domingo, 7 de fevereiro de 2016

Raniel: "Vou me firmar este ano!"


RANIEL: "VOU ME FIRMAR ESTE ANO!"

Pedro Galindo

"Tive problemas, mas já é passado". Com o semblante sereno de quem tenta mostrar que está em pleno processo de amadurecimento, Raniel mira o futuro com a certeza de que as dificuldades extra-campo ficaram para trás. Principal joia do elenco do Santa Cruz, o jovem de 19 anos fez, contra o Salgueiro, uma partida daquelas que dá razão a todos aqueles que creem no seu potencial. Com arrancadas letais e dribles humilhantes sobre os adversários, ele se credenciou ainda mais a uma vaga no time titular tricolor - objetivo que, ele garante, vai alcançar nesta temporada, para apagar o 2015 que o deixou marcado como garoto problemático.
"Estava esperando essa oportunidade faz tempo. Agora, quero tocar minha vida para frente, jogar e, se Deus quiser, vou me firmar este ano", disse o meia, em coletiva após o empate contra o Carcará. Pouco depois, foi o técnico Marcelo Martelotte que veio elogiar a atuação de seu pupilo. "Ele jogou muito bem hoje, gostei da atuação dele - dentro da característica dele, o que é mais importante. É um jogador jovem e tem muito a evoluir", afirmou o comandante, antes de enfatizar. "Muito. Hoje, por exemplo, fez um grande jogo, partindo para cima, decidindo as jogadas, usando sua característica de arrancada", avaliou.
Mas definir a real posição de Raniel não é tão fácil quanto parece. Foi o que revelou o próprio treinador coral, que disse enxergar o jogador mais como um atacante. "Ele ainda tem uma dificuldade no passe. A gente vê a diferença, por exemplo, do passe de Wallyson, que é um jogador que tem mais essa qualidade do que ele. É aquela bola que sai um pouco mais forte, porque a característica dele é mais a jogada individual do que passar a bola. Até entendo, é jovem ainda, existe toda uma evolução pela frente mas, nesse momento, ele é mais atacante do que meia", cravou.
Martelotte desenvolveu o raciocínio. "Um meia precisa saber passar a bola, colocar os companheiros na cara do gol e não é essa a característica dele", definiu. Ainda assim, ele voltou a ressaltar o bom desempenho de Raniel na partida contra o Salgueiro, apesar do resultado de empate que não deixou a torcida satisfeita. "Dentro da característica dele, ele fez uma boa partida, muito melhor do que a da segunda-feira (a derrota para o Náutico), e foi importante essa evolução dele do jogo passado para esse", encerrou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 05/02/2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Dos frevos de Capiba ao manguebeat de Chico Science


DOS FREVOS DE CAPIBA AO MANGUE BEAT DE CHICO SCIENCE

Cassio Zirpoli

Os blocos Cobra Fumando, no Arruda, e Minha Cobra, em Olinda, arrastam milhares de tricolores, com características únicas no frevo. Em um século de história, o Santinha teve dois dos maiores compositores do envolvente ritmo pernambucano. Nelson Ferreira (1902-1976) e Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (1904-1997). O primeiro foi um gênio nos frevos-de-rua, extraindo a animação dos metai, mas sem perder a linha como autor. Em 1957, homenageou o primeiro supercampeonato, com um frevo-canção, gravado posteriormente pelo alvirrubro Claudionor Germano. “Vamos cantar com toda emoção / Um, dois, três, quatro, cinco, seis / Saudando a faixa de supercampeão / A que fez jus / O mais querido Santa Cruz / Foram três as vitórias colossais”.
Capiba, com 200 músicas no repertório, dos mais variados temas, não deixou por menos. Conselheiro coral, compôs em 1948 a marcha “O Mais Querido”. Como o clube não levantou a taça, guardou a letra. Hoje decorada em cada canto do Mundão, a canção só foi lançada em 1957. “Santa Cruz, Santa Cruz , junta mais essa vitória…”. O compositor só mexeu no último verso, adicionando o “super”. Irmão de Capiba, Marambá criou “Cobral Coral” em 1959, na voz de Rubens Cristino. “Quando aparece num gramado / O Santa Cruz dando xaxado / O adversário vai cair / Disso não pode fugir / Deixa a fumaça subir”.
Muito antes, Sebastião Rosendo compôs o mais famoso frevo-canção do clube, “Santa Cruz de Corpo e Alma” de 1942, atendendo um pedido de Aristófanes de Andrade, renomado tricolor. Ainda que não tenha uma letra específica para o clube, o carnaval foi revigorado mais recentemente com as inúmeras músicas do tricolor Chico Science, através do manguebeat, uma soma de ritmos com total imersão no carnaval. Não por acaso, Chico, que faria 50 anos em 2016, foi o homenageado no bloco a Minha Cobra, juntando todos os sons.
De corpo e alma ao papa-taças, as canções que apaixonam nas orquestras.

