segunda-feira, 2 de março de 2015

Santa Cruz 0 x 0 Náutico


SANTA CRUZ 0 x 0 NÁUTICO

Felipe Amorim

Mais uma vez o Clássico das Emoções não fez jus ao nome. Em mais um encontro entre Santa Cruz e Náutico marcado pela falta de qualidade técnica e tática, o placar em branco foi o mais justo pelo apresentado dentro de campo, neste domingo (1), na Arena Pernambuco.
O empate não foi tão ruim para o Tricolor, que continua no G-4 do Hexagonal do Título. Agora com sete pontos, os corais ocupam a mesma quarta colocação. Já o Alvirrubro, ainda em quinto, só não foi para a lanterna porque Serra Talhada e Salgueiro empataram em 1x1.
Na próxima rodada, o Náutico, que não vence há três jogos, enfrentará o Central, na Arena Pernambuco. Já o Santa Cruz enfrentará o Salgueiro, no sertão. Ambos os jogos serão no domingo (8).

O JOGO

Com o desfalque de última hora de Edson Sitta, de virose, o técnico Ricardinho optou por colocar João Paulo, que voltava de suspensão, ao lado de Bileu na cabeça de área. Do lado alvirrubro, o treinador Moacir Júnior manteve o time que perdeu o último clássico por 2x1.
Escalado com uma formação mais ofensiva, o Santa Cruz foi quem começou o jogo tomando a iniciativa. Aos oito minutos, Guilherme Biteco fez uma boa jogada pelo lado direito e mandou para Waldison. Não fosse a intervenção do goleiro Júlio César, o Tricolor poderia ter aberto o placar na Arena Pernambuco.
Quatro minutos depois, o lateral-esquerdo Renatinho sentiu a coxa esquerda e deixou o campo mais cedo. Além de ter perdido uma boa opção para atacar, o técnico Ricardinho foi obrigado a usar uma substituição antes da hora.
Sem conseguir acertar os passes e criar uma jogada de perigo, o Náutico, ainda assim, insistia em jogar pelo meio do campo. Com isso, o goleiro Fred só assistia à partida. Quando chegou, aos 17, após Renato descer pela esquerda em velocidade e dar voltando para trás, Josimar se complicou na hora do chute.
O passar do tempo fez o clássico ter raras jogadas de perigo. Aos 26, depois de receber um lançamento em posição legal, Waldison cruzou e a bola percorreu toda a área até encontrar Betinho, que chutou em cima de João Ananias.
Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Santa Cruz teve uma sequência de boas jogadas para abrir o placar. Aos 37, após bela jogada de João Paulo, Moisés deu um chute horrível para fora. Aos 41, Júlio César defendeu um forte chute de Betinho dentro da área. Em seguida, Raniel passou com facilidade por Fellipe Souto e cruzou na área, mas Waldison não conseguiu chegar a tempo.

SEGUNDO TEMPO

Depois de um primeiro tempo fraco, o segundo tempo começou com emoção por conta de um pênalti. Aos sete minutos, Moisés, antes criticado, fez uma boa jogada dentro da área e acabou sendo derrubado por Renato. Na cobrança, porém, Betinho perdeu a oportunidade fazer o gol tricolor de número 700 em cima do Náutico na história dos Clássicos das Emoções porque Júlio César defendeu com segurança.
Precisando ter alguma efetividade na hora de atacar, o técnico Moacir Júnior resolveu sacar Patrick Vieira, apagado em campo, para a entrada do jovem Jeferson Nem. Rápido e abusado, o atacante, aos 17, desceu em velocidade pela esquerda e cruzou para Josimar. Danny Morais mandou para escanteio.
Ameaçado no cargo, Moacir Júnior partiu para o tudo ou nada. Sacou Renato e Diego para colocar em campo João Paulo e Guilherme, nesta ordem. O Náutico partiu para o abafa.
Aos 37, Guilheme desceu pela direta e cruzou na área para Josimar. O atacante até chegou na bola, mas Fred fechou bem o ângulo e fez uma de suas poucas defesas em todo o jogo.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Fred; Moisés, Alemão, Danny Morais e Renatinho (Leo Veloso); Bileu, João Paulo, Raniel e Guilherme Biteco (Wellington César); Waldison e Betinho (Anderson Aquino). Técnico: Ricardinho.

