domingo, 22 de maio de 2016

Fluminense 2 x 2 Santa Cruz




Fotografias de Maílson Santana / Fluminense FC

FLUMINENSE 2 x 2 SANTA CRUZ

Thiago Wagner

Se havia ainda havia algum tipo de desconfiança sobre o bom momento do Santa Cruz na temporada ela foi diminuída, ou até mesmo eliminada, após o bom futebol apresentado pelo Tricolor no empate em 2×2 com o Fluminense, neste sábado, no Rio de Janeiro, pelo Brasileirão. Organizado da defesa ao ataque, o time coral não se intimidou pelo fato de jogar fora de casa e mostrou porque está invicto há 15 jogos, agora 16. Saiu na frente e poderia até ter vencido se os cariocas não contassem com um bom leque individual. A partida só ficou manchada pelos erros da arbitragem, que não marcou impedimento em lance que originou a virada do Flu e assinalou um pênalti duvidoso para os visitantes, que empataram na cobrança. Grafite marcou os dois gols dos pernambucanos, enquanto Gustavo Scarpa e Gum fizeram os dos donos da casa.
Com a igualdade, as duas equipes chegam aos quatro pontos na classificação. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Cruzeiro, em casa, enquanto os cariocas duelam com o Palmeiras, em São Paulo.

Corais mandaram bem no conjunto
No aspecto coletivo, podemos dizer que o Santa Cruz foi melhor em campo. Com uma defesa firme durante boa parte dos 90 minutos, o Tricolor controlou os avanços adversários e sofreu poucos sustos. Já no ataque, demonstrou que é uma equipe organizada e bem treinada pelo técnico Milton Mendes. Os corais não foram agressivos no gramado, mas souberam chegar ao gol com base na posse de bola. Tanto que abriram o placar com Grafite, após boa jogada coletiva da equipe pelo lado esquerdo.
Mas Série A não é uma competição somente de bons conjuntos. O Brasileirão é duro porque há equipes com bons valores individuais. E foi nisso que o Fluminense se baseou para chegar à virada. Não envolveu o Santa, mesmo jogando em casa, mas conseguiu virar porque tem jogadores decisivos. Assim, desempatou a partida com dois lances de bola parada. No primeiro, Gustavo Scarpa fez um belo gol de falta, enquanto que no segundo, Gum aproveitou escanteio cobrado na área para desempatar.
Após ficar em desvantagem no placar, o Santa Cruz poderia se desesperar e sair derrotado do Rio de Janeiro. Só que os jogadores tricolores souberam manter a cabeça no lugar para buscar o empate. É certo que o árbitro ajudou ao marcar um pênalti que não existiu em Grafite. Mas não há como tirar o mérito de uma equipe que manteve sua organização em campo, mesmo nos momentos difíceis.


FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero e Gustavo Scarpa; Oswaldo (Marcos Júnior), Richarlison (Gérson) e Fred. Técnico: Levi Culpi.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Everaldo), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Wellington Cézar (Bruno Moraes) e Fernando Gabriel (Wallyson); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

Local: estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ. Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA). Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Sidmar dos Santos Meurer (MG). Gols: Grafite (SC) aos 7, Gustavo Scarpa (F) aos 12, Gum (F) aos 15 e Grafite aos 37 minutos do segundo tempo. Amarelos: Keno (SC), Uillian Correia (SC), Néris (SC), Tiago Costa (SC), Wellington Silva (F), Wellington Cezar (SC), Henrique (F) e Jonathan (F).

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 21/5/2016

A nossa torcida















A NOSSA TORCIDA
Santa Cruz 4 x 1 Vitória-BA
Recife, 15/5/2016
Fotografias de Clóvis Campêlo

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Copa do Brasil ou Sul-Americana?


COPA DO BRASIL OU SUL-AMERICANA?

Cassio Zirpoli
Após eliminar Rio Branco e Vitória da Conquista, o Santa Cruz enfrentará o Vasco na terceira fase da Copa do Brasil. Chegou a hora de uma importante decisão: disputar ou não a Copa Sul-Americana de 2016. Ao conquistar a Lampions, o Tricolor obteve a vaga para o torneio internacional, mas com uma bizarra condição imposta pela CBF, em vigor desde 2013. Precisa ser eliminado da copa nacional até o terceiro mata-mata. Logo, está no limite.
Na Copa do Brasil, o Santa Cruz já arrecadou R$ 1,56 milhão. Em caso de nova classificação, diante do atual campeão carioca, o time pernambucano receberia mais R$ 840 mil. Fora o contexto histórico. Nas 21 participações anteriores o melhor desempenho coral foi justamente as oitavas de final, em sete oportunidades (1990, 1991, 1994, 1997, 2004, 2005 e 2010).
Por outro lado, o ganho técnico também se faz presente na outra opção, pois a Sula representaria uma inédita participação internacional. Financeiramente, renderia ao menos US$ 150 (R$ 526 mil) na primeira fase, considerando o valor da última edição – a quantia deve subir este ano. Sobre a escolha, os dois maiores rivais já passaram por situação semelhante, com o Náutico em 2013 e o Sport de 2013 a 2016. Chegou a vez do Santa.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 18/5/2016

