domingo, 1 de maio de 2016

Do passado para o presente


DO PASSADO PARA O PRESENTE

Caio Wallerstein e Yuri de Lira
Passado, presente e futuro do Santa Cruz vão estar entrelaçados na final da Copa do Nordeste. Local da decisão deste domingo contra o Campinense, marcada para as 16h, o Amigão foi o palco do início do ressurgimento do time no cenário nacional, em 2011. Diante do Treze, o Tricolor arrancara um empate em 3 a 3 após começar perdendo por 2 a 0. Improvável reação que permitiu que um empate sem gols no duelo de volta, no Arruda, tirasse o clube do andar mais baixo do futebol brasileiro, uma Série D onde agonizou por três anos. Hoje, o contexto é outro. De retorno à Série A em 2016, a equipe coral busca agora no mesmo estádio o ponto mais alto de sua curva ascendente.
Assim como está previsto para este domingo, uma multidão coral se fez presente no Amigão em 2011. No meio de tanta gente em preto, branco e vermelho, Diogo Nascimento e Bruno Voss poderiam imaginar que, cinco anos depois, voltariam ao estádio. O que talvez não passasse pelas cabeças deles são as circunstâncias vividas pelo Santa Cruz. De uma final inédita de Nordestão. Da chance de poder levar depois a países vizinhos do Brasil as cores tricolores, já que o título regional garante participações também inéditas nas duas próximas edições da Copa Sul-Americana.
Em 2011, o sofrimento deles, dos outros presentes no estádio, além dos outros milhares de torcedores corais, era para deixar os porões lancinantes do futebol país. Naquele 9 de outubro, não havia uma cabeça na arquibancada de visitante do Amigão sob a qual não rondasse o temor de ver o time mais um ano na Quarta Divisão. Agora, o sofrimento da torcida será para a consolidação como força regional. Sofrimento porque a pequena vantagem construída no duelo em casa com o Campinense e a atuação segura do adversário levam a crer que este novo jogo em Campina Grande será novamente com contornos dramáticos.
"A gente está num panorama diferente. É um momento histórico para o clube. Um momento de conseguir vaga numa competição internacional", exalta Diogo. Do alto de seus 26 anos, tem a chance de ver in loco a maior conquista dos 102 anos do Santa Cruz. Momento para ser dividido com outros 2 mil privilegiados que garantiram ingressos antecipadamente, no Recife.
Entre eles também estará Marcos Paulo Vasconcelos. Que, se não estava na “decisão” contra o Treze, ajudou o Santa a chegar lá, quando, também na Paraíba, mas na capital João Pessoa, apoiou o time na partida contra o Alecrim-RN, pela estreia da Série D de 2011. “Esse título de domingo é para consagrar essa evolução. E se ganhar, é festa até chegarem os jogadores”, brinca. Brincadeira misturada com seriedade. Embora não se arrisque a dizer que o título da Copa do Nordeste é obrigação, guarda na memória a crença de que a Paraíba traga, novamente, bons ventos ao Santa.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 01/5/2016

As armas secretas do Santa Cruz para conquistar o Nordestão


Fotografias de Diego Toscano / JC Imagem

AS ARMAS SECRETAS DO SANTA CRUZ PARA CONQUISTAR O NORDESTÃO

Wladmir Paulino
Precisando apenas de um empate para conquistar o inédito título da Copa do Nordeste, o Santa Cruz tem duas armas no banco: Léo Moura e Bruno Moraes. Reservas, os dois jogadores foram fundamentais no primeiro jogo da final, contra o Campinense, no Arruda. Enquanto o lateral iniciou a jogada do gol da vitória, o segundo concluiu o lance, aos 47 minutos do segundo tempo. Amanhã, no estádio Amigão, se Milton Mendes precisar, os dois jogadores estarão prontos para decidir para a Cobra Coral.
Atuando mais na sua posição de origem (lateral) que na que foi contratado (meia), Léo Moura vê um jogo que será decidido nos detalhes. “A vantagem é pequena. Sabemos que no futebol, às vezes, ter apenas um gol de diferença não é nada. Temos que estar concentrados porque o Campinense é uma equipe qualificada, que joga para frente”, alertou o jogador.
Autor do gol que fez a diferença para o Santa Cruz no jogo da ida, Bruno Moraes ressaltou a força do grupo. “Foi um gol muito importante, que mostrou a força do grupo e que foi trabalhado por todos que entraram durante o jogo. Foi um gol que deixou claro que ninguém desiste em momento algum no clube. Mostra também que todo mundo tem condição de iniciar como titular ou entrar no decorrer do jogo. Time campeão tem que ser assim: preparado para tudo”, explicou.
Com 37 anos, Léo Moura chegou no Santa Cruz com prestígio. Foi recebido no aeroporto por torcedores e prometeu ajudar o clube, que vinha em má fase na temporada. É verdade que os tricolores se recuperaram no ano, chegando nas decisões da Copa do Nordeste do Campeonato Pernambucano. Mas isso não passou pelas atuações de Léo Moura.
Apresentado como novo reforço do Santa Cruz no dia 14 de março, o atleta só jogou seis partidas pelos tricolores até agora. Ao todo, foram 244 minutos com a camisa coral, média de apenas 40 por partida. Mesmo com pouco tempo em campo, o atleta não fica chateado com o banco, e se colocou à disposição do técnico.
“Lógico que todos querem estar sempre jogando, mas eu sou apenas mais um atleta do grupo e quero sempre ajudar. No momento que Milton precisou, pude colaborar, assim como os outros que entraram. O Santa Cruz só tem a ganhar com isso”, ressaltou.
Fundamental na arrancada do Santa Cruz na Série B do ano passado, com seis gols nos últimos oito jogos, Bruno Moraes busca a redenção em 2016.
Na temporada, o General atuou em 15 partidas, mas balançou as redes em apenas quatro oportunidades. Os números, porém, podem não fazer a menor falta: o segundo gol no Arruda, contra o Campinense, pode ter sido o decisivo para o inédito título regional do Santa Cruz.
“Todos jogadores sonham em fazer esse gol, mas agora isso é o de menos. Temos que ressaltar o mais importante de tudo: o título para o Santa Cruz. Estamos focados em ser campeão, e não quem vai fazer o gol”, disse.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 01/5/2016