NÁUTICO: Júlio César; David (Guilherme), Diego, Elivélton e Gastón Filgueira; João Ananias, Fellipe Souto e Bruno Alves; Patrick Vieira (Jeferson Nem), Renato (João Paulo) e Josimar. Técnico: Moacir Júnior.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Nielson Nogueira. Assistentes: Wlademir de Souza Lins e Ricardo Chianca. Gol: nenhum. Cartões amarelos: Diego, Bruno Alves, Patrick Vieira, Guilherme (N); Danny Morais (S). Público e renda: nao divulgados

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 01/3/2015

domingo, 1 de março de 2015

Frevo Vulcão Tricolor


Frevo em homenagem ao Santa Cruz Futebol Clube,
executado pelo maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.
(2009)

Um jogo decisivo


UM JOGO DECISIVO

Celso Ishigami e Yuri de Lira

A situação se inverteu. Bastou o Santa Cruz vencer o clássico passado contra o Náutico para a tensão mudar de endereço. O 2 a 1 aplicado pelos corais, na última quarta-feira, foi suficiente para salvar o emprego de Ricardinho. Para transformar o vilão Betinho em herói. Para, sobretudo, tirar o Tricolor da crise. Agora, porém, é o Timbu que está pressionado. Pela primeira vez no ano, Moacir Júnior tem o trabalho contestado e sua situação pode ficar insustentável no caso de um novo revés. Às 16h deste domingo, os times voltam a se enfrentar na Arena Pernambuco. Ao Tricolor, agora mandante, resta consolidar um soerguimento no estadual. Ao Timbu, voltar ao G4 é o mínimo que pode ser feito para poder minar o mau ambiente instaurado no clube.
Os três dias de trabalhos no Arruda depois da vitória sobre o Timbu foram bem diferentes daqueles que marcaram o pior início da história do Santa Cruz em estaduais. Os jogadores garantem que o moral do grupo aumentou. Existe agora a confiança para fazer uma determinada jogada sem mais tanta pressão dos torcedores. Portanto, os corais prometem um time mais solto e leve no clássico de hoje.
O técnico Ricardinho compartilha do pensamento. Mas, ao mesmo tempo, sabe que a pressão pode voltar. Não quer dar chance a ela. Por isso, já esquece o que se passou na Arena Pernambuco e foca só na vitória para conseguir deslanchar a equipe no estadual. “No futebol, não existe conforto. Temos que ter essa sensibilidade. Não pensem que a última vitória vai deslumbrar o nosso grupo ou nosso trabalho. Estamos tranquilos e equilibrados. Com os pés no chão. Quem trabalha no conforto acaba tendo prejuízo”, falou o comandante tricolor.
No lado do Timbu, a impressão é de que a crise - adormecida desde o início da temporada - pode voltar a assombrar o clube a qualquer momento. O clima de instabilidade resultante do tropeço veio junto com a desconfiança sobre o trabalho de Moacir e a diretoria já utiliza o discurso de que “futebol é resultado”. Por isso, a vitória é tratada como uma obrigação entre os alvirrubros. O baixo nível de tolerância quanto ao trabalho do treinador é uma prova de da fragilidade do ambiente do Náutico. Afinal de contas, não custa lembrar que o técnico ainda não pode contar com alguns dos principais nomes do elenco.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ: Fred; Moisés (Bileu), Alemão, Danny Morais e Renatinho; Edson Sitta, Bileu, João Paulo (Raniel) e Guilherme Biteco; Waldison (Anderson Aquino) e Betinho. Técnico: Ricardinho.

NÁUTICO: Júlio César; David, Diego, Elivélton e Gaston; João Ananias, Fillipe Soutto, Bruno Alves e Patrick Vieira; Renato e Josimar. Técnico: Moacir Júnior.

