jogo tecnicamente fraco e mais equilibrado do que o previsto, disputado nesta sexta-feira, no Arruda, a Cobra Coral teve de “suar sangue” para conseguir a vitória. O ídolo Grafite, com gol de bico, resolveu: 1 x 0 para o Tricolor.
Com o resultado, o Santa Cruz sobe uma posição na tabela (sétimo) e fica a dois pontos do G4, o grupo dos quatro que sobem à primeira divisão. Mas essa condição pode ser enganosa: todos os rivais do Tricolor pela promoção à elite jogam no sábado.

O JOGO

Talvez desmotivado pela fraca presença de público, o Santa Cruz não começou o jogo com a intensidade típica dos mandantes. Pelo contrário. Ao longo de todo o primeiro tempo, a falha do Tricolor foi a lentidão.
A equipe de Marcelo Martelotte até teve posse de bola, mas, na maior parte do tempo, não soube o que fazer com ela. Trocou passes estéreis e teve dificuldades para penetrar na zaga adversária. Só teve dois lances de perigo: um com Bileu, aos cinco minutos, e outro com Anderson Aquino, que acertou o travessão, aos 46.
Ainda foi incomodado pelo Macaé em algumas ocasiões, como no giro de Jones, aos 40, que acertou o poste esquerdo do goleiro Tiago Cardoso.
Na volta para o segundo tempo, Martelotte fez uma alteração que mudou o panorama do jogo. Tirou o volante Wellington Cezar e colocou o ponta Luisinho. A ousadia deu certo, o Santa passou a controlar o jogo e criar situações de gol.
Aos oito, Anderson Aquino marcou gol em rebote do goleiro, mas estava em posição de impedimento. Aos nove, o atacante acertou a trave do goleiro Rafael.
Na marca dos 14 minutos, porém, não teve jeito. Luisinho lançou para Grafite, que dominou e, de bico, tirou do goleiro. Gol do Santa. Gol do artilheiro.
Os cerca de 30 minutos que faltavam ainda tiveram uma dose extra de emoção. O lateral-esquerdo Marlon sentiu câimbras e teve de ser substituído por Lúcio. Pouco depois, o zagueiro Alemão passou pelo mesmo problema, mas não pôde sair. A Cobra Coral já havia feito três substituições (além das duas mencionadas, Bileu saiu, machucado, para a entrada de Bruninho). Mesmo com essas dificuldades, o Tricolor se segurou, correu alguns riscos, é verdade, mas ficou com a vitória.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor, Alemão, Neris e Marlon (Lúcio); Wellington Cezar (Luisinho), Bileu (Bruninho), João Paulo, Anderson Aquino e Lelê; Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

MACAÉ/RJ: Rafael; Henrique, Brinner, Renato Santos (Anselmo) e Diego; Alisson, Thiago Cardoso, Wagner Carioca (Juninho) e Fernando Neto (Aloísio); Pipico e Jones. Técnico: Josué Teixeira.

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza (SP). Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Jean Márcio dos Santos (RN). Gols: Grafite (aos 14 do 1T) para o Santa. Cartões amarelos: Wellington Cezar, Alemão, Bruninho (Santa Cruz); Renato Santos, Alisson, Pipico e Juninho (Macaé). Público: 10.270. Renda: R$ 124.945,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 21/8/2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A volta de Alemão


A VOLTA DE ALEMÃO

Yuri de Lira

Aproveitando-se da suspensão de Danny Morais, Alemão vai voltar a jogar a pelo Santa Cruz. Recém-recuperado de um afundamento na rosto sofrido em 4 de julho, contra o Bragantino, em Bragança Paulista, o jogador havia ficado no banco de reservas nas últimas quatro partidas da Série B, mas agora vai precisar provar que a lesão não é mais problema. Não será fácil. Como é zagueiro e, portanto, utiliza bastante a cabeça nos jogos, revela certo receio em voltar a machucar o rosto.
"É complicado. Para tirar este receio, tem que ir acostumando", disse Alemão, que vai, contudo, tentar não deixar o medo atrapalhar o seu rendimento. "Como eu estava usando a máscara durante os treinamentos, isso ajudou bastante a perder esse medo. Estou ainda fazendo sempre trabalhos com bola aérea."
Outro fator que preocupa Alemão é a natural falta de ritmo de jogo depois de mais de um mês sem atuar uma partida oficial. Antes, de quebra, só havia participado de quatro rodadas na Segundona por causa de uma lesão muscular na coxa direita sofrida na final do Estadual.
Embora tenha atuado apenas uma vez com Neris, Alemão, porém, minimiza a falta de entrosamento com o colega. Prefere lembrar que na única vez que formou dupla com companheiro o Santa Cruz acabou não sendo vazado, terminando empatado sem gols num confronto com o Boa Esporte - ainda em 12 de junho. "Eu e Neris já jogamos junto contra o Boa. A questão mesmo (que preocupa) é o ritmo de jogo. Estava numa sequência boa no Pernambucano, mas acabei me machucando na final. Depois voltei e tive lesão na face."