Santa Cruz a 90 minutos de uma glória inédita


Fotografia JC Imagem

SANTA CRUZ A 90 MINUTOS DE UMA GLÓRIA INÉDITA

Wladmir Paulino

Início vacilante, críticas, troca de técnico e a arrancada final. O Santa Cruz põe todos os elementos de sua campanha na Copa do Nordeste no gramado do Amigão, a partir das 16h deste domingo (1), às 16h, quando encara a segunda partida diante do Campinense pela decisão da competição regional. O triunfo por 2×1 arrancado no apagar das luzes da última quarta-feira (27) deu ao time pernambucano a vantagem de trazer a Orelhuda para Pernambuco com empate por qualquer placar. Os paraibanos precisam levar a melhor por dois gols de diferença. Se o resultado do Arruda se repetir, a definição vai para as cobranças de pênaltis.
O Tricolor ganhou dois reforços para essa decisão, um que organiza e outro que executa. O técnico Milton Mendes não esteve no banco de reservas na quarta por ter dado uma cabeçada no auxiliar técnico do Bahia na semifinal – cumpriu suspensão. Já o meia João Paulo ficou fora porque no mesmo jogo foi expulso e logo em seguida sofreu um trauma na panturrilha direita. A presença do treinador está confirmada, mas o camisa 10 voltou a trabalhar apenas nesta quinta (28). Pode ficar como opção no banco.

TIME
O trabalho da sexta-feira (29), em Campina Grande, foi a portas fechadas. Por isso, o time é uma incógnita, embora Milton deva manter a formação básica. A grande dúvida fica mesmo para a posição de João Paulo. Apesar da vitória, Leandrinho não agradou no primeiro jogo. Se João não estiver cem por cento pode abrir espaço para Raniel, este autor do passe para Bruno Moraes marcar o gol da vitória. A surpresa seria Wallyson, que também pode atuar no setor.

EQUILÍBRIO

Num momento decisivo, o técnico tricolor vem enfatizando mais as questões emocionais do que técnicas e táticas. Para ele, o equilíbrio num momento como esse vai fazer a diferença. “Quem estiver com o emocional mais equilibrado. Quem encarar com mais tranquilidade estará mais perto de ganhar”, diz.

ADVERSÁRIO

O técnico Francisco Diá perdeu o volante Leandro Sobral, com uma lesão muscular que deve tirá-lo de combate por até 15 dias. O substituto imediato é Fernando Pires, mas o treiandor pode usar de outra alternativa para confundir o adversário. Pires foi titular no trabalho na noite de sexta no Amigão. Também existe a possibilidade de Jussimar começar como titular, já que a equipe paraibana precisa ser mais ofensiva por conta da vantagem dos corais.
A Raposa trabalhou com Glédson; Negretti, Joécio, Tiago Sala e Danilo; Fernando Pires, Magno, Felipe Ramon (ou Jussimar) e Roger Gaúcho; Raul e Rodrigão.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 01/5/2016

sábado, 30 de abril de 2016

Balanço financeiro em 2015



BALANÇO FINANCEIRO EM 2015

Cassio Zirpoli

Fazendo uma relação entre dinheiro e futebol, o Santa Cruz conseguiu um resultado excepcional em 2015. Basta observar a enxuta receita do clube, que disputou apenas duas competições, o Estadual e a Série B, obtendo êxito nas duas, com o título local e o acesso à elite nacional. A ausência das cotas do Nordestão e da Copa do Brasil foi sentida no balanço oficial, cuja receita operacional foi de R$ 15,1 milhões. Foi a segunda menor em cinco anos, o período contabilizado pelo blog. À frente apenas de 2012, quando o time ganhou o título pernambucano, mas não passou da primeira fase da terceirona. Agora, com uma média mensal de R$ 1,2 milhão, o Tricolor precisou ser socorrido até por empréstimos de pessoas física (R$ 2,1 mi) e jurídica (R$ 5,2 mi).
Pesou a bilheteria menor em relação aos dois anos anteriores – R$ 7 milhões em 26 partidas. Já a cota da televisão para o Brasileiro, após o desconto da FPF, foi de apenas R$ 2,7 milhões. Outro ponto importante no balanço publicado no Diário Oficial do Estado e no Diario de Pernambuco (abaixo) é o parcelamento da dívida junto ao Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro). Inicialmente, R$ 15,3 milhões. Um movimento necessário, até porque o clube registrou pela segunda vez seguida um déficit milionário, aumentando o passivo.
Esse cenário minguado nas finanças – resultados no campo à parte – será completamente transformado no próximo balanço, a ser divulgado em abril do próximo ano. Isso porque a cota da Rede Globo, agora pelo Brasileirão, será dez vezes maior, assim como a presença de patrocínios mais volumosos (Dry World e MRV). Fora a arrecadação no Arruda. Assim, a receita bruta, que certamente será a maior da história coral, poderá ser até triplicada.