Local: Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE). Horário: 16h. Árbitro: Niélson Nogueira Dias-PE. Assistentes: Wlademir de Souza Lins-PE e Ricardo Bezerra Chianca-PE. Ingressos: R$ 20 (sócio do Santa Cruz), R$ 25 (meia-entrada e proprietário de cadeira no Arruda), R$ 50 (inteira e visitante) e R$ 120 (Assento Premium).

Fonte: Diario de PE, Recife, 28/02/2015

Uma boa briga


UMA BOA BRIGA

Fernando Barros

Não é novidade que o Santa Cruz de Ricardinho prima pela manutenção de um time-base. Afinal, o treinador repetiu esse manta incontáveis vezes. Grosso modo, a premissa do comandante tricolor é modificar o mínimo possível da equipe titular. No entanto, para o duelo contra o Náutico, neste domingo, o técnico ganhou uma boa dor de cabeça. Voltando após cumprir suspensão automática, João Paulo surge como nome forte para começar jogando na meia. Entretanto, a boa atuação de Raniel no último Clássico das Emoções credenciou o prata da casa a entrar na disputa por uma vaga no setor.
“Na minha cabeça, o time já está resolvido. Quero apenas observar um pouco do último treinamento para que, daí, a gente possa ter uma definição”, limitou-se a dizer o técnico Ricardinho, sem desvendar o mistério de quem jogaria na meia, fazendo dupla com Guilherme Biteco. Contudo, o treinador deu a entender, nas entrelinhas, que João Paulo leva uma certa vantagem, por ser um armador mais clássico e menos driblador, como Raniel. “Nós fizemos um bom primeiro clássico, mas poderíamos ter feito melhor se minimizássemos a deficiência no toque de bola. Se não tiver o passe no jogo qualquer estratégia acaba não acontecendo”, avaliou.
Apesar de otimista quanto à presença no Clássico das Emoções, João Paulo mostra-se incerto a respeito do time titular. “Cada semana pode acontecer alguma coisa. A gente procura dar o máximo nos jogos para manter a titularidade, mas isso fica a cargo de Ricardinho”, desconversou o meia, que não se vê em vantagem em relação ao companheiro. “Sempre fui um jogador que gosta de trocar passes e vejo isso como um fator positivo para mim. Se for um fator positivo para o time, aí eu prefiro deixar para Ricardinho decidir”, resumiu o jogador.
“Raniel foi muito bem no clássico e tem potencial. Ele tem muita capacidade, dribla… Ainda tem muito a evoluir, mas já está demonstrando essa evolução a cada jogo”, enalteceu João Paulo. Todavia, ao final do último duelo contra o Náutico, Ricardinho lançou mão da cautela ao comentar sobre o futebol da promessa tricolor. “Raniel teve bons momentos e não tão bons momentos. Essa oscilação é compreensível. Ele tem uma boa personalidade e nós temos que dar essa oportunidade, mas quem estiver melhor vai atuar”, garantiu o treinador.

SAIBA MAIS – O Santa ganhou uma opção de última hora para o Clássico das Emoções. O atacante Nathan foi, enfim, regularizado. Dos 16 reforços contratados pelo clube para a temporada 2015, apenas três não estrearam com a camisa coral: o zagueiro Diego Sacoman, o volante Bruninho e o já citado Nathan.

Fonte: Blog e primeira, Folha de PE, Recife, 28/02/2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mais um Clássico das Emoções