Fonte: Diario de PE, Recife, 17/8/2015

Futuro incerto


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE 

FUTURO INCERTO

O título acima pode parecer um juízo de valor, mas as declarações do meia João Paulo não deixam enganar: continuar ou não no Santa Cruz em 2016 está sim atrelado ao desempenho do Tricolor na Série B do Campeonato Brasileiro e obviamente, ao acesso à Série A. Caso a equipe coral consiga voltar à Primeira Divisão após nove anos, a tendência é que o meia permanece no Arruda. Caso contrário, seu destino será um mistério.
“Isso (ficar no Santa) passa muito pela nossa campanha. Almejo jogar uma Série A e, se conseguirmos, ficaria melhor continuar no clube”, apontou o meia.
Mas essa nem é a primeira das definições que devem acontecer na carreira do jogador. O Internacional, clube detentor dos seus direitos federativos, não estendeu o vínculo do atleta, com prazo para expirar no final de outubro. Depois da data, o atleta ficará sem contrato, embora continue jogando pelo Santa até o final da temporada por conta do empréstimo feito entre o Colorado e o Tricolor.
Nesse intervalo de tempo, o meia João Paulo está livre para assinar contrato com qualquer clube a custo zero, já que a Fifa permite que um jogador acerte com uma equipe quando seu vínculo vai terminar em menos de seis meses com seu atual clube. Eleito craque do Campeonato Pernambucano 2015 e um dos titulares absolutos no Santa, era de esperar que o jogador já tivesse sido procurado pelo Tricolor ou pelo Colorado para assinar uma renovação. Não é o que ele diz.
“Nenhuma das partes me procurou para renovar. Para 2016 minha vida é uma incógnita. Não sei do meu futuro, mas sinceramente isso não me preocupa”, revelou o jogador, sem antes não esconder que um definição sobre sua carreira seria benéfica para seu lado pessoal. “O que me incomoda é que o jogador prefere ter um contrato longo para ter mais estabilidade para ele e sua família”, explicou.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 17/8/2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Martellote aprova números do primeiro turno


MARTELOTTE APROVA NÚMEROS DO PRIMEIRO TURNO

Yuri de Lira

Mesmo fora do G4 da Série B do Brasileiro, o técnico Marcelo Martelotte fez um balanço positivo do desempenho do Santa Cruz no chamado “primeiro turno” da competição. O treinador, como não poderia ser diferente, espera mais na segunda metade do campeonato, voltando a vencer partidas longe de casa. Mas, para o treinador, o acesso está diretamente ligado ao aproveitamento nos jogos no Arruda - onde a equipe segue 100% no seu comando.
Martelotte mantém a ética. Não culpabiliza o antecessor Ricardinho, que treinou o Santa Cruz até a sétima rodada da Segundona e levou o clube à zona de rebaixamento, pelo insucesso na chegada ao G4 no fechamento do turno. Prefere destacar o trabalho que realizou para tirar o Tricolor das últimas posições e levá-lo à condição de postulante a subir de divisão.
“O nosso primeiro turno me agradou. Analisando todas as circunstâncias, principalmente o que a gente teve de início quando chegou no clube, era muito difícil ter esse aproveitamento em 12 rodadas”, disse o técnico. “Esse é o aproveitamento que a gente pretende manter”, emendou.
O treinador espera também seguir imbatível no José do Rêgo Maciel. Chave do sucesso, segundo ele, para o acesso. "Vencendo os seus jogos em casa, você sempre tem condições de se recuperar, de repente, de uma derrota fora e dá a chance de estamos sempre brigando pelas primeiras posições. É isso que vamos buscar contra o Macaé, na sexta, no Arruda.”