Receita operacional
2011 – R$ 17.185.073
2012 – R$ 13.133.535
2013 – R$ 16.955.711
2014 – R$ 16.504.362
2015 – R$ 15.110.061

Passivo
2011 – R$ 69.775.333
2012 – R$ 71.536.863
2013 – R$ 71.377.478
2014 – R$ 72.727.047
2015 – R$ 77.728.805

Superávit/déficit
2011 (+1.443.869)
2012 (-692.408)
2013 (+453.996)
2014 (-1.766.461)
2015 (-3.388.522)

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 29/4/2016

Munguzá e cafezinho


MUNGUZÁ E CAFEZINHO
É assim a torcida coral...
Recife, 17 de abril de 2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

A força ofensiva do Santa Cruz na temporada


A FORÇA OFENSIVA DO SANTA CRUZ NA TEMPORADA

Diego Toscano
O resgate do poderio ofensivo tricolor. Desde a chegada de Milton Mendes, o ataque do Santa Cruz fez as pazes com as redes adversárias. Em oito jogos, foram 10 gols vindos de atacantes. Em menos de um mês, os cinco jogadores da posição já marcaram pelos tricolores.
O primeiro a marcar foi Wallyson. Nas quartas de final da Copa do Nordeste, contra o Ceará, o atacante marcou o tento da vitória dos pernambucanos, em pleno Castelão, e que sacramentou a equipe nas semifinais do Nordestão.
Uma semana depois, foi a vez de Keno voltar a brilhar. Vice-artilheiro da equipe na temporada, com sete gols, o jogador marcou o tento de empate contra o Sport, na última rodada do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano. A igualdade garantiu a equipe no mata-mata do Estadual.
Nas semifinais do Nordestão, contra o Bahia, a boa fase de Keno se juntou a de Grafite. Juntos, os dois marcaram os três gols contra o Tricolor de Aço. Na Fonte Nova, o experiente atacante fez o gol que colocou o time em uma inédita final de Copa do Nordeste.
Grafite, por sinal, foi do inferno ao céu em pouco menos de três meses. Após passar 11 partidas sem marcar, incluindo um gol contra ante o Sport, no Estadual, o goleador renasceu no mata-mata. Logo após o Clássico das Multidões, Grafite fez três gols em quatro jogos, e foi diretamente responsável pela classificação da equipe para as finais da Copa do Nordeste e do Pernambucano.
Na primeiro jogo da semifinal do Estadual, um elemento surpresa foi fundamental para o Santa Cruz eliminar o Náutico: Arthur. Apagado em 2016, o atacante fez dois gols contra os alvirrubros no Arruda.
Fechando a lista dos goleadores, o General da tropa coral. Após um final de ano avassalador, com seis gols em oito jogos na Série B, Bruno Moraes vinham em má fase em 2016, com apenas dois tentos em 13 duelos. No primeiro embate da decisão do Nordestão, contra o Campinense, o atacante fez um gol aos 47 minutos do segundo tempo, que coloca o Santa Cruz em vantagem para o jogo da volta.
“Esses números só provam que todo mundo tem condições de ser titular ou entrar no decorrer do jogo. Time campeão tem que ser assim: todos preparados para jogar a qualquer hora”, afirmou Bruno Moraes, que não tem vaidade para marcar novamente no domingo, no estádio Amigão.
“Todos sonham em fazer esse gol, mas o que importa é o título. Que Milton Mendes possa entrar e marcar. Estamos focados em ser campeão, e não em quem vai fazer o gol”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 29/4/2016

Santa Cruz: do início vacilante ao voo na reta final


Fotografia de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ: DO INÍCIO VACILANTE AO VOO NA RETA FINAL