Os blocos

Cobra Fumando (Recife, Arruda/desde 1992, com desfile na segunda-feira)
Triloucura (Bezerros/2004, segunda-feira)
Minha Cobra (Olinda, Sítio Histórico/2006, segunda-feira)
A Cobra Vai Subir (Afogados da Ingazeira/2008, terça-feira)
Paixão Coral (Pesqueira/2009, segunda-feira)
Minha Cobra nas Virgens (Surubum/2009, domingo pós-carnaval)
Naza Coral (Nazaré da Mata/2011, domingo)
Tricolor na Folia (Timbaúba, segunda-feira)
Veneno Coral (Bom Jardim, domingo)
Furacão Coral (Ribeirão, domingo)
Santamares (Palmares)

As músicas


Santa Cruz de Corpo e Alma (Sebastião Rosendo, 1942)

Eu sou Santa Cruz
De corpo e alma
E serei sempre de coração
Pois a cobrinha quando entra no gramado
Eu fico todo arrepiado e torço com satisfação (2x)
Sai,sai Timbu
Deixa de prosa,
O seu Leão
Periquito cuidado com lotação
Que matou pássaro preto
Tricolor é tradição

O mais querido (Capiba, 1957)

Santa Cruz, Santa Cruz
Junta mais essa vitória
Santa Cruz, Santa Cruz
Ao te passado de glória
És o querido do povo
O terror do Nordeste
No gramado
Tuas vitórias de hoje
Nos lembram vitórias
Do passado
Clube querido da multidão
Tu és o supercampeão.

Papa-Taças (João Valença e Raul Valença (década 1970)

Quem é que quando joga
A poeira se levanta
É o Santa, é o Santa
Escreve pelo chão
Faz miséria e não se dobra
É a cobra, é a cobra
É sem favor o maioral
O tricolor, a cobrinha coral
O mais querido timão das massas
Por apelido o papa-taças

Se tu és tricolor (Capiba, 1990)
Se tu és tricolor
Que Deus te abençoe
Se não és tricolor
Que Deus te perdoe
O Santa tem a fibra
Dos Guararapes
Por tradição
É o mais querido
E sempre será
O clube da multidão

Santa Cruz de Corpo e Alma (1942, Sebastião Rosendo)
Vulcão Tricolor (2007, Maestro Forró). O último dos frevos-de-rua dos clubes.

Fonte: Diario de PE, Recife, 05/02/2016

Carnaval coral


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Martelotte lamenta resultado


Fotografia de Flávio Japa

MARTELOTTE LAMENTA RESULTADO

William Tavares

Empatar em casa após vir de uma derrota em um clássico está longe de ser um resultado a ser comemorado. Por isso que o técnico Marcelo Martelotte não escondeu sua lamentação ao desperdiçar uma boa oportunidade de conquistar uma vitória, a primeira do Santa, no Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano 2016. O time bem que tentou, mas não saiu do 1×1 com o Salgueiro. Sobrou ao treinador, porém, elogiar a postura do time, algo que ele considerou bem melhor se comparado a que os atletas tiveram contra o Náutico, na estreia da competição.
“O resultado foi ruim, principalmente pelas expectativas que são criadas. Se espera que o Santa Cruz, em casa, vença. Mas a postura já foi diferente do jogo contra o Náutico, postura de time que briga e não desiste. Foi isso que nos levou às conquistas do ano passado”, revelou o treinador.
Para Martelotte, os erros do primeiro tempo acabaram impedindo que o Tricolor tivesse condições de sair do Arruda com um resultado positivo.
“Erramos muito no primeiro tempo, talvez pela ansiedade de reverter o resultado do jogo. No segundo tempo, jogamos melhor, com a bola rodando de um lado para outro no campo. Criamos mais chances e fizemos um gol, mas entendo que poderíamos ter feito mais”, finalizou.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 04/02/2016