O desempenho do Santa cruz no primeiro turno

19 jogos/8 vitórias/4 empates/7 derrotas/28 pontos/48,1% de aproveitamento

O desempenho de Martelotte

12 jogos/7 vitórias/2 empates/3 derrotas/23 pontos/63,8% de aproveitamento

Martelotte no Arruda

6 jogos/6 vitórias/100% de aproveitamento

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 16/8/2015

Luisinho lamenta erros do início


Fotografia de Jedson Nobre / Folha PE

LUISINHO LAMENTA ERROS DO INÍCIO

Com apenas oito minutos do primeiro tempo, o Santa Cruz já perdia por 2×0 para o Vitória, no Barradão. Os erros no início do confronto foram cruciais para impedir que o Tricolor pudesse sair com um resultado positivo da Bahia, na última rodada do primeiro turno da Série B. Para o atacante Luisinho, o Santa só acordou na segunda etapa. Mas aí já era tarde demais.
“Se tivéssemos jogado o tempo inteiro como jogamos no segundo tempo, poderíamos ter vencido o jogo. Mas começamos a partida de forma apática e, contra um time que briga pelo acesso. Não podemos vacilar. Erramos e tomamos dois gols”, lamentou o atacante.
Apesar do resultado, o saldo individual do jogo para Luisinho não foi tão negativo. O jogador marcou o gol de honra do Tricolor e mostrou que está na briga pelo ataque coral. “Nenhum jogador que ser reserva, mas respeito o Martelotte. Ele é um grande treinador e deixo a opção de entrar de frente ou não para ele”, pontuou.
Para o próximo jogo, contra o Macaé, no Arruda, o Santa não terá a presença do zagueiro Danny Morais, que tomou o terceiro cartão amarelo. Alemão deve ser o substituto.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, PE, 15/8/2015

sábado, 15 de agosto de 2015

Vitória-BA 2 x 1 Santa Cruz


VITÓRIA-BA 2 x 1 SANTA CRUZ

Rômulo Alcoforado

O Santa Cruz perdeu o jogo para o Vitória, ontem, no Barradão, em apenas oito minutos. Foi esse tempo que o Leão da Barra fazer dois gols na Cobra Coral, com Escudero e Elton, e encaminhar a vitória que se concretizaria no fim do confronto. O Tricolor ainda diminuiu, com Luisinho, no segundo tempo, mas não foi o suficiente para se recuperar do péssimo início. A vitória, 2 x 1, foi do Rubro-Negro, que fecha o primeiro turno como líder da Série B. O time do Arruda, por outro lado, terá de secar Paysandu/PA e Bragantino para não deixar o sétimo lugar.
Não deu nem para esquentar. Logo aos quatro minutos, Rhayner foi lançado no lado direito da área. Neris não conseguiu acompanhá-lo e deu carrinho. A imprudência custou caro. O zagueiro tricolor acertou o atacante adversário, tomou o amarelo e cometeu um pênalti discutível. Escudero converteu e colocou o Vitória na frente. 1 x 0.
O placar não demorou muito a ser alterado. Foi a vez do outro zagueiro falhar. Em cruzamento na área, Danny Morais não subiu bem. O centroavante Elton foi mais esperto que ele e ampliou. Com apenas oito minutos, já estava 2 x 0 para o time baiano.
O time de Vagner Mancini farejou o cheiro de sangue, mas não se atraveu a buscar o resultado definitivo. Limitou-se a tocar bola e tentar administrar a vantagem. No primeiro tempo, a Cobra Coral aceitou o jogo do oponente. Grafite não jogou bem e pela primeira vez passou em branco. Os companheiros João Paulo, Anderson Aquino e Lelê também foram mal. Por isso, o Tricolor só criou uma chance, desperdiçada aos 34.
Mas, na segunda etapa, o time melhorou. Martelotte percebeu que a defesa do Vitória jogava adiantada e colocou Luisinho no lugar de Vitor para tentar aproveitar os espaços às costas do zagueiro. O volante Bruninho foi para a lateral-direita – enquanto o jogador que entrou foi atuar como ponta.
Aos quatro minutos, o atleta foi lançado em profundidade e sairia na frente do goleiro Gatito Fernandez. O bandeira, em péssima noite, assinalou impedimento inexistente. Aos 10, depois de muito errar, o Tricolor finalmente achou o gol. Lelê recebeu na esquerda e cruzou na medida. Luisinho apareceu por trás da defesa do Vitória e diminuiu. 2 x 1.
A reação, porém, parou por aí. Martelotte ainda tentou, colocou Daniel Costa, mas o Santa criou muito pouco a partir dali. Teve mais volume do que chances reais. Quando articulou situações, os atacantes desperdiçaram. Ou foi parado por impedimentos inexistentes marcados pelo trio de arbitragem. Não era, definitivamente, dia do Tricolor.