Ricardinho faz mistério


Fotografia de Diego Nigro / JC Imagem

RICARDINHO FAZ MISTÉRIO

Felipe Amorim

Mistério. Essa será uma das táticas do técnico do Santa Cruz, Ricardinho, para tentar surpreender o Náutico, domingo, no segundo Clássico das Emoções do Campeonato Pernambucano. Além de realizar um treinamento fechado neste sábado (28), no Arruda, o comandante tricolor optou em não revelar seus jogadores titulares.
Com a volta de João Paulo, que cumpriu suspensão pela expulsão, fica a dúvida para saber se ele retorna à equipe ou se o jovem Raniel será mantido entre os 11. Além desse ponto de interrogação, há ainda a possibilidade de, caso João Paulo seja o escolhido, o volante Bileu ser mais uma vez deslocado para a lateral direita. Assim, o titular Moisés seria preterido mais uma vez e o time teria a composição de quando enfrentou o Salgueiro.
Só que o comandante optou pelo suspense. “Na minha cabeça já está resolvido, mas vou treinar um pouco amanhã (sábado) para observar mais e poder ter uma definição”, despistou Ricardinho.
Além dessas dúvidas, o técnico terá boas opções para o decorrer da partida, principalmente no ataque, onde já tem Anderson Aquino. Último jogador regularizado dos 16 contratados na temporada 2015, o atacante Nathan, enfim, teve seu nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nesta sexta-feira e deve figurar no banco de reservas.

Veja as três prováveis formações do Santa Cruz para enfrentar o Náutico:

Opção 1 - Fred; Bileu, Alemão, Danny Morais e Renatinho; Edson Sitta, João Paulo, Raniel e Guilherme Biteco; Waldison e Betinho

Opção 2 - Fred; Moisés, Alemão, Danny Morais e Renatinho; Edson Sitta, Bileu, João Paulo e Guilherme Biteco; Waldison e Betinho

Opção 3 - Fred; Moisés, Alemão, Danny Morais e Renatinho; Edson Sitta, Bileu, Raniel e Guilherme Biteco; Waldison e Betinho

Fonte:Jornal do Commercio, Recife, 27/02/2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Raniel


RANIEL

Thaís Lima

Elemento surpresa no time titular do técnico Ricardinho, no clássico da última quarta-feira, o meia Raniel, de 18 anos, ainda precisa evoluir para demonstrar todo o seu potencial dento de campo. Mas, o que já demonstrou sob o comando de Ricardinho, é o suficiente para o atleta agradar ao técnico coral.
“Ele (Raniel) é um jovem. Teve bons momentos e momentos não tão bons. Essa oscilação dele no jogo é extremamente compreensível. Ele é muito novo e jogou um clássico. Tem personalidade, mas vai ter esse desequilíbrio. O importante é ter o entendimento. Nós temos que dar essa oportunidade”, disse Ricardinho.
O treinador tricolor ainda destacou que não é porque se tratava de um clássico que o jogador não seria escalado. O fato é que a entrada de Raniel no time titular foi uma surpresa para a torcida. E o meia quase marcou o dele na partida contra o rival alvirrubro. Quando o jogo ainda estava empatado em 1 a 1, Raniel, aos quatro minutos do segundo tempo, conseguiu passar por três adversário, mas chutou para fora. Perguntado sobre a possível titularidade do jovem atleta, Ricardinho afirmou que vai optar por quem estiver melhor no elenco.
“Quem estiver melhor vai atuar, independentemente da idade. Não era porque era um clássico, que não iria colocá-lo. Se jogador tem qualidade, pode jogar. Acho que ele tem um potencial enorme. É ir adequando ele ao clube para que ele cresça”, disse o técnico do Santa Cruz.

Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 26/02/2015

Bilhetes começam a ser vendidos hoje


BILHETES COEÇAM A SER VENDIDOS HOJE

A partir das 8h desta sexta-feira (27) começarão a venda dos ingressos para o segundo Clássico das Emoções do Campeonato Pernambucano. Os bilhetes custarão entre R$ 20 e R$ 120 e podem ser adquiridos nas sedes do Santa Cruz e Náutico.
O jogo entre tricolores e alvirrubros, neste domingo (1/3), às 16h, na Arena PE, é válido pela sexta rodada do Campeonato Pernambucano. Lembrando que o mando da partida é do Santa Cruz.