Santa Cruz 1 x 1 Salgueiro


Fotografia de Anderson Stevens

SANTA CRUZ 1 x 1 SALGUEIRO

William Tavares

Até metade do segundo tempo, o Santa Cruz esteve próximo de repetir o início apático do ano passado no Campeonato Pernambucano. Uma segunda derrota, desta vez no Arruda, colocaria ainda mais pressão no técnico Marcelo Martelotte. Mas tudo isso ficou na suposição. Com um gol de Grafite, o Tricolor não saiu derrotado em casa. Mas o empate em 1×1 com o Salgueiro, pela segunda rodada do Hexagonal do Título, mostrou que ainda há muito a se melhorar no time.
O torcedor ainda se ajeitava nas arquibancadas do Arruda quando o Salgueiro, em seu primeiro ataque, abriu o placar. Aos dois minutos, a zaga do Santa Cruz cortou mal um escanteio. Cássio Ortega dominou e chutou rasteiro para fazer 1×0 para o Carcará.
O lado direito da defesa do Santa era uma avenida. Por duas vezes o Salgueiro passou como quis por trás de Vítor. Jefferson Berger e Piauí, respectivamente, desperdiçaram oportunidades frente a frente com Tiago Cardoso.
O Santa Cruz apresentou os mesmos erros do jogo passado, contra o Náutico. Daniel Costa era a figura mais apagada em campo. Apesar de displicente em alguns lances, Raniel era o mais criativo no meio campo. Entre vaias e aplausos, os jogadores do Santa deixaram o gramado na primeira etapa.
O Tricolor voltou do intervalo com duas modificações: saíram Daniel Costa e Lelê para as entradas de Dedé e Wallyson. E no primeiro minuto em campo, o atacante perdeu um gol feito, embaixo das traves.
A mudança do 4-3-2-1 para o tradicional 4-4-2 trouxe organização ao Santa, liberando João Paulo para armar ao lado de Raniel. Aos 24, Wellington Cézar deu um passe primoroso para Grafite, que tocou por cima do goleiro para empatar o jogo. O Tricolor ainda pressionou até os últimos minutos, mas não conseguiu vencer a primeira no Estadual.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Alemão e Allan Vieira; Wellington Cézar, João Paulo, Daniel Costa (Dedé), Lelê (Wallyson) e Raniel (Arthur); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

SALGUEIRO: Mondragón; Marcos Tamandaré, Maurício (Luiz Eduardo), Rogério Paraíba e Daniel; Rodolfo Potiguar (Nilson), Moreilândia, Jaildo (Anderson Lessa), Cássio Ortega; Jefferson Berger e Piauí. Técnico: Sérgio China.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Luiz Cláudio Sobral. Assistentes: Ricardo Bezerra Chianca e Charles Rosas Pires. Gols: Cássio Ortega (2 do 1ºT) e Grafite (aos 23 do 2ºT). Cartões amarelos: Lelê (Santa); Maurício, Rogério, Jefferson e Nilson (Salgueiro). Público: 6.909 torcedores. Renda: R$ 67.560,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 04/02/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Náutico 2 x 0 Santa Cruz


NÁUTICO 2 X 0 SANTA CRUZ

Emanuel Leite Jr.