Wladmir Paulino

O desempenho do Santa Cruz pode ser comparado com um automóvel que tem uma pequena sujeira na injeção eletrônica que impede seu motor desenvolver a velocidade plena. Mas quando consegue limpar torna-se inalcançável. De uma vaga conquistada aos trancos e barrancos e nos critérios de desempate à invencibilidade no mata-mata o time passou por todas as fases: favoritismo no início, sofrimento no meio e redenção no fim.
Os corais estavam no grupo C, que tinha como adversário mais duro, ao menos em tese, o Bahia. E isso se concretizou logo na primeira rodada. O goleiro Marcelo Lomba teve grande atuação, garantindo os três pontos depois do gol de Juninho. A primeira vitória veio longe de casa, contra o Confiança, com gols de Grafite e Alemão.
Parecia que o time iria engrenar. Só parecia. Na volta para casa, novo balde de água fria na torcida com um insosso empate por 1×1 com o frágil Juazeirense. Esse jogo indicaria uma tendência nessa primeira fase do Estadual, que encontraria eco no Pernambucano: o time se complicaria quando jogasse em casa. O jogo em sequência, contra o Juazeirense de novo, confirmou esse ‘problema’. O time foi a Senhor do Bomfim e venceu o mesmo adversário por 1×0.
A primeira vitória em casa só veio na penúltima rodada, com um 3×1 em cima do Confiança, com gols de Tiago Costa, Keno e Bruno Moraes. Mesmo assim, a torcida já chiava e não era pouco com o técnico Marcelo Martelotte. O Tricolor mantivera a base vice-campeã da Série B, mas o futebol ficou perdido em algum lugar do passado. O time não tinha força para atacar e dava muito espaço na hora de defender.
Isso chegou ao ápice na última rodada da primeira fase quando teria novamente o Bahia pela frente. Classificado antecipadamente e com cem por cento de aproveitamento, o Tricolor de Aço deu-se ao luxo de escalar um time repleto de garotos recém-promovidos das divisões de base. Os corais brigavam com outras quatro equipes para entrar nas quartas de final como um dos três melhores segundos colocados. Um time emperrado e experiente conseguiu perder para a meninada baiana. No retorno ao Recife, Martelotte foi demitido.

MATA-MATA

Milton Mendes, com bons trabalhos na Ferroviária de Araraquara e Atlético Paranaense, foi o escolhido. E ‘estreou’ com o pé direito. Na abertura das quartas de final contra o Ceará ele estava nas tribunas vendo o time jogar comandado por Adriano Teixeira. No intervalo, com a equipe no prejuízo por 1×0, foi ao vestiário, conversou com os jogadores, deu algumas orientações e a virada veio na segunda etapa com dois gols de Keno.
No jogo da volta o Tricolor sofreu um bombardeio do atual campeão. Teve direito a Danny Morais salvando em cima da linha e Tiago Cardoso defendendo um pênalti, feito que ele não alcançava desde o dia 6 de setembro de 2014. No final do jogo, Wallyson escapou num contra-ataque e fez 1×0. Começava ali a melhor campanha do mata-mata.
A semifinal era a chance de dar o troco ao Bahia. Mas as coisas começaram bem diferentes. O time visitante marcou a saída de bola e tocou a bola no campo ofensivo até marcar o gol aos 19 minutos com Hernane Brocador. Só aí o Santa saiu para o jogo, comandado pelo inspiradíssimo Keno. E foi dele o empate já no último minuto do primeiro tempo depois de passar por três marcadores. A virada coral veio aos 12, com direito a Grafite driblar Marcelo Lomba. Parecia que o filme das quartas de final iria se repetir. Mas só parecia. Aos 38 do segundo tempo, em sua segunda participação no jogo, Wellington Cézar meteu a mão na bola dentro da área. Luisinho foi para a cobrança e deixou tudo igual.
Com o 2×2 o Bahia poderia empatar por 0x0 e 1×1 para ir à final. A Fonte Nova viu o jogo mais tenso da competição com jogadores dos dois times trocando empurrões e cometendo faltas ríspidas. Nesse nervosismo, o zagueiro Róbson falhou numa saída de bola. Melhor para Grafite que avançou e fez 1×0 ainda na primeira etapa. Depois foi se segurar para grantir a final inédita.

DECISÃO

Depois de despachar o dono da melhor campanha, o Santa teria pela frente justamente o segundo melhor. E com um bônus. O Campinense se especializava em mandar pernambucanos de volta para casa. Só o Salgueiro perdeu três vezes para a Raposa. Nas semifinais, a vítima foi o Sport. E como todo mundo esperava o jogo foi duríssimo, ainda que nacionalmente haja um abismo entre os dois – o Santa está na Série A e o time paraibano na B.
O Campinense não se intimidou e jogou de igual para igual. Mesmo com essa dificuldade, Grafite estava lá para fazer a diferença ainda no primeiro tempo. O panorama seguiu igual no segundo e quase no mesmo lugar do gol tricolor, o time visitante empatou com Tiago Sala. Sem outra alternativa a não ser atacar, Milton Mendes mandou o time para cima deixando apenas um volante protegendo a defesa. E foi recompensado com um chute de primeira de Bruno Moraes aos 46 do segundo tempo. Era a vantagem que o Tricolor precisava para escrever um feliz capítulo final desta história.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 30/4/2016

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Léo Moura compara torcidas


LÉO MOURA COMPARA TORCIDAS

Reforço mais conhecido do Santa Cruz para esta temporada, Léo Moura tinha jogado apenas seis partidas pelo Metropolitano-SC no Campeonato Catarinense quando recebeu um inusitado convite. O clube pernambucano, que disputará a primeira partida da final da Copa do Nordeste contra o Campinense, no Estádio do Arruda, no Recife, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), queria trazer o experiente jogador de 37 anos.
Para que a negociação desse certo, a opinião do principal jogador da equipe desde o ano passado foi fundamental.
"Foi tudo muito rápido e fui pego de surpresa. Pediram indicação do Marcelo Martelotte [então técnico] e do Grafite, foram caras que me ajudaram muito para vir e dar uma força nas retas finais do Estadual e Copa do Nordeste. Por isso aceitei, é um clube de Série A e tem uma torcida apaixonada", contou o atleta.
Léo Moura ainda busca espaço no time titular comandado por Milton Mendes. Com quatro partidas pelo clube coral, ele quer contribuir para a conquista mais importante do primeiro semestre.
"A torcida está ansiosa porque é uma final inédita para o clube. Está muito empolgada, mas precisamos deixar isso para o torcedor. Temos que ter os pés no chão e sabemos como é difícil pegar uma equipe muito competitiva. Nós temos total condição de sermos campeões", garantiu..
Para que o objetivo vire realidade, o meia aposta na boa relação entre os atletas. "A união dos jogadores é muito boa, é difícil ver uma união desta forma em um grupo", elogiou.