Preços
Sócio do Santa Cruz: R$ 20,00
Meia entrada/cadeira proprietário: R$ 25,00
Inteira: R$ 50,00
Setor Vip: R$ 120,00

Pontos de venda
Estádio do Arruda - das 8h às 18h (sexta e sábado); das 8h às 12h (domingo)
Estádio dos Aflitos - das 8h às 18h (sexta e sábado); das 8h às 12h (domingo)
* 15 mil ingressos estão reservados para o programa Todos Com a Nota


Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 26/02/2015

Ramon


RAMON

O grande artilheiro coral posa no Arruda e nós não conseguimos identificar o ano da fotografia. Como o anel superior do Estádio do Arruda foi inaugurado em 1982, achamos que a fotografia deve ser dessa época, embora tenhamos dúvidas se Ramon ainda estaria no Santa Cruz nesse ano. Fica a dúvida. Se alguém puder ajudar...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

TV Coral - Náutico 1x2 Santa Cruz - Pernambucano 2015


TV CORAL - NÁUTICO 1 x 2 SANTA CRUZ - PERNAMBUCANO 2015

Náutico 1 x 2 Santa Cruz


NÁUTICO 1 x 2 SANTA CRUZ

JC Online

Com apenas 4.626 espectadores, na noite desta quarta-feira (25/2), na quase “vazia” Arena Pernambuco, o Santa Cruz levou a melhor sobre o Náutico, 2x1, pela 5ª rodada do Hexagonal do Título do Pernambucano. O gol foi de Betinho aos 42 do segundo tempo. A vitória levou o tricolor da última colocação para a quarta, com seis pontos. O alvirrubro caiu da terceira para quinta, com cinco pontos. O resultado reabilita os corais e deixa o técnico Ricardinho assegurado no cargo. A pressão passou para o Timbu e o técnico Moacir Júnior.
Várias razões explicam o público decepcionante: o horário do clássico, marcado para começar às 22h, ausência do metrô para o retorno do torcedor às suas residências e a transmissão ao vivo pela televisão. Como comparativo, o jogo entre Serra Talhada e Salgueiro, também ontem, no Sertão, teve público maior: 4.859. No próximo domingo, tricolores e alvirrubros voltam a se enfrentar, mais uma vez na Arena, que por sinal está sendo alvo de uma análise de um grupo de trabalho do Governo do Estado, que está querendo se aprofundar sobre a viabilidade econômica do estádio.
O JOGO
O Santa Cruz começou assustando o Náutico. Com um minuto, o atacante Waldison finalizou de fora da área e a bola foi na trave direita de Júlio César. A partir daí, as duas equipes erraram muitos passes.
A emoção só veio a partir dos 27 minutos. Bruno Alves cobrou escanteio e o zagueiro Diego cabeceou. O volante Édson Sitta salvou. No contra-ataque, Raniel cruzou e Biteco finalizou, mas o lateral David evitou o gol tricolor. O jogo ficou mais aberto e aos 34 finalmente Patrick Vieira apareceu. Ele tocou para o volante Fillipe Soutto, que da esquerda, serviu a Renato. O atacante bateu colocado no canto esquerdo de Fred para fazer 1x0. O Santa Cruz foi atrás do empate. Em rebatida de bola de Júlio César, Biteco aproveitou o rebote e lançou para o zagueiro Alemão, que acertou uma bela virada no alto esquerdo para fazer 1x1, aos 42.
No segundo tempo, as duas equipes partiram para decidir. O Santa Cruz perdeu uma chance com Raniel, logo aos três. O Náutico respondeu. Aos oito, Renato, sozinho, mandou a bola no travessão. Depois as equipes voltaram a concentrar o jogo no meio de campo e as chances foram raras. Tudo indicava que o clássico ficaria no empate. Mas, aos 42, em um lance polêmico (o Náutico reclamou de falta), Emerson Santos tocou para Renatinho, que cruzou e Betinho sacramentou a virada: 2x1.

FICHA DO JOGO
NÁUTICO: Júlio César; David, Diego, Elivélton e Gastón Filgueira; João Ananias, Fillipe Soutto, Patrick Vieira (Helder Ribeiro) e Bruno Alves (Jefferson Nem); Renato (João Paulo) e Josimar. Técnico: Moacir Júnior.