FICHA DO JOGO

VITÓRIA-BA: Gatito Fernandez; Diogo Mateus, Guilherme Mattis, Ramon e Diego Renan; Marcelo Mattos, Flávio, Pereira, David e Escudero; Rhayner (Marcelo) e Elton. Técnico: Vagner Mancini.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Luisinho), Danny Morais, Neris e Marlon; Wellington Cezar, Bruninho (Moradei), Lelê, João Paulo e Anderson Aquino; Grafite (Daniel Costa). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Barradão (Salvador/BA). Árbitro: Luis Teixeira Rocha (RS) Assistentes: Elio Nepomuecno de Andrade Júnior e Eric Nunes Costa (ambos do RS). Gols: Escudero (aos 5 do 1ºT) e Elton (aos 7 do 1ºT) para o Vitória; Luisinho (aos 10 do 2ºT) para o Santa.Cartões amarelos: Escudero, Gatito Fernandez e Diogo Mateus (Vitória); Luisinho, Danny Morais, Bruninho, João Paulo e Grafite (Santa Cruz). Público: 15.739. Renda: R$ 349.854,00.

Fonte: Folha de PE, Blog de Primeira, Recife, 14/8/2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Santa Cruz 2 x 1 Mogi Mirim


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

SANTA CRUZ 2 x 1 MOGI MIRIM

Rômulo Alcoforado

É difícil combater a acomodação quando a tabela mostra que o próximo jogo é dentro de casa , contra o vice-lanterna. A torcida dá a vitória como favas contadas – e os jogadores, até inconscientemente, passam a aceitar essa ideia. Talvez isso explique a atuação apenas mediana do Santa Cruz, ontem, no Arruda, diante do Mogi Mirim, penúltimo colocado da Série B. Mas, embora não tenha brilhado, o time fez o suficiente para conquistar uma vitória magra, 2 x 1, somar três pontos importantes e continuar em ascensão na Segundona. Melhor: com gol de Grafite e Anderson Aquino. Agora, a uma rodada do fim do primeiro turno, o Tricolor está na sétima posição, com 28 pontos. A apenas três pontos do G4.
O time de Marcelo Martelotte começou o jogo sonolento. Parecia imaginar que venceria quando quisesse. O futebol tratou de mostrar que não seria assim: logo aos 13 minutos, Geovane aproveitou rebote de Tiago Cardoso e bobeira da defesa para abir o placar: 1 x 0 para o Mogi, Arruda mudo.
Não demorou muito, contudo, para que a Cobra Coral reagisse. Da forma que o torcedor mais gosta: com Grafite. O Camisa 23, mais uma vez de cabeça, marcou o primeiro gol do Santa no jogo, o segundo dele em dois jogos na Série B. Eram 19 minutos de jogo.
Aceso pelo gol, o Tricolor continuou em cima. Aos 27, Danny Morais tentou de cabeça. Não marcou. No minuto seguinte, Lelê fez jogada estranha, perdeu a bola, mas foi valente, recuperou a posse e, dentro da área, foi derrubado. Pênalti que Anderson Aquino converteu. Além de colocar o Santa na frente, o atacante voltou a se isolar na artilharia da competição, agora com 10 gols.
Aos 34, Grafite teve a chance de marcar após receber ótimo passe de Lelê. O veterano, porém,se complicou com a bola e desperdiçou chance cristalina. O primeiro tempo acabou com o Tricolor na frente: 2 x 1.
Na volta para a segunda etapa, não houve mudanças de jogadores. Mas de atitude. O Sapão melhorou. A Cobra Coral se retraiu em seu próprio campo. Muito por conta da fraca atuação de seus meias: João Paulo, Lelê e Aquino, apesar do gol, não foram bem. Nem na marcação, nem no apoio. Lúcio, mais uma vez, não agradou. O resultado é que o adversário passou a assustar.
Foram duas chances consecutivas para a equipe do interior paulista. Uma com o atacante Serginho, outra com o lateral Luan. A primeira vai para fora, a segunda para em Tiago Cardoso.
Entendendo que o Santa precisava melhorar, Martelotte mexeu. Tirou Lúcio e colocou Marlon para estancar o sangramento do lado esquerdo. Substituiu Aquino por Luisinho para ter mais força no contra-golpe. Funcionou só parcialmente: a Cobra Coral não melhorou muito na defesa, mas passou a oferecer perigo nas estocadas.
Apesar disso, o segundo tempo passou em campo. Prevaleceu o resultado da primeira etapa. E a vitória, dura, desnecessariamente suada, foi do Santa Cruz.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vitor (Moradei), Neris, Danny Morais e Lúcio (Marlon); Wellington Cezar, Bileu, Lelê, João Paulo e Anderson Aquino (Luisinho); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