Fonte: PE Futebol Clubes

Santa Cruz 2 x 1 Campinense


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

SANTA CRUZ 2 x 1 CAMPINENSE

Davi Saboya

Empurrado pela torcida coral que lotou o Arruda, o Santa Cruz venceu por 2×1 o Campinense, nesta quarta-feira (27), no estádio do Arruda, em partida válida pelo jogo de ida da final da Copa do Nordeste. A trilha sonora da vitória foi: “Acabou o caô, o general chegou”. O atacante Bruno Moraes entrou durante o segundo tempo e decidiu a partida para o Tricolor. Os outros gols foram marcados por Grafite e Tiago Sala.
Os dois times realizaram um confronto muito aberto, igual e com chances para os dois lados. A partida de volta acontece, domingo (1), no estádio Amigão, em Campina Grande-PB.

O JOGO

Quem deu o pontapé inicial da partida foi o ex-atacante do Santa Cruz, Ramon. Só que, logo aos 3, quem teve a primeira chance de perigo foi o Campinense. Pelo lado direito, Roger levantou a bola na grande e quase Rodrigão completa o lance. A bola sobro para o lateral-esquerdo Danilo que arriscou de fora da área e também não teve sucesso. Mas o tricolor não demorou para responder. Grafite arrancou pelo lado esquerdo e mandou uma bomba para por cima do gol.
Quando o cronômetro passava dois dez minutos e as duas equipes iniciavam a partida bastante disputado, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação sentiu fortes dores na panturrilha esquerda. Ele foi substituído pelo quarto árbitro pernambucano, Nielson Nogueira Dias.
Após os dez minutos, o confronto esfriou e o Campinense começou a controlar a bola. Além de ter uma maior posse de bola. Com isso, o Santa Cruz encontrou grande dificuldade para furar a defesa paraibana. Somente aos 29, o Tricolor conseguiu ameaçar o adversário, mas foi crucial. Leandrinho cobrou o escanteio e o atacante Grafite subiu mais alto que a defesa adversário para abrir o placar. Mesmo tendo sofrido o gol, o rubro-negro paraibano foi para cima. Aos 34, Felipe Ramon, cara a cara com Tiago Cardoso isolou a bola.
O gol do Santa Cruz em um lance de bola foi um verdadeiro “banho de água fria” no Campinense que com a bola no pé foi melhor que os donos da casa na primeira parte da partida. Mesmo com a vantagem no marcador, o Tricolor não conseguiu encaixar boa investidas. Apenas um chute de fora da área com Keno.
O segundo tempo também começou com o Campinense tendo uma maior posse de bola. Mas, aos 6, Leandrinho cobrou o escanteio na cabeça de Gledson, que fez uma grande defesa. E o forte do Tricolor na decisão era a bola parada. Leandrinho, novamente, só que desta vez em uma cobrança de falta, levantou a bola na área e o goleiro Gledson afaston, no rebote, Leandro Sobral cabeceou contra o próprio gol. A bola bateu na trave e por pouco a bola não entra.
Não demorou muito e o Santa Cruz teve outra oportunidade. Aos 13, a defesa do Campinense errou na saída de bola, Grafite roubou a bola, passou pelo zagueiro, e Lelê entrou na jogada e bateu colocado para boa defesa de Gledson. Não demorou muito para o Santa Cruz tomar conta da etapa final. Todos as jogadas de ataque passavam pelo pé do atacante Grafite que estava em uma noite iluminada.
Só que por coincidência do destino quando Santa Cruz estava melhor na partida o Campinense também conseguiu o empate após uma cobrança de escanteio. Aos 26, Filipe Ramom cruzou e Tiago Sala subiu para empatar o confronto. Depois do empate enquanto o Tricolor foi para cima com a entrada de Bruno Moraes na vaga de Leandrinho, o técnico do Campinense, Francisco Diá colocou o volante Fernando Pires para segurar o resultado. E a alteração que deu certo foi a coral. Aos 46, pelo lado direito, Raniel cruzou e Bruno Moraes pegou de primeira para decretar a vitória do Santa Cruz no último minuto.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Léo Moura), Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correia, Leandrinho (Bruno Moraes), Lelê (Raniel); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Adriano Teixeira (interino).

CAMPINENSE: Gledson, Negreti, Joécio, Tiago Sala, Danilo; Magno, Leandro Sobral (Chapainha), Filipe Ramon, Roger Gaúcho (Fernando Pires); Raul (Jussimar) e Rodrigão. Técnico: Francisco Diá.