Os grandes jogos costumam ser decididos nos erros. Vence aquele time que comete menos equívocos. Chega ao triunfo a equipe mais eficiente. Foi assim no Clássico das Emoções desta segunda-feira à noite. Após um primeiro tempo equilibrado, em que as duas equipes denotavam a falta de padrão de jogo típica de início de temporada, a partida ganhou contornos completamente distintos na etapa final. Um erro do Santa Cruz permitiu ao Náutico se colocar à frente do marcador aos dois minutos. Em vantagem, o Timbu esperou os tricolores para, como uma cobra, dar o bote. E foi em outro equívoco coral que Bérgson encontrou o 2 a 0 que deu ao Náutico a vitória no clássico.
Um lance logo ao primeiro minuto, que poderia parecer fortuito, seria uma antevisão do que se veria ao longo da etapa inicial. A entrada dura de Lelê em Roni, seguido por um desentendimento entre eles, seria a tônica do primeiro tempo. Um confronto que, na falta de condicionamento e ritmo de jogo de ambas as equipes, sobrou a vontade e a raça, que muitas vezes descambava para o excesso. Que se refletiu no número elevado de faltas e, principalmente, de cartões amarelos: seis no total.
Distintas eram as estratégias de Náutico e Santa Cruz. Os alvirrubros priorizavam a posse de bola e tentavam progredir em campo, na base do jogo construído desde a sua defesa - Rodolpho, por exemplo, batia os tiros de meta sempre para um dos zagueiros. Enquanto os tricolores apostavam nos contra-ataques, aproveitando os espaços deixados pela falta de dinâmica na recomposição defensiva timbu, que muitas vezes tinha Elicarlos sozinho no primeiro combate de proteção à defesa.
Foi assim que o Santa Cruz, apesar de ter menos a posse da bola na etapa inicial, conseguiu chutar mais vezes ao gol alvirrubro. Porém, sem profundidade e amplitude, o tricolor apostava em chutes de fora da área, como os de Daniel Costa e Raniel.
Já o Náutico, contava com Rodrigo Souza como volante construtor para sair pelo meio e municiar os pontas, especialmente Roni, que deixava Tiago Costa em desespero sempre que ia no um para um. A melhor chance alvirrubra, não por acaso, saiu de um cruzamento da direita - de Rodrigo Souza - para Bérgson que, sozinho, cabeceou mal e praticamente recuou para Tiago Cadordo. Ao intervalo, o zero no placar fazia justiça ao que foi o primeiro tempo.

Segundo tempo
O jogo mal foi retomado e o Santa Cruz deu um presente ao Náutico. Falta mal batida no ataque deu um contra-ataque ao incisivo e veloz Roni. O atacante colocou a bola na frente e só foi parado na falta, já dentro da área: pênalti. Ronaldo Alves bateu e abriu o placar.
O gol madrugador alvirrubro provocou uma inversão de papéis. Se no primeiro tempo o Santa Cruz buscava explorar os contra-ataques, com o tricolor atrás no marcador e se lançando para a frente, era o Náutico que passava a se posicionar atrás para dar o bote e aproveitar a velocidade de Roni e Bérgson.
E foi na base das transições ofensivas rápidas, com passes verticais em profundidade, que o Náutico consolidou o seu triunfo. Bérgson, depois de desperdiçar duas grandes oportunidades de frente para Thiago Cardoso, não viria a falhar à terceira tentativa. Após erro de João Paulo no meio de campo, Thiago Santana lançou Bérgson, que teve toda a paciência para ampliar o marcador para o Timbu e dar números finais ao clássico.
FICHA DO JOGO

NÁUTICO: Rodolpho; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gastón; Elicarlos (Fernando Pires) e Rodrigo Souza; Roni, Caíque (Eduardinho) e Bérgson; Daniel Morais (Thiago Santana). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

SANTA CRUZTiago Cardoso; Vitor, Alemão, Danny Morais e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Paulo e Daniel Costa (Renatinho); Lelê (Pedrinho Botelho) e Raniel (Bruno Moraes); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE). Árbitro: Emerson Sobral (PE). Assistentes: Fernanda Colombo (PE) e Albert Júnior (PE). Gols: Ronaldo Alves e Bérgson. Cartões amarelos: Rodrigo Souza, Bérgson e Elicarlos (Náutico); Lelê, Tiago Costa, Alemão, Danny Morais, João Paulo e Wellington Cézar (Santa Cruz). Público: 9.296. Renda: R$ 248.610,00.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 01/02/2016