Bolaños quer ser campeão


Fotografia de Antônio Melcop

BOLAÑOS QUER SER CAMPEÃO

Davi Saboya

Há menos de um mês no Santa Cruz, o equatoriano Bolaños traçou um objetivo alto com a camisa coral: conquistar mais um troféu para o Tricolor. O gringo, de 31 anos, tem contrato com o time até o final desta temporada com possibilidade de renovação. Ele foi apresentado, nesta quinta-feira (19) e nas suas primeiras palavras no Arruda não poupou palavras. Falou de de título e fazer história.
“O Santa Cruz é uma equipe muito grande. Chego para somar, deixar o meu nome e o do Equador em alta por aqui. Quero conquistar um título com o clube. Temos um grupo que ganhou muitas cosias nos últimos anos. Assim como todos os meus companheiros estou para somar como todos que estão aqui. Me alegra muito estar neste grupo”, afirmou Bolaños.
O equatoriano ainda revelou que o Campeonato Brasileiro é muito respeitado no seu país. Além disso, ele ressaltou que está orgulhoso de vestir a camisa tricolor. “O futebol brasileiro é muito bem visto no Equador como um futebol bastante competitivo. Creio que vim jogar em uma das melhores ligas a nível mundial. Me sinto lisonjeado de estar vestindo a camisa do Santa Cruz. Um grupo bastante humilde e que tenho certeza que chego para somar ao elenco”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 19/6/2016

Birunga, nego bom do Arruda


BIRUNGA, NEGO-BOM DO ARRUDA

Paulo Julião


Birunga, o nego-bom do Arruda, além de ser um craque de futebol, é um rapaz educado, simples e querido por todos os demais companheiros. Nenhum atleta, no Santa Cruz, é mais bem visto pela diretoria, pela direção técnica e pela própria torcida. Para ele, nada está ruim; está de acordo com todos e não se zanga com as brincadeiras que às vezes é alvo por parte dos colegas de clube.
Fiscalizando a reforma da sua casinha, que de taipa está se transformando em alvenaria, ele confessa, simplesmente, sua maior ambição: fazer um pé-de-meia. Esse pé-de-meia talvez não demora a ser concretizado, porque o meninão que joga de beque central do tricolor do Arruda tem futebol demais para consegui-lo.
A mercê de uma melhor experiência, Birunga precisa de uma mudança de clube. O Santa Cruz, atualmente, não lhe oferece condições de maior projeção, quer em função de suas poucas disponibilidades quer por desarranjos de outras peças vizinhas, sobrecarregando-lhe as funções dentro do gramado.
Um atleta radicado no Sul do País, em férias no Recife, o julgamento imparcial da imprensa, deverão, de uma hora para outra, transportar Birunga para um lugar de destaque no futebol brasileiro, longe de qualquer favor. Minuca, do Palmeiras, recentemente nos confessava: “O neguinho vai longe. Ele tem condições se atuar nas melhores equipes do Brasil. É questão apenas de uma melhor lapidação”.
O técnico Gradim não esconde sua admiração pelo atleta, fazendo as mesmas alusões quanto às suas qualidades técnicas. Afirma o técnico tricolor que sua maneira de se conduzir, cumprindo rigorosamente as obrigações de profissional, é outro fator de importância para um futuro brilhante na carreira esportiva.
Birunga é um exemplo de jogador. Nenhum treinador terá a mínima preocupação com ele, no que se diz respeito a disciplina e ao cumprimento de suas obrigações. Acredito muito no seu futebol e vejo nele condições de atuar nas equipes do Sul. O rapaz precisa, na verdade, de mais cancha, mas isto virá, como é normal, com a continuidade.
Em fins de 68, uma greve dos jogadores do Santa Cruz tomava forma, com jogadores de braços cruzados, reclamando, com justiça, a falta de pagamento dos salários. Ninguém iria à campo para treinar se não houvesse uma tomada de posição imediata da diretoria tricolor. Birunga, numa prova de fidelidade aos companheiros também se encontrava apenas de calção, aguardando uma solução. Calado, num canto e noutro, o nego bom apenas e simplesmente ouvia tudo e quando finalmente foi resolvido o impasse ele sorriu de contentamento: “Boa! Agora sim! O negócio é união. Esta é nossa casa e o nosso ganha pão. Vamos trabalhar para ganhar o Nordestão!”.
Quando os marujos do Iate Real da Rainha Elizabeth estiveram realizando um treino com um misto do Santa Cruz, os colegas de Birunga, à título de brincadeira, quiseram-no fazer de intérprete juntos aos ingleses e, ele sem se acabrunhar limitava-se a driblar e chamar os adversário de “galegos engraçados”.
Assim é o zagueiro central do Santa Cruz, retrato fiel de honestidade e dedicação ao seu trabalho. Quando veste a camisa tricolor e vai para campo disputar mais uma peleja, esquece que seu clube é pobre, que ainda não lhe pagou integralmente suas últimas luvas. Quer saber que está alipara trabalhar e que precisa estar sempre em forma, aguardando uma oportunidade melhor de conseguir seu pé-de-meia.
Antes de 68 desaparecer do calendário, Birunga compareceu ao Diario da Noite para agradecer a inclusão do seu nome na seleção do ano e desejar muitas felicidades à torcida tricolor. Somente seu futebol fez com que o escolhéssemos por unanimidade e ele ficou ciente disso, prometendo lutar muito mais este ano, em busca de glórias para o Santa Cruz.