Local: Arruda. Horário: 21h45. Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira e Adailton Jose de Jesus Silva (Ambos da BA). Gols: Grafite aos 29′ do 1ºT, Tiago Sala aos 26′ do 2ºT e Bruno Moraes aos 46′ do 2ºT. Cartões Amarelos: Uillian Correia (Santa Cruz). Negreti e Tiago Sala (Campinense). Público: 36.106 torcedores. Renda: R$607.450.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 28/4/2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Náutico 1 x 2 Santa Cruz



Fotografias de Bobby Fabisak / JC Imagem

NÁUTICO 1 x 2 SANTA CRUZ

Davi Saboya
O Náutico até que tentou tirar a vantagem no segundo jogo das semifinais, mas não teve jeito. O Clássico das Emoções terminou com uma vitória coral por 2×1, neste domingo (24), na Arena Pernambuco. Os gols foram marcados por Ronaldo Alves, Grafite e Lelê. Com o resultado, o Santa Cruz, que venceu o jogo de ida por 3×1, se classificou para a final do Campeonato Pernambucano pelo segundo ano seguido.
O Timbu foi para o intervalo vencendo a partida por 1×0 só que sentiu o gol tomado no início da etapa final. O Tricolor soube administrar o resultado, virar o placar e com tranquilidade garantir a vaga em busca do título Estadual. As finais acontecem nos dias 4 e 8 de maio no Arruda e Ilha do Retiro, respectivamente.

O JOGO

O Clássico das Emoções começou com muita marcação pelos dois lados. Com um minuto de jogo já teve uma falta. Só que precisando do resultado, a primeira chance foi do Náutico. Aos 6, a bola sobrou para Thiago Santana livre na pequena área, mas o atacante tentou bater de voleio e errou o chute. Pouco tempo depois, o atacante Grafite foi desarmado no meio-campo. Esquerdinha pegou a bola, tocou para Daniel Morais que invadiu a área e perdeu o tempo da bola.
O Náutico conseguiu segurar o Santa Cruz no começo da partida e não deixou o rival tricolor ter os mesmos espaços do jogo de ida. Aos 16, a melhor chance do início do jogo. Esquerdinha se livrou da marcação pelo lado direito e levantou na cabeça de Daniel Morais, que em posição irregular, mandou para fora. Não demorou muito tempo e o goleiro Tiago Cardoso levou outro susto. Thiago Santana soltou o pé de fora da área e a bola passou perto.
Só aos 23, o Santa Cruz conseguiu ameaçar a meta do goleiro Júlio César. Depois de uma boa troca de passes pelo lado esquerdo de ataque, a bola sobrou para Lelê que mandou uma bomba de longe. O Tricolor começou a se soltar e logo teve outra oportunidade. Arthur passou livre pelo lado de ataque e cruzou para Grafite. Ele tentou bater de bicicleta e quase teve sucesso. O Náutico manteve a boa postura, conseguia trocar passes no campo de ataque e criou outro lance perigoso. Ygor tocou para Esquerdinha, que protegeu e ajeitou a bola para Thiago Santana bater de primeira.
Depois de muita insistência, aos 33, o Timbu conseguiu abrir o placar com o zagueiro Ronaldo Alves. Depois do bate rebate após a cobrança do escanteio de Esquerdinha, a bola sobrou para Rodrigo Souza que pegou de bicicleta e o goleiro Tiago Cardoso fez uma bela defesa. Mas no rebote Ronaldo Alves empurrou para o fundo da rede. Apesar de ter tomado o gol, o Santa Cruz conseguiu responder rapidamente. Grafite arriscou de fora da área e acertou a trave. A equipe coral tentou empatar na etapa inicial, mas não teve sucesso.
Já o segundo tempo começou agitado. Aos 6, o time do Náutico ficou reclamando de um pênalti após a bola bater na mão do lateral-esquerdo Tiago Costa. Só que o juiz não marcou a penalidade. Leandrinho lançou para Grafite. O camisa vinte e três arrancou sozinho, driblou o goleiro Júlio César e empatou a partida. Com o gol marcado, o Tricolor se empolgou e foi para cima do Timbu. Leandrinho cobrou o escanteio na cabeça do zagueiro Danny Morais que mandou de cabeça e bola passou perto.
O Santa Cruz começou a etapa final melhor que o Náutico. No contra-ataque, a bola sobrou para Grafite, livre, bater de primeira por cima do gol alvirrubro. Depois de tomar o gol, o Timbu se desorganizou e não conseguiu mostrar o bom futebol da primeira parte do confronto. A melhor chance do Alvirrubro só veios aos 18 com o zagueiro Ronaldo Alves. Esquerdinha cobrou a falta na cabeça do zagueiro Ronaldo Alves mandar na rede pelo lado de fora.
Sobrava vontade e faltava organização ao Náutico após ter sofrido o empate. Enquanto o Santa Cruz administrava o resultado mantendo a posse de bola e buscava um espaço na defesa do Timbu. O técnico Gilmar Dal Pozzo até que tentou buscar opções para a equipe tanto que terminou com quatro atacantes em campo. Mas não teve jeito. O Timbu sentiu o gol no início da etapa final, não conseguiu pressionar o Tricolor e viu o adversário conseguir virar o confronto, aos 47, com um chute de fora da área de Lelê.