sábado, 30 de janeiro de 2016

Santa Cruz 3 x 1 Botafogo-PB


SANTA CRUZ 3 x 1 BOTAFOGO-PB

O Santa Cruz não precisou de muito esforço para sair com mais uma vitória no último teste antes do início do Hexagonal do Campeonato Pernambucano 2016. O Tricolor venceu o Botafogo/PB, no Arruda, por 3×1, gols de Grafite, Neris e Allan. Muller descontou para os paraibanos. A equipe volta a campo agora no dia 1º de fevereiro, contra o Náutico, na Arena Pernambuco, pela estreia da segunda fase do Estadual.
Por conta de uma queda de energia no Arruda, a partida começou com 20 minutos de atraso. Poupando quatro jogadores do time considerado titular (Alemão, Wellington, Daniel Costa e Raniel), o técnico Marcelo Martelotte montou o Santa com um esquema bastante ofensivo. Nada menos do que quatro jogadores de ataque foram escalados: Keno, Lelê, Arthur e Grafite. Aproveitando a aparente desorganização do Botafogo/PB, o Tricolor não demorou a abrir o placar. Aos seis minutos, Grafite deu um belo giro de corpo e tocou com tranqüilidade no canto do goleiro Michel, fazendo 1×0 para o Santa.
Atuando no 4-2-4, o Santa tentou de início furar o bloqueio do Botafogo pelo meio. Ao descentralizar as jogadas e procurar Lelê e Keno pelas pontas, o Tricolor se encontrou na partida e ampliou o placar. João Paulo cobrou falta e Neris desviou de cabeça para encobrir o goleiro. A partir do segundo tento, os mandantes passaram a ter o controle completo da partida. Antes do final do primeiro tempo, Allan Vieira soltou a bomba na cobrança de falta e marcou o terceiro gol do amistoso.
Na volta do intervalo, várias mudanças dos dois lados. O Belo trocou todo o time, enquanto o Santa fez cinco alterações: saíram Tiago Cardoso, Vítor, Allan Vieira, Lelê e Grafite para as entradas de Edson, Lucas Ramon, Tiago Costa, Pedrinho e Wallyson. Em seguida, o técnico Marcelo Martelotte sacou Danny, João Paulo e Keno para colocar Everton Sena, Marcílio e Renatinho, respectivamente.
Aos 19, o Botafogo fez o seu gol de honra, com Muller. Sem o mesmo ímpeto do final do primeiro tempo, o Santa cadenciou mais o jogo e terminou seu período de testes com mais uma vitória.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso (Edson); Vitor (Lucas Ramon), Neris, Danny Morais (Everton Sena) e Allan Vieira (Tiago Costa); Lucas Gomes, João Paulo (Marcílio), Lelê (Pedrinho), Keno (Renatinho) e Arthur; Grafite (Wallyson). Técnico: Marcelo Martelotte.

BOTAFOGO-PB: Michel Alves (Edson); Angelo (Robert) (Luquinha), Plínio (Magno Alves), Marcelo Xavier (Nildo) e Zeca (Jeferson Recife); Gedeil (Tiago Costa), Djavan (Muller), Marcos Antônio (Gustavo) e Aílton (Léo Henrique) ; Daniel Cruz (Janeldo) e Jó Boy (Warley).Técnico: Itamar Shuller.

Local: Arruda (Recife/PE). Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE). Assistentes: Cleberson Nascimento (PE) e José Daniel (PE). Gols: Grafite (6 do 1ºT), Neris (25 do 1ºT), Allan (37 do 1ºT) e Muller (aos 19 do 2ºT). Cartões amarelos: Marcelo Xavier (B); Tiago Costa (S). Renda: R$ 35.130,00. Público: 4.268 torcedores.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 27/01/2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Santa Cruz x Botafogo-PB


Galeria de imagens


O Santinha no ataque


O pequeno torcedor


A torcida mais apaixonada do Brasil


Grafite empata a jogo, de pênalti


Grafite pai e Grafite filho


Cabelo de Fogo


Grafite dando entrevista




Nunes, o Cabelo de Fogo

SANTA CRUZ 3 x 1 FLAMENGO-RJ
Recife, 24/01/2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

domingo, 24 de janeiro de 2016

Galeria de Imagens

 