SANTA CRUZ: Fred; Moisés (Nininho), Alemão, Danny Morais e Renatinho; Édson Sitta, Bileu, Raniel e Guilherme Biteco (Emerson Santos); Betinho e Waldison (Anderson Aquino). Técnico: Ricardinho.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Albert Júnior e Marcelino Castro. Gols: Renato aos 34, Alemão aos 42 minutos do 1º tempo, Betino aos 42 do 2º. Renda: R$ 110.605. Público: 4.626. Cartões amarelos: Júlio César, João Ananias (N), Danny Morais, Bileu, Alemão, Édson Sitta (S).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O culpado



O CULPADO
 
Clóvis Campêlo

Sinceramente amigos corais, não acho que o goleiro Bruno tenha tido culpa direta na derrota do Santa Cruz para o Salgueiro, sábado passo, no Estádio do Arruda. Aliás, pelo que tenho escutado nas rádios do Recife, a crônica especializada tem emitido opiniões que batem com a minha. Mas, convenhamos, um goleiro que toma oito gols em quatro jogos - uma média altíssima de dois gols por partida para um clube da dimensão do Santa Cruz – precisa ser repensado. Até mesmo para ser preservado diante de uma torcida que começa a dividir com ele a culpa pelo início desastroso do time no Campeonato Pernambucano de 2015.
Mas, o grande acusado pelo desastre, na opinião do torcedor coral, é o treinador Ricardinho. Até agora, a nossa equipe não definiu um padrão de jogo convincente, marcando apenas duas vezes nesses quatro jogos, numa média baixíssima de 0,5 gol por partida. Ou seja, um time que leva muitos gols e não faz nenhum (ou faz poucos), só merece perder.
Para quem gosta de números e for observar o desempenho de Ricardinho à frente do Paraná Clube, sua equipe anterior como treinador, vai verificar que, em dezessete jogos, ganhou seis, empatou 7 e perdeu quatro, numa média de 35,29% de aproveitamento. No Santa Cruz, ele conseguiu se superar.
Uma outra coisa que nos intriga, é que montamos uma equipe com uma folha salarial superior à do ano passado e com um nível técnico bem menor. Como se explica isso?
Queira Deus que o Santinha não esteja aqui a repetir a derrocada de 2005, quando, de queda em queda, fomos parar na Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Observamos que no Campeonato Pernambucano atual não existe nenhuma equipe disparadamente superior. O time da Ilha assim se mostra por conta da estrutura mantida desde o ano anterior e por conta de uma melhor disponibilidade financeira para contratar. O restante - Náutico, Central, Salgueiro e Serra Talhada – são equipes medianas. Não tem cabimento que numa competição desse porte, o Santa Cruz seja o lanterna, ostentando o pior ataque e uma das defesas mais vazadas. Onde foi que falhamos?
Ao assumir o comando coral, aclamado sem opositor, Alírio Moraes prometeu mundos e fundos em termos de realização e projetos, chegando mesmo a ser chamado de Delírio Moraes por conta das suas propostas mirabolantes e nefelibatas. Confiante, a torcida acreditou, achando que a derrocada do ano passado talvez se devesse a uma questão momentânea e passageira.
Agora, todos nós achamos que o momento é de apreensão e mudanças violentas, antes que a vaca vá definitivamente para o brejo e a Cobra Coral se veja, mais um ano, submetida a situações de vexames e humilhações.
Já foi grande o nosso prejuízo no ano decepcionante do centenário coral. Perdemos o Estadual e o direito de disputar competições importantes como a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil. Não podemos permitir que, este ano, a situação se repita.
Ninguém merece.
 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Teresa, a poetisa coral



TERESA, A POETISA CORAL

Teresa é poetisa e artesã, além de ser torcedora doente do Santa Cruz. Para nós, na hora declamou diversos poemas dedicados ao clube do seu coração. Encontrei-a na Cia do Chope, em Boa Viagem, durante o carnaval, vendendo suas produções. Figura simples e dócil, mas bastante interessante. Anda com um recorte plastificado de jornal, onde consta uma matéria publicada no Diario de Pernambuco sobre ela. Deixo aqui a minha homenagem para essa mulher do povo, torcedora exemplar da Cobra Coral (Clóvis Campêlo).