FICHA TÉCNICA

NÁUTICO: Júlio César; Joazi, Ronaldo Alves, Rafael Pereira, Gastón; Ygor, Rodrigo Souza (Rafael Coelho), Renan Oliveira (Rony), Esquerdinha (Caíque Valdívia); Thiago Santana e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Léo Moura), Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Ullian Correia, Leandrinho (Wellington Cézar), Lelê; Arthur, Keno e Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Milton Mendes.

Horário: 16h. Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Emerson Luiz Sobral. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albino de Andrade Albert Junior. Gols: Ronaldo Alves aos 33′ do 1ºT, Grafite aos 6′ do 2ºT e Lelê aos 47′ do 2ºT. Cartões Amarelos: Renan Oliveira, Henrique, Rodrigo Souza, Ygor, Thiago Santana, Rafael Coelho e Rony (Náutico). Neris, Grafite e Leandrinho (Santa Cruz). Público: 15.596 torcedores. Renda: R$ 298.940,00.
Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 24/4/2016

sábado, 23 de abril de 2016

O espírito guerreiro



No contra-ataque


Fotografia de Flávio Japa / Folha PE

NO CONTRA-ATAQUE

William Tavares

“O feitiço virou contra o feiticeiro”. Esse é o ditado que na visão de alguns jogadores do Santa Cruz poderia ilustrar a forma como a equipe conseguiu derrotar o Náutico no Arruda, na última quarta (20), pela primeira partida da semifinal do Campeonato Pernambucano 2016. Diferente dos clássicos passados, onde o Tricolor foi vítima do contra-ataque dos rivais, desta vez a Cobra Coral foi quem usou –e bem – o artifício. E vai continuar com a mesma estratégia para o jogo da volta, domingo (24), na Arena Pernambuco.
“Temos de usar o terceiro gol (no clássico) como exemplo. Se você analisar, nos outros clássicos nós tomamos gols de contra-ataque. Foi a nossa vez de fazer isso agora. Tenho certeza de que eles (Náutico) usarão contra-ataques contra nós, porque eles vão precisar ir para cima, propor o jogo”, alertou o volante Uilian Correia
O marcador acredita ainda que o Tricolor não pode alterar seu plano de jogo no confronto da volta. “Independente da postura do Náutico, a gente não pode mudar a nossa. Temos um padrão, uma identidade que criamos, marcando forte. Será um jogo na casa deles e a torcida vai comparecer como a nossa também vai. Temos uma vantagem, mas no futebol sabemos que se você brincar, a bola pune. Vamos entrar como se o jogo tivesse 0x0, com os pés no chão para não sermos surpreendidos”, pontuou.
Próximo de conseguir uma vaga na decisão do Estadual e já garantido na finalíssima da Copa do Nordeste, o jogador mostrou ambição. “Vamos buscar os dois títulos. Quando cheguei aqui falei que queria escrever meu nome na história do Santa Cruz. Cada jogador deve pensar dessa forma. Só tem espaço no futebol para vencedor. Infelizmente você só é reconhecido quando ganha”, completou.

MILTON

É um discurso padrão: todos os jogadores do Santa Cruz fazem questão de colocar na conta do técnico Milton Mendes parte importante do sucesso da equipe nesta reta decisiva do primeiro semestre. “Não somente eu, mas o grupo está evoluindo a cada treino evoluindo muito. Com a chegada do nosso treinador, jogadores que não vinham jogando agora estão. Ele é um cara que não deixa ninguém entrar na zona de conforto. É bom você ter um treinador assim porque aí você não relaxa nunca. Cada jogador é importante no Santa”, frisou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 22/4/2015

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Freando a euforia


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

FREANDO A EUFORIA

Wladmir Paulino
Enfileirando resultados expressivos no Santa Cruz, o técnico Milton Mendes dificilmente se exalta nas comemorações. Um dos seus principais jargões é que”o ruim da vitória é que não é eterna”. Segundo o treinador, o triunfo por 3×1 sobre o Náutico, nesta quarta (21), pelo jogo de ida das semifinais do Pernambucano, foi boa, mas ainda “não dá nada” aos tricolores.
“Conseguimos vencer o jogo e a equipe jogou bem. Mas, vou repetir o que digo sempre: o ruim da vitória é que não é eterna. Temos que nos recuperar porque temos um duelo muito difícil na casa do Náutico. Não teremos tranquilidade nenhuma. Vamos encarar a próxima partida de forma muito intensa. A equipe do Náutico é qualificada. Foi uma vitória boa, mas não nos dá nada”, explicou o técnico Milton Mendes.
Perguntado se o gol do Náutico tirou a “perfeição” do Santa Cruz na partida, o treinador foi sincero. “Gol faz parte do espetáculo, tanto para nós quanto para eles. Como disse, a equipe deles é qualificada, e é natural que tivessem algumas oportunidades. Foi uma noite boa, mas o perfeito não existe: temos que estar a procura da excelência”, ressaltou o comandante coral.
Além dos jogadores, outro fator positivo citado por Milton Mendes foi a torcida, que finalmente voltou a comparecer no Arruda. Nesta quarta (21), 40.140 torcedores estiveram no estádio, o recorde de público do ano em Pernambuco e o segundo maior do Brasil nos Estaduais, atrás apenas do Grenal, com mais de 44 mil pessoas.
“Temos que bater palmas também para o nosso torcedor, que fez uma festa bonita e mostrou um pouco da sua cara. Fiquei muito feliz e até me emocionei quando chamaram meu nome. Quero aproveitar essa oportunidade para mandar um beijo para cada um deles”, frisou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 20/4/2016