Tiago Cardoso no aquecimento


Eddy Carlos e Canibal cantando o Hino de Pernambuco


O "mundão" do Arruda


O ídolo retratado na camisa


A Taça Chico Science


O Flamengo entrando em campo


O Santa Cruz entra em campo


As equipes se aprontando para o jogo


Grafite, Nunes e o pontapé inicial do jogo


O Flamengo no ataque

SANTA CRUZ 3 x 1 FLAMENGO-RJ
Amistoso
Recife, 24/01/2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

Santa Cruz 3 x 1 Flamengo-RJ


Fotografia de Antônio Melcop

SANTA CRUZ 3 x 1 FLAMENGO-RJ

Clauber Santana

O Santa Cruz começou 2016 assim como terminou 2015: com vitória. Mesmo debaixo de um sol forte, em amistoso realizado no final da manhã deste domingo (24), o Tricolor venceu o Flamengo por 3×1 de virada, no Arruda, e conquistou a segunda edição da Taça Chico Science. O time carioca saiu na frente com Willian Arão. Grafite, de pênalti, empatou ainda na etapa inicial. João Paulo marcou o segundo tento e Arthur garantiu o triunfo nos minutos finais. A Cobra Coral terá mais um confronto antes da estreia no Campeonato Pernambucano. Na próxima quarta-feira, o adversário será o Botafogo/PB, em casa, às 20h30
O forte calor de 31º na capital pernambucana não atrapalhou os jogadores, pelo menos não no primeiro tempo, que teve uma intensidade até certo ponto surpreendente. Após dez minutos de ritmo lento, o Flamengo se soltou em campo e pressionou o Santa Cruz. Trocando passes desde a defesa, a equipe carioca chegou com perigo duas vezes. Na primeira, Alemão quase marcou contra. Em seguida, Tiago Cardoso salvou num forte arremate de Gabriel. Na oportunidade seguinte, o Rubro-negro não desperdiçou. Willian Arão recebeu de Guerrero e chutou, Tiago Cardoso tocou na bola e no rebote o próprio volante mandou para o fundo das redes.
O Tricolor teve muitas dificuldades, principalmente no meio-campo. Quando João Paulo começou a aparecer na partida, a equipe coral cresceu. O camisa 10 perdeu uma das melhores chances da etapa inicial ao mandar a bola em cima do goleiro Alex Muralha. Aos 44, coube a Grafite deixar o placar igual. O atacante sofreu um pênalti e foi para a cobrança. E, como manda o figurino, mandou no canto direito do arqueiro rubro-negro, que caiu para o outro lado e não teve a mínima chance de defesa.
Por se tratar de um amistoso de preparação para a temporada, os técnicos Marcelo Martelotte e Muricy Ramalho voltaram para o segundo tempo com várias substituições. O comandante coral realizou seis mudanças e manteve apenas Tiago Cardoso, a dupla de defesa, Wellington Cézar e João Paulo. Enquanto o flamenguista tirou todos os atletas de linha. Com novas escalações, o Santa Cruz recomeçou melhor e logo marcou o tento da virada. Aos sete minutos, Keno chutou na trave e no rebote João Paulo completou para o gol.
As entradas de Edson Kolln, Néris, Everton Sena, Dedé e Lucas Gomes completaram as alterações do Tricolor. Thiago Santos ainda substituiu Jajá na equipe carioca. Sendo assim, como era esperado, qualidade da partida caiu devido aos vários reservas em campo. O Flamengo teve mais posse de bola, buscou espaços no ataque na tentativa do empate, mas não conseguiu. Já nos acréscimos, o Santa Cruz anotou o terceiro gol com Arthur e fechou o placar.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso (Edson Kolln); Vitor (Lucas Ramon), Alemão (Néris), Danny Morais (Everton Sena) e Allan Vieira (Tiago Costa); Wellington Cézar (Dedé, Daniel Costa (Renatinho), João Paulo (Lucas Gomes), Lelê (Wallyson) e Raniel (Keno); Grafite (Arthur). Técnico: Marcelo Martelotte.