Recife, fevereiro 2015

Fotografias de Cida Machado

Bruno se diz tranquilo


BRUNO SE DIZ TRANQUILO

Pedro Galindo

Foi extremamente decepcionante a derrota do Santa Cruz para o Salgueiro, pelo Campeonato Pernambucano, neste sábado. O time coral dominou o adversário durante o primeiro tempo, colocou três bolas na trave, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols. E foi punido num lance em que Jefferson Berger foi às redes, depois do goleiro Bruno ter evitado que a primeira tentativa do Carcará abrisse o placar.
O goleiro tem sido bastante questionado desde que chegou ao clube, pela insegurança que vem transmitindo ao resto do sistema defensivo. Mas na saída do gramado, não fugiu das críticas e chamou a responsabilidade pelo resultado negativo, ainda que sua participação não tenha sido decisiva para a derrota. "Se tiver que jogar na minha conta essa derrota, pode jogar, porque tenho a cabeça boa para lidar com isso. Nenhum desses meninos merece essas vaias. Eu assumo a responsbilidade para esse trabalho continuar sendo bem feito", declarou.
Bruno lamentou o fraco aproveitamento dos atacantes tricolores na hora da finalização, mas continuou defendendo os garotos do elenco e o trabalho que vem sendo realizado pelo técnico Ricardinho. "O futebol é muito dinâmico. A gente acabou tomando um gol besta, fora isso foram só bolas alçadas. A gente acabou tendo azar na finalização. Mas o trabalho está muito bem feito e os meninos não merecem nenhuma dessas vaias", pontuou.
Cabeça erguida
Apesar das críticas e do mau momento individual e coletivo, o goleiro se mostrou tranquilo com a situação, e afirmou que não vai se deixar abalar. "Eu fui cobrado injustamente com os seis gols que acabei tomando, e hoje a gente perdeu em casa. Irritado, dando respostas mal educadas, você nunca vai me ver. vou continuar atendendo a todos sempre, independente de fazer uma boa atuação ou de tomar um gol embaixo das pernas", completou o camisa 1 tricolor.

Fonte: Diario de Pernambuo, Recife, 21/02/2015

Ricardinho pressionado


Fotografia de Peu Ricardo / Folhape

RICARDINHO PRESSIONADO

Gustavo Lucchesi

Quatro jogos e três derrotas. Apesar da evolução no futebol da equipe, o técnico Ricardinho já sofre com a forte pressão pelos resultados. A torcida continua desconfiada e o clássico de quarta-feira, contra o Náutico, pode ser decisivo para a permanência do treinador no Arruda. Depois da derrota para o Salgueiro, Ricardinho deu entrevista coletiva e falou sobre vários assuntos.

DERROTA PARA O SALGUERO

“Sem dúvida que nós tivemos um primeiro tempo com muitas oportunidades. Infelizmente não conseguimos concretizar em gol. Foi um pouco de ansiedade mesmo dos jogadores, falta de sorte também, mas faz parte do futebol. Levamos um gol num lance isolado e tudo virou. Conseguimos reagir, mas novamente pecamos nas finalizações”.

ABALO PSICOLÓGICO E RESPONSABILIDADE

Não podemos achar que perdemos o jogo só porque saímos atrás no marcador. Isso aconteceu contra o Sport e agora contra o Salgueiro. Isso não pode tirar nossa confiança. Precisamos acreditar um pouco mais e reagir. Mas a responsabilidade é minha e assumi o insucesso desses jogos.

VAIAS PARA BRUNO

Primeiro que a responsabilidade é minha. Eu que escalo os jogadores. Segundo é normal que quando você não consiga o resultado, você sair procurando culpados. Entendo o torcedor. Eu também sou um péssimo perdedor. O Bruno começou jogando a temporada, eu converso com o Bosco (preparador de goleiros) quase que diariamente e se tiver que tirar o Bruno ou não, isso é uma decisão minha.

CARGO À DISPOSIÇÃO

Isso é mentira. Não houve essa conversa e essa informação está furada.

AUSÊNCIA DE BRUNO MINEIRO E ANDERSON AQUINO

Eu sempre enalteço a presença. Eles fazem falta, mas dou prioridade para quem está jogando.

Fonte: Blog de Primeira, Folha de Pernambuco, Recife, 21/02/2015