Santa Cruz 3 x 1 Náutico



Fotografias de André Nery / JC Imagem

SANTA CRUZ 3 x 1 NÁUTICO

Davi Saboya

Embalado pela torcida que lotou o Arruda e em uma noite de gala do atacante Arthur, o Santa Cruz venceu o Náutico por 3×1, nesta quarta-feira (20), em partida válida pelo jogo de ida das semifinais do Campeonato Pernambucano. O Tricolor conseguiu marcar os dois primeiros gols logo no início dos dois tempos e adotou uma estratégia de explorar os erros do Alvirrubro. Já o Timbu pagou caro pelos erros defensivos e apenas no final da partida conseguiar acertar as jogadas.
As duas equipes voltam a se enfrentar no domingo (24), às 16h, na Arena Pernambuco. Vale lembrar que no Estadual não tem o critério do gol fora de cara. O que vale é o saldo de gols entre os confrontos.

O JOGO

Os primeiros dez minutos do clássico foram de muita cautela por parte das duas equipes. Só que na primeira chance da partida, aos 9 minutos, o Santa Cruz foi eficiente. Keno arrancou pela esquerda, invadiu a grande área e cruzou na cabeça do atacante Arthur que escorou para o fundo da rede. Pelo fato dos rivais jogarem com esquemas táticos semelhantes, o início do jogo não teve muitos lances perigosos. Depois que marcou o gol, o Tricolor esperou o Timbu na defesa, que tocava a bola de um lado para o outro, mas não conseguia encontrar espaços.
Após muita existência, o Alvirrubro conseguiu levar perigo a meta do Santa Cruz. Aos 28, em jogada ensaiada na cobrança de falta, Renan Oliveira tocou para Rony, sozinho, pelo lado direito, que invadiu a grande área e bateu cruzado. A bola desviou na defesa coral e por pouco não enganou o goleiro Tiago Cardoso. A resposta do Tricolor não demorou muito tempo. Também um lance de bola parada, a defesa do Náutico afastou errado a bola. Danny Morais pegou a sobra e levantou na cabeça de Grafite que por pouco não ampliou o placar.
Como marcou um gol logo no início do clássico, o Santa Cruz passou o primeiro tempo tentando explorar os erros do Timbu. Já o Náutico tentou encontrar espaços na defesa tricolor. Porém, os comandados de Milton Mendes conseguiram segurar as investidas dos jogadores alvirrubros, principalmente do atacante Rony que se movimentou bastante pelos dois lados.
O segundo tempo começou semelhante ao final da etapa inicial. Com a entrada do meia Esquerdinha na vaga de Gil Mineiro, o Náutico partiu em busca do empate. Enquanto o Santa Cruz continuou explorando os erros do rival. E novamente encontrou o caminho das redes. Após cobrança de escanteio, aos 7, João Paulo levanta na cabeça de Arthur, que subiu mais alto que a defesa alvirrubra, e ampliou o placar.
Pressionado pelo torcida do Santa Cruz, o Náutico não conseguiu levar perigo aos donos da casa após o segundo gol. Só aos 17, após cobrança de falta perigosa de Esquerdinha, é que o Timbu começou a invadir a defesa adversária. Mas sem sem sucesso nas jogadas. Até que em um contra-ataque mortal, aos 23, o Tricolor aumentou ainda mais a vantagem. Da entrada da grande área, Tiago Costa bateu de chapa no canto direito do goleiro Júlio César.
A tática do Santa Cruz na partida foi clara: explorar os erros do Timbu. E assim quase ampliou a vantagem ainda mais por duas vezes. Primeiro, novamente, em um contra-ataque, Lelê saiu na cara do goleiro alvirrubro que fez uma grande defesa. Segundo, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Danny Morais que mandou de cabeça na trave. Apesar de ter tido uma noite quase toda eficiente, o Santa Cruz deu um vacilo no final da partida. Aos 42, Joazi arriscou de longe e diminuiu para o Náutico no terceiro Clássico das Emoções da temporada.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor, Neris, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correa, João Paulo, Lelê; Arthur (Bruno Moraes), Keno (Raniel) e Grafite (Wallyson). Técnico: Milton Mendes.

NÁUTICO: Júlio César; Joazi, Ronaldo Alves, Fabiano Eller, Gastón; Ygor (Eduardinho), Rodrigo Souza, Gil Mineiro (Esquerdinha), Renan Oliveira e Rony (Rafael Coelho); Thiago Santana. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Local: Arruda. Horário: 21h45. Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Ricardo Chianca e José Daniel Araújo.Gols: Arthur aos 9′ do 1ºT, aos 7′ do 2ºT e Tiago Costa aos 23′ do 2ºT (Santa Cruz). Joazi aos 42′ do 2ºT (Náutico).Cartões amarelos: Arthur, Uillian Correia (Santa Cruz). Renan Oliveira, Rodrigo Souza e Esquerdinha (Náutico).Público: 40.140. Renda: R$: 346.288,00.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 20/4/2016