Fonte: Diario da Noite, Recife, 05/01/1969

Adeus ao penta tricolor


ADEUS AO PENTA TRICOLOR

O técnico Paulo Emílio, que comandou o Santa Cruz no pentacampeonato estadual de 1973, morreu aos 80 anos na noite da última segunda, em São José dos Campos (SP). Em 1975, ele levou os tricolores às semifinais do Brasileirão, mas perdeu a vaga na decisão para o Cruzeiro. Paulo Emílio também teve uma passagem pelo Náutico. No Brasil, o técnico trabalhou em equipes como Vasco, Santos, Atlético-PR e Fluminense. Trabalhou ainda em Portugal, no Sporting, e no Japão, no Cerezo Osaka, que publicou uma nota de pesar em seu site oficial.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 18/5/2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aproveitando a boa fase



Fotografias de Guga Matos e Diego Nigro / JC Imagem

APROVEITANDO A BOA FASE

Diego Toscano

Apelidado carinhosamente de “Kenaldinho” pela torcida tricolor, em referência ao meia Ronaldinho Gaúcho, Keno vive o melhor momento da sua carreira desde que chegou ao Santa. Com oito gols com a camisa coral, o atacante é o vice-artilheiro da equipe em 2016, atrás apenas do experiente Grafite, que tem dez. Além disso, também foi peça-chave no inédito título da Copa do Nordeste e no bicampeonato estadual.
“Nunca tive um início de temporada melhor do que esse. Estou muito feliz de poder ajudar o grupo. O Brasileirão é um campeonato muito difícil, com um jogo atrás do outro, e dá confiança saber que as coisas estão dando certo, que estamos há 15 partidas sem perder”, afirmou o atacante.
Com todas essas credencias na temporada, Keno estava impaciente no Arruda. Fundamental na invencibilidade dos tricolores em 2016, o jogador não balançava as redes adversárias há sete partidas. A seca de gols acabou no último domingo, contra o Vitória, no Arruda, pela estreia do Brasileirão. “Passei um tempo sem fazer gols, e a gente ali na frente é muito cobrado por isso. Estava um pouco ansioso para marcar”, explicou o jogador.
Mesmo com essa sequência desgastante dos tricolores, 13 jogos em 42 dias, Keno mostrou que está com um bom preparo físico. Desde que Milton Mendes chegou, o atleta só não participou de duas partidas pelo Tricolor do Arruda, ambas pela Copa do Brasil (Vitória da Conquista-BA e Rio Branco-ES) – foi poupado pela comissão técnica.
“Milton pega no pé, exige muito da nossa preparação física. O grupo está muito bem neste aspecto. Até porque, a gente também descansa bem. Soubemos jogar contra o Vitória, mesmo com o incômodo do calor, que atrapalhou as duas equipes. A gente está bem fisicamente e fizemos eles correrem atrás da gente”, ressaltou.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 17/5/2016

Lances de Santa Cruz 4x1 Vitória-BA




























LANCES DE SANTA CRUZ 4 x 1 VITÓRIA-BA
Recife, 15/5/2016
Fotografias de Gabriel Campêlo