MOGI MIRIM: Mauro; Edson Ratinho, Fábio Sanches, Paulão e Luan (Michel); Magal, Franco e Leo Bartholo (Gustavo); Geovane (Junior Juazeiro), Serginho e Rivaldinho. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Andrey da Silva (PA). Assistentes: Eronildo Freitas da Silva e Hélcio Araújo Neves (ambos do PA). Gols: Grafite (aos 19 do 1T) e Anderson Aquino (aos 29 do 1T) para o Santa; Geovane (aos 13 do 1T) para o Mogi Mirim. Cartões amarelos: Mauro, Leo Bartholo, Paulão e Geovane (Mogi) Grafite (Santa Cruz).

Fonte: Foha de PE, Blog de Primeira, Recife, 11/8/2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ainda fora de forma


AINDA FORA DE FORMA

Alexandre Barbosa

Grafite passou 71 minutos em campo na sua estreia pelo Santa Cruz, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Foi substituído no segundo tempo, já sem condições físicas de permanecer em campo. A volta aos gramados foi dura. O próprio jogador admitiu que, após o gol, sentiu as "pernas pesarem". A situação física do atacante é uma das preocupações do técnico Marcelo Martelotte. Por isso, o jogador será avaliado. O próximo jogo, contra o Mogi Mirim, no Arruda, já acontece nesta terça-feira. O intervalo é muito pequeno.
É claro que Grafite ainda está aquém da sua melhor forma física. Fazer uma previsão de quando o atacante poderá atuar os 90 minutos - contra o Botafogo ele foi substituído aos 26 minutos do segundo tempo - é algo com que Martelotte pouco se preocupa. Na verdade, ele atenta para a recuperação do jogador. "Mais importante do que pensar em jogar 90 minutos é ver a recuperação dele após os jogos. Nós vamos avaliar bem a recuperação, para ver quais são as condições de jogar. E não me preocupa o fato de ainda não poder jogar 90 minutos", analisou.
Grafite também é cauteloso ao falar sobre os próximos jogos. Mas garantiu que, apesar do cansaço normal, terminou a partida com o Botafogo se sentindo bem e até melhor do que imaginava. A diferença no estilo do futebol brasileiro foi algo ressaltado pelo atacante. "Estou me sentindo bem. Não estou tão cansado como esperava estar. Senti um pouco o ritmo. Aqui no Brasil é rápido, não estava acostumado mais com esse ritmo. Depois do gol, a perna estava meio pesada, a cabeça pensava em fazer uma coisa e a perna não correspondia", comentou.
O elenco do Santa Cruz se reapresentou neste domingo de manhã, no Arruda. A possibilidade de Grafite enfrentar o Mogi Mirim na terça-feira será avaliada, diante das condições físicas do atacante.

Fonte: Diario de PE, Recife, 09/8/2015