FLAMENGO: Alex Muralha; Rodinei (Pará), Wallace (César Martins), Juan (Antônio Carlos) e Jorge (Chiquinho); Márcio Araújo (Jonas), Willian Arão (Jajá) (Thiago Santos), Everton (Canteros) e Gabriel (Allan Patrick); Emerson Sheik (Mancuello) e Guerrero (Douglas Baggio). Técnico: Muricy Ramalho.

Local: Arruda. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Charles Rosas e Aldir Pereira. Gols: Willian Arão (22 do 1ºT), Grafite (44 do 1ºT), João Paulo (7 do 2ºT) e Arthur (46 do 2ºT). Cartões amarelos: Danny Morais e Lelê (Santa Cruz); Emerson Sheik e Canteros (Flamengo). Público: 15.858.  Renda: R$ 264.570,00.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de PE, Recife, 27/01/2016

Galeria de Imagens




Alemão pede atenção contra o Flamengo


ALEMÃO PEDE ATENÇÃO CONTRA O FLAMENGO

Yuri de Lira

Paolo Guerrero e Emerson Sheik. Este será o provável ataque do Flamengo que vai enfrentar o Santa Cruz neste domingo, em amistoso válido pelo Troféu Chico Science. O status deles faz Alemão cobrar atenção do time coral com a dupla. Após empates nos jogos que fez na carreira contra os atacantes, o defensor tricolor almeja agora um “desempate” no confronto do Arruda.
Alemão enfrentou os dois jogadores na Série A do Brasileiro de 2014, à época quando defendia o Vitoria. “Joguei contra o Sheik, que estava no Botafogo, e empatamos em 1 a 1, no Rio de Janeiro. Joguei também contra o Guerrero quando ele estava no Corinthians e a gente conseguiu empatar em 0 a 0 (na Bahia). Ou seja, não perdi. A gente espera agora superar os dois, juntos”, falou o zagueiro do Santa Cruz.
Apesar da vontade de vencê-los, Alemão não deixa de rasgar elogios aos dois rivais. “São dois grandes jogadores. A gente tem que ter atenção ao máximo para não dar espaço porque eles têm qualidade e sabem fazer gols”, declarou.

Fonte: Diario de PE, Recife, 22/01/2016

Nunes revela o seu amor pelo Santa Cruz


NUNES REVELA O SEU AMOR PELO SANTA CRUZ

Um dos maiores ídolos da história do Santa Cruz, o atacante Nunes está em Recife para acompanhar a partida do próximo domingo, diante do Flamengo. Desde que chegou em Pernambuco, o ex-atleta está revivenciando e relembrando a grande relação que construiu com o Mais Querido. Em um almoço junto aos gestores corais e aos jornalistas presentes, o "Cabelo de Fogo" destacou o tamanho do seu sentimento pelo Tricolor.
"Estou muito feliz de retornar ao Recife e rever minha nação coral, a torcida do Santa Cruz, de poder encontrar com o seu presidente pessoalmente. Tudo que fiz pelo Santa Cruz foi com carinho, respeito, amor. Por isso consegui todos os meus sonhos, meus objetivos. Não esqueço o Santa Cruz. Mesmo jogando por outro clube e conquistando títulos importantes, o Santa Cruz está dentro do meu coração. Junto com o Flamengo, são os dois clubes que tenho o maior respeito, o maior carinho e que realmente amo", destacou.
O atacante marcou época no Santa Cruz, entre os anos de 1975 e 1979. Atuando com a camisa coral, Nunes conquistou título em âmbito estadual e alcançou marcas expressivas, de amplitude nacional. Ele foi um dos destaques da histórica campanha no Brasileirão de 75.
"Estou com alguns cabelos grisalhos, mas com a mesma vontade. Se me colocarem para jogar, vou dar conta do recado. Estou feliz de estar aqui em Recife e poder rever os amigos", brincou o ex-atleta.
Nunes irá assistir a partida entre Santa Cruz e Flamengo, às 11h do próximo domingo, no Estádio do Arruda. Antes disto, o ídolo coral participará de uma sessão de autógrafos na nova Santa Cruz Store, na sede social do clube, neste sábado, de 10h até 12h.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 22/